
Samsung revela o que os europeus mais valorizam num smartphone
Um estudo da Samsung revela que 36% dos europeus se queixam da bateria, enquanto desempenho, privacidade e novos formatos influenciam a escolha do próximo smartphone.
A Samsung publicou os resultados de um inquérito sobre a forma como os consumidores europeus escolhem os seus smartphones. A conclusão é interessante: a escolha não depende apenas das necessidades do dia a dia, mas também dos interesses que as pessoas querem explorar e do estilo de vida que gostariam de ter. Ainda assim, há um problema que continua a afetar muitos utilizadores, independentemente do preço ou da gama do equipamento: a autonomia da bateria.
O estudo abrangeu 5001 adultos de França, Alemanha, Itália, Espanha e Reino Unido. Segundo os resultados divulgados pela Samsung, 66% dos inquiridos escolheram o seu smartphone atual tendo em conta pelo menos um interesse que gostariam de desenvolver, desde jogos e viagens até à criação de conteúdos, entretenimento ou atividades paralelas para ganhar dinheiro.
Os smartphones também refletem o estilo de vida
A escolha de um telemóvel parece estar cada vez mais ligada à forma como as pessoas imaginam o seu quotidiano. Quase metade dos participantes, 46%, afirmou que as suas ambições influenciam as decisões relacionadas com tecnologia. Dentro deste grupo, 24% dizem que as escolhas são sobretudo determinadas pelo estilo de vida que gostariam de alcançar.
O aspeto visual também tem peso. Cerca de 28% dos inquiridos escolheram o smartphone atual para refletir melhor o seu estilo pessoal. É um dado que ajuda a explicar a aposta dos fabricantes em diferentes formatos, cores e materiais, sobretudo num mercado em que muitos equipamentos oferecem características técnicas semelhantes.
A Samsung utiliza estes resultados para justificar a diversidade da sua gama, incluindo os smartphones tradicionais e os modelos dobráveis. A marca destaca equipamentos como o Galaxy S26 Ultra, com funcionalidades orientadas para a privacidade, e os Galaxy Z Flip8 e Z Fold8, que apostam em formatos diferentes para responder a necessidades distintas.

A bateria continua a ser a maior dor de cabeça
Apesar da evolução dos smartphones, a autonomia continua a ser uma das principais frustrações dos consumidores. Segundo o inquérito, 36% dos participantes apontam a necessidade de carregar frequentemente o telemóvel como um dos seus maiores incómodos.
O problema é particularmente relevante porque a utilização diária dos smartphones continua a aumentar. Entre redes sociais, fotografia, navegação, jogos, videochamadas e aplicações de trabalho, os equipamentos são cada vez mais solicitados, mas nem sempre conseguem acompanhar o ritmo sem uma passagem pela tomada.
Outras dificuldades também foram identificadas. Cerca de 18% dos inquiridos sentem-se frustrados por terem de alternar constantemente entre aplicações para concluir uma tarefa. Já 14% consideram que o espaço disponível no ecrã é insuficiente, enquanto 13% afirmam ter precisado de mudar para um dispositivo com um ecrã maior para terminar algo que começaram no telemóvel.
Estes resultados mostram que o desempenho não se resume à velocidade do processador. A autonomia, a dimensão do ecrã e a facilidade com que as tarefas são executadas continuam a ter um impacto direto na experiência de utilização.

Privacidade e ecrãs maiores ganham importância
Um dos dados mais curiosos do estudo está relacionado com a privacidade. Cerca de 27% dos participantes afirmam já ter evitado ou interrompido operações bancárias no telemóvel quando se encontram em público, por receio de que alguém próximo consiga ver o conteúdo do ecrã.
A preocupação ajuda a explicar o interesse em funcionalidades que dificultam a visualização lateral do ecrã. A Samsung aponta o Privacy Display do Galaxy S26 Ultra como uma resposta a este problema, permitindo limitar a visibilidade do conteúdo para quem observa o equipamento de um ângulo diferente.
A produtividade também surge como uma oportunidade para os fabricantes. A possibilidade de executar várias aplicações em simultâneo, ou de utilizar um ecrã maior sem transportar um tablet, pode tornar os modelos dobráveis mais apelativos para determinados utilizadores.
No entanto, estes resultados não significam que os consumidores estejam dispostos a pagar qualquer preço por um formato diferente. O estudo identifica necessidades e interesses, mas não demonstra, por si só, que os smartphones dobráveis vão substituir os modelos convencionais.
O que esperam os consumidores do próximo smartphone?
Quando questionados sobre o que gostariam de encontrar no próximo equipamento, 22% dos participantes colocaram a velocidade e o desempenho no topo das prioridades. Outros 20% querem conseguir fazer mais tarefas sem terem de passar para um smartphone com um ecrã maior.
A portabilidade também conta. Cerca de 15% dos inquiridos valorizam um equipamento mais fino e fácil de transportar. Além disso, 23% admitem que uma funcionalidade especialmente útil para as suas atividades habituais poderia levá-los a considerar um formato diferente de smartphone. Para 18%, uma maior privacidade quando utilizam o telemóvel perto de outras pessoas também poderia influenciar essa decisão.
Os consumidores mais jovens parecem estar particularmente abertos a experimentar novos formatos. Entre os participantes dos 25 aos 34 anos, 21% considerariam um smartphone de tamanho convencional que se pudesse abrir para revelar um ecrã semelhante ao de um pequeno tablet. Outros 23% poderiam mudar de preferência perante um equipamento mais leve ou mais fino.
Mais inovação, mas também soluções para problemas reais
Os resultados divulgados pela Samsung mostram que os consumidores não procuram apenas mais potência ou novas funcionalidades. Querem equipamentos que acompanhem os seus interesses, facilitem as tarefas quotidianas e resolvam problemas concretos, como a autonomia limitada, a falta de espaço no ecrã e a exposição de informação privada.
É também uma oportunidade para a indústria repensar as prioridades. Os formatos dobráveis e os ecrãs maiores podem ser úteis, mas a experiência diária continua a depender de aspetos mais básicos. Um smartphone pode ter câmaras avançadas e um processador poderoso, mas se obrigar o utilizador a procurar uma tomada a meio do dia, continua a falhar numa das tarefas mais importantes.
Importa, ainda assim, recordar que este é um estudo encomendado e divulgado pela própria Samsung, uma empresa que utiliza os resultados para enquadrar a sua oferta de produtos. Os números oferecem pistas interessantes sobre os hábitos dos consumidores nos cinco mercados analisados, mas não devem ser automaticamente generalizados a toda a população europeia.



