
Samsung prepara rival dos AirPods Max para 2027
A Samsung está a desenvolver auscultadores over-ear conhecidos internamente como Galaxy H1, numa possível resposta aos AirPods Max da Apple. O lançamento poderá acontecer em 2027.
A Samsung prepara rival dos AirPods Max, um par de auscultadores over-ear que podem vir a desafiar o domínio da Apple no segmento premium. O projeto, conhecido internamente como Samsung Galaxy H1, foi descoberto através de código e ilustrações encontradas na aplicação Galaxy Wearable, o que sugere que a ligação será feita por Bluetooth.
Para quem acompanha o mercado de áudio da Samsung, esta não é uma categoria completamente nova mas quase. O último modelo over-ear da marca foi o Level Over, lançado há mais de uma década, em 2015, equipado com cancelamento ativo de ruído, emparelhamento NFC e uma autonomia que chegava às 15 horas.
Regresso tardio a um mercado transformado
Dez anos depois, o panorama mudou completamente. Os auscultadores sem fios premium tornaram-se numa categoria de peso, com a Apple, a Bose e outras marcas a disputarem utilizadores através de cancelamento de ruído mais eficaz, maior conforto e integração profunda com os respetivos ecossistemas.
A Samsung já tem presença forte no áudio portátil com a linha Galaxy Buds, mas os auscultadores over-ear podem abrir uma nova frente. Há utilizadores do ecossistema Galaxy que preferem algo maior do que auriculares in-ear, sobretudo para sessões longas de música, viagens ou trabalho prolongado ao computador.

Posicionamento ainda por definir
A grande incógnita é onde a Samsung vai posicionar os Galaxy H1. Uma opção seria entrar diretamente no segmento premium e atacar os AirPods Max 2 da Apple. A outra seria apontar a um preço mais acessível, próximo dos 300 dólares (cerca de 270 euros) praticados pelos QuietComfort Headphones de segunda geração da Bose ou pelos Headphone 1 da Nothing.
O preço final vai determinar se a Samsung é levada a sério ou não. Auscultadores premium exigem mais do que apenas Bluetooth e cancelamento de ruído têm de justificar o investimento com qualidade sonora diferenciada, materiais sólidos e funcionalidades que façam sentido dentro do ecossistema Galaxy. Por outro lado, uma abordagem mais agressiva no preço pode facilitar a entrada num mercado já saturado de opções.
Pouca informação concreta até ao momento
De acordo com o relatório da SamMobile, que detetou as primeiras referências ao produto, os detalhes sobre especificações técnicas, data de lançamento ou estratégia de comercialização continuam em aberto. A presença de suporte na aplicação Galaxy Wearable indica que o projeto está em desenvolvimento ativo, mas nada garante que chegue ao mercado tal como está planeado agora.
A previsão de lançamento para 2027 deixa à Samsung mais de um ano para afinar o produto. Isso também significa que a empresa terá tido mais de uma década desde o Level Over para perceber o que um modelo over-ear moderno precisa de ter para competir num mercado onde os consumidores já conhecem bem as alternativas.

O que esperar de auscultadores Samsung em 2027
Se os Galaxy H1 chegarem mesmo ao mercado europeu, vão encontrar consumidores habituados a comparar características como latência, qualidade do cancelamento de ruído em ambientes urbanos, ergonomia para uso prolongado e integração com assistentes de voz. A Samsung tem experiência em tudo isto através dos Galaxy Buds, mas transportar essa competência para um formato over-ear não é automático.
Outro fator relevante é a concorrência dentro do próprio Android. Fabricantes como a Sony têm modelos consolidados neste segmento, e marcas mais recentes como a Nothing já mostraram que há espaço para propostas diferentes se o preço e as funcionalidades forem bem calibrados.
Por enquanto, tudo o que existe são linhas de código numa aplicação e especulação sobre intenções. A Samsung não confirmou oficialmente o produto, e até 2027 muita coisa pode mudar. Mas a simples ideia de a marca voltar aos auscultadores over-ear já é suficiente para reacender o interesse de quem procura alternativas credíveis aos AirPods Max num ecossistema que não seja o da Apple.
Via: Digital Trends



