Fitbit Edge será o novo rival do Apple Watch SE? Google prepara novo tracker

O novo Fitbit Edge deverá ter ecrã tátil, GPS, reconhecimento de atividades e até 7 dias de autonomia, com suporte para Android e iOS.

A Google parece estar a preparar um novo dispositivo para reforçar a presença da Fitbit no mercado dos wearables. Depois de uma aparição acidental em imagens promocionais durante a apresentação dos Pixel 11, surgiram agora novas informações sobre aquele que deverá ser conhecido como Fitbit Edge, um novo tracker de atividade que pretende ocupar uma posição entre a atual oferta mais simples da Fitbit e o Pixel Watch 5.

O novo equipamento deverá ser apresentado ainda este mês e, segundo as informações divulgadas, será o sucessor direto da linha Fitbit Charge. A estratégia parece relativamente clara: oferecer algumas das funcionalidades mais importantes de um smartwatch, mas num formato mais compacto e com uma autonomia significativamente superior.

Um tracker com ecrã e GPS integrado

Ao contrário de modelos mais simples e discretos, o Fitbit Edge deverá contar com um ecrã tátil oval, permitindo consultar informação diretamente no pulso sem depender constantemente do smartphone. O ecrã não deverá oferecer o mesmo nível de funcionalidades de um Pixel Watch, mas permitirá visualizar notificações e interagir com algumas funções básicas.

O equipamento deverá também integrar GPS, uma característica particularmente importante para quem pratica corrida, caminhada ou ciclismo e não quer transportar o smartphone durante todas as atividades. A informação disponível aponta para um sistema de localização preciso, complementado por reconhecimento automático de atividades e acompanhamento da elevação.

A autonomia poderá ser um dos seus principais argumentos. O Fitbit Edge deverá conseguir chegar aos sete dias de utilização, ficando bastante acima do que é habitual encontrar num smartwatch completo.

Algumas aplicações, mas sem a experiência de um smartwatch

Apesar de utilizar um ecrã tátil, o Fitbit Edge não deverá tentar transformar-se num pequeno Pixel Watch. A Google estará a limitar deliberadamente o número de aplicações disponíveis, embora algumas das mais importantes devam estar presentes.

Entre as aplicações referidas encontram-se o YouTube Music e o Google Maps, permitindo controlar música ou consultar determinadas informações relacionadas com navegação. Ainda assim, a experiência deverá ser bastante mais limitada do que num smartwatch baseado em Wear OS.

Esta abordagem poderá ajudar a preservar a autonomia. Quanto mais funções e aplicações forem executadas diretamente no equipamento, maior tende a ser o consumo energético. Ao limitar as capacidades do Edge, a Fitbit consegue manter o formato compacto e, ao mesmo tempo, oferecer vários dias de utilização.

Design inspirado nos Pixel 11

As imagens entretanto divulgadas mostram um dispositivo com um formato oval e relativamente compacto. Na lateral direita encontra-se um botão físico, enquanto a parte traseira apresenta um conjunto de sensores aparentemente mais avançado do que aquele utilizado no Fitbit Air.

Outro detalhe interessante está no sistema de troca das pulseiras. As imagens parecem mostrar um mecanismo baseado numa espécie de sistema de encaixe e pressão, permitindo substituir a pulseira sem ferramentas.

A Google deverá disponibilizar o Fitbit Edge em cinco cores diferentes, sendo que três delas terão uma aparência semelhante às cores utilizadas na nova geração Pixel 11 Pro. A estratégia reforça a ideia de que a Google pretende criar um ecossistema visualmente coerente entre os seus smartphones e dispositivos wearable.

Fitbit Edge

Sete dias de autonomia podem ser decisivos

A autonomia poderá ser precisamente um dos maiores argumentos do Fitbit Edge. Enquanto um Pixel Watch oferece uma experiência muito mais completa, a necessidade de carregar o relógio com bastante mais frequência pode ser uma limitação para alguns utilizadores.

Com até sete dias de autonomia, o Edge posiciona-se mais próximo dos tradicionais trackers de atividade, mas acrescenta funcionalidades que normalmente encontramos em equipamentos mais completos. GPS integrado, ecrã tátil, notificações e reconhecimento automático de atividades tornam-no bastante mais versátil do que uma simples pulseira de fitness.

Outro ponto positivo é a compatibilidade. Segundo as informações divulgadas, o Fitbit Edge deverá funcionar tanto com Android como com iOS, permitindo à Google chegar a um público bastante mais abrangente.

Preço poderá ficar entre os 149 e os 199 dólares

O Fitbit Edge deverá ser apresentado ainda este mês e deverá ocupar uma posição de preço intermédia dentro da gama Fitbit. As informações disponíveis apontam para um preço entre 149 e 199 dólares, embora ainda não exista confirmação oficial.

Se estes valores se confirmarem, o Edge poderá tornar-se uma alternativa interessante para quem procura um dispositivo mais completo do que uma pulseira de atividade, mas não precisa de todas as funcionalidades de um smartwatch.

A Google ainda não confirmou oficialmente todos os detalhes, pelo que características como o preço final, disponibilidade e especificações completas continuam por esclarecer. Ainda assim, o Fitbit Edge começa a ganhar forma como uma proposta bastante interessante, sobretudo para quem valoriza autonomia, acompanhamento desportivo e um formato mais discreto do que o de um smartwatch tradicional.

🔥 Mais Lidos no CtrlShift

Bruno Xarope
Bruno Xarope

Bruno Xarope escreve sobre tecnologia, smartphones, mobilidade elétrica e inovação no CtrlShift.pt. Acompanha diariamente as novidades do setor e testa regularmente novos equipamentos, partilhando análises, opiniões e primeiras impressões.

Artigos: 2277

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *