A Samsung pode finalmente estar a preparar uma mudança séria numa das áreas onde tem ficado claramente atrás da concorrência: a bateria. As mais recentes fugas de informação apontam para a possível estreia de baterias de silício-carbono no Galaxy S27 Ultra, e isso pode representar um salto mais significativo do que aquilo a que a marca nos tem habituado.
A verdade é que, nos últimos anos, a Samsung tem sido conservadora neste campo. Enquanto várias marcas chinesas já exploram capacidades superiores sem comprometer o design, a gigante sul-coreana continua presa aos 5,000mAh nos seus modelos Ultra. O Galaxy S26 Ultra deverá manter esse valor, o que começa a soar datado num segmento onde a autonomia é cada vez mais crítica.
A mudança que pode finalmente acontecer
É aqui que entram as baterias Si-C. Esta tecnologia permite uma maior densidade energética, o que significa que é possível aumentar a capacidade sem tornar o equipamento mais espesso. Na prática, abre a porta a baterias significativamente maiores dentro do mesmo formato.
Segundo os dados que surgiram, alegadamente ligados à divisão Samsung SDI, a empresa está a testar protótipos com capacidades que vão dos 12,000mAh aos 20,000mAh. Obviamente, isto não significa que vamos ver um smartphone com esses números no mercado, mas mostra bem até onde a Samsung está a ir em termos de desenvolvimento interno.
Um dos cenários mais interessantes envolve um sistema de bateria dual-cell com duas células distintas: uma de 6,800mAh com cerca de 4.7mm de espessura e outra de 5,200mAh com aproximadamente 3.2mm. No total, estamos a falar de cerca de 12,000mAh, mas o mais relevante aqui é perceber que uma destas células, ou uma versão adaptada, poderá ser integrada num smartphone real sem comprometer demasiado o design.
Ou seja, a Samsung está claramente a testar soluções mais extremas para depois adaptar o que fizer sentido para um produto comercial.

O problema que ainda falta resolver
O problema é que ainda há um obstáculo importante. A durabilidade.
Os testes indicam que a versão de 20,000mAh conseguiu cerca de 960 ciclos de carga antes de apresentar degradação significativa. Isto fica bastante abaixo do padrão esperado, que ronda os 1,500 ciclos para utilização comercial. E isso explica, muito provavelmente, porque é que esta tecnologia ainda não chegou à linha Galaxy.
Neste momento, a empresa estará a trabalhar em vários aspetos críticos para resolver essa limitação. Fala-se em melhorias nos materiais dos separadores, nas técnicas de empilhamento das células e também na gestão da bateria a nível de software e controlo térmico.
Tudo isto aponta para uma fase de desenvolvimento ainda em evolução, mas com sinais claros de progresso.
Vale a pena esperar pelo Galaxy S27 Ultra?
A própria Samsung já admitiu que está atrás nesta área, o que não é habitual. Quando uma marca deste nível faz esse tipo de reconhecimento, normalmente é porque já tem um plano definido para recuperar terreno.
Se conseguirem resolver os problemas de longevidade a tempo, o Galaxy S27 Ultra pode marcar uma mudança real na autonomia dos smartphones da marca. E, olhando para o estado atual do mercado, essa mudança não só faz sentido como já começa a ser necessária.
Neste momento, a Samsung continua muito forte em praticamente todos os outros aspetos dos seus topos de gama. Mas na bateria, há claramente margem para evoluir. E tudo indica que essa evolução pode estar finalmente a caminho.



