
Huawei Mate 90 Pro Max promete superar o iPhone 18 Pro Max no ecrã
A Huawei garante que o Mate 90 Pro Max supera o iPhone 18 Pro Max no ecrã, com OLED de dupla camada, mais brilho e cores avançadas.
A Huawei voltou a apontar diretamente à Apple e garante que o novo Mate 90 Pro Max consegue superar o iPhone 18 Pro Max num dos aspetos mais importantes de um smartphone premium: o ecrã. A fabricante chinesa destaca os níveis de brilho, a reprodução de cores e a qualidade de imagem do seu novo topo de gama, apoiando-se numa combinação de tecnologias OLED e calibração avançada.
As afirmações foram apresentadas durante a conferência de lançamento de novos produtos da Huawei, realizada na quarta-feira, no âmbito da campanha Double Eleven. He Gang, diretor da Huawei e responsável pela divisão de consumo da empresa, apresentou algumas das tecnologias que distinguem a nova geração Mate 90, incluindo as melhorias introduzidas no painel do modelo Pro Max.
Importa, no entanto, fazer uma distinção. Os argumentos apresentados são os da própria Huawei e não foram acompanhados, nas informações divulgadas, por resultados de testes independentes que permitam confirmar uma superioridade global face ao equipamento da Apple.

OLED de dupla camada promete mais brilho e maior durabilidade
Uma das principais novidades do Huawei Mate 90 Pro Max é o painel OLED de segunda geração com arquitetura de dupla camada, também conhecida como tecnologia tandem. Ao contrário dos ecrãs OLED convencionais, esta solução utiliza dois conjuntos de unidades emissoras de luz.
A Huawei afirma que esta arquitetura permite aumentar o brilho, reduzir o consumo energético e duplicar a vida útil do ecrã. O objetivo passa por melhorar a visibilidade, sobretudo em condições de luminosidade intensa, sem penalizar tanto a autonomia do smartphone.
A fabricante destaca ainda o contributo do novo chip Kirin Zhuque, que trabalha em conjunto com o sistema de ecrã para melhorar a nitidez e a luminosidade das imagens. Segundo a empresa, esta combinação permite reduzir o consumo energético quando o painel funciona com níveis de brilho elevados.
Estas características poderão ser particularmente relevantes para quem utiliza o smartphone no exterior, vê conteúdos HDR ou passa bastante tempo a consultar fotografias e vídeos no ecrã.

Huawei aposta numa reprodução de cores mais ampla
A reprodução de cores é outro dos argumentos utilizados pela Huawei para destacar o Mate 90 Pro Max. O painel suporta o espaço de cor BT.2020, com uma cobertura anunciada de 95%, e o espaço de cor Pointer, com uma cobertura de 99%.
A empresa afirma que estas capacidades permitem aumentar em 30% a cobertura global de cores face ao espaço P3. Para melhorar a precisão da imagem, o smartphone recorre também a um sistema de calibração de píxeis assistido por inteligência artificial, que ajusta a reprodução de imagem ao nível de cada píxel.
A Huawei completa esta solução com uma arquitetura de processamento que combina dois núcleos Kirin, destinada a coordenar o funcionamento do ecrã e a otimizar o desempenho visual.
Na prática, estas tecnologias procuram oferecer cores mais fiéis, transições mais consistentes e uma imagem mais detalhada. Ainda assim, uma cobertura de cor mais ampla não significa automaticamente uma reprodução mais precisa em todas as situações. A calibração, o brilho sustentado, o contraste e o comportamento do painel também influenciam a experiência final.

Será mesmo melhor do que o iPhone 18 Pro Max?
A Huawei garante que o Mate 90 Pro Max supera o iPhone 18 Pro Max em brilho, nitidez e reprodução de cores. Contudo, sem medições independentes realizadas nas mesmas condições, não é possível concluir que o smartphone chinês oferece um ecrã superior em todos os cenários.
O que parece evidente é que a Huawei está a investir fortemente na tecnologia de ecrãs para diferenciar os seus equipamentos de topo. A combinação de OLED tandem, calibração assistida por inteligência artificial e gestão energética dedicada poderá representar uma evolução importante, caso as promessas da marca se confirmem em testes reais.
Para já, a comparação com a Apple deve ser encarada como uma afirmação da Huawei, e não como uma vitória já demonstrada. A verdadeira prova estará na utilização diária e nas medições independentes que permitam perceber até que ponto estas tecnologias fazem a diferença.



