
Samsung recupera liderança global de smartphones em 2026
A Samsung está de volta ao primeiro lugar mundial em vendas de smartphones, ultrapassando a Apple. A Counterpoint Research aponta a cadeia de fornecimento integrada como fator decisivo.
A Samsung recupera liderança global de smartphones. Depois de ter perdido o primeiro lugar mundial em vendas de smartphones para a Apple em 2025 por uma margem de apenas um ponto percentual , a gigante sul-coreana recupera agora a coroa, segundo previsões da Counterpoint Research para 2026.
O regresso da Samsung à liderança global em smartphones acontece num contexto particularmente desafiante para a indústria. A escassez de chips de memória está a pressionar fabricantes em todo o mundo, e as projeções apontam para uma quebra de 14,3% nas vendas globais de smartphones este ano.
Resiliência num mercado em contração
Enquanto a maioria dos fabricantes enfrenta dificuldades com os preços elevados dos chips de memória, a Samsung consegue não só resistir como crescer. A Counterpoint Research estima que a marca coreana registe um crescimento de 0,8% nas vendas em 2026 um número modesto à primeira vista, mas impressionante quando comparado com a queda geral do mercado.
O que explica esta capacidade de crescer contra a corrente? Wang Yang, analista principal da Counterpoint Research, aponta para três fatores cruciais: a produção interna de componentes, um portefólio alargado de produtos e relações consolidadas com operadoras e retalhistas em todo o mundo.

Cadeia de fornecimento integrada faz a diferença
A vantagem competitiva da Samsung torna-se clara quando olhamos para a sua estrutura de produção. Ao contrário de muitos concorrentes que dependem de fornecedores externos para componentes críticos, a Samsung produz internamente grande parte dos chips de memória que utiliza nos seus dispositivos.
Esta integração vertical significa que a empresa consegue absorver melhor os choques de preços no mercado de semicondutores. Quando os preços dos chips sobem, a Samsung sente o impacto na divisão que os produz, mas não precisa de pagar margens a fornecedores externos uma flexibilidade que marcas como a Apple, dependentes de parceiros como a SK Hynix ou a Micron, não têm.
Domínio europeu e latino-americano
Os números do segundo trimestre de 2026 já mostravam sinais claros desta recuperação. A Samsung liderou as vendas de smartphones tanto na Europa como na América Latina, duas regiões estratégicas onde a marca construiu uma rede de distribuição sólida ao longo de décadas.
Para o mercado europeu, incluindo Portugal, isto traduz-se numa presença reforçada da Samsung nas lojas e operadoras, com modelos para todos os segmentos de preço desde os Galaxy A de entrada até aos topo de gama da série S.
O que muda com este regresso ao topo
A recuperação da liderança pela Samsung não é apenas uma questão de prestígio. O primeiro lugar mundial dá à marca maior poder de negociação com operadoras, retalhistas e fornecedores de componentes que não produz internamente.
Para os consumidores europeus, este domínio pode traduzir-se em maior variedade de modelos disponíveis e atualizações de software mais consistentes, já que a Samsung tende a priorizar mercados onde tem quota significativa.
A questão agora é saber se a Samsung conseguirá manter esta posição quando o mercado de chips de memória estabilizar. A Apple continua a ser uma concorrente forte, especialmente nos segmentos premium, e marcas chinesas como a Xiaomi e a OPPO não param de crescer em mercados emergentes. O ano de 2026 marca o regresso da Samsung ao topo, mas a batalha pela liderança global está longe de estar decidida de forma definitiva.
Via: SamMobile



