A Google acaba de entrar oficialmente no segmento das pulseiras fitness sem ecrã com a nova Fitbit Air. E sim, a inspiração na Whoop é mais do que óbvia.
Nos últimos anos, os wearables sem ecrã começaram a ganhar popularidade entre utilizadores que querem monitorização contínua de saúde e treino sem distrações constantes no pulso. A Whoop tornou-se praticamente a referência neste formato, muito graças ao foco em métricas avançadas e recuperação física. Agora, a Google quer uma fatia desse mercado.
Mas há uma diferença importante: ao contrário da Whoop, a Fitbit Air não obriga ao pagamento de uma subscrição para funcionar.

Uma pulseira fitness discreta e focada em saúde
A Fitbit Air aposta num design minimalista, sem ecrã, pensado para quem prefere algo discreto no pulso durante todo o dia e noite.
Apesar do formato simples, a Google promete uma monitorização bastante completa. A pulseira consegue acompanhar ritmo cardíaco 24 horas por dia, alertas de fibrilhação auricular (Afib), SpO2, frequência cardíaca em repouso, variabilidade cardíaca, fases do sono e duração do descanso.
Tal como seria esperado em 2026, existe também deteção automática de atividades físicas. Segundo a Google, o sistema vai ficando mais inteligente ao longo do tempo e adapta-se aos hábitos do utilizador.

Adeus Fitbit app, olá Google Health
Outra novidade importante é a chegada da nova aplicação Google Health, que vai substituir gradualmente tanto a aplicação Fitbit como a antiga Google Fit.
A estratégia da Google parece finalmente mais clara nesta área. Depois de anos com aplicações duplicadas e alguma confusão no ecossistema fitness, a empresa começa agora a centralizar tudo numa única plataforma.
Existe também uma subscrição opcional chamada Google Health Premium, anteriormente conhecida como Fitbit Premium. O serviço custa 9,99 dólares por mês ou 99 dólares por ano.
Curiosamente, quem já tiver subscrição Google AI Pro ou Google AI Ultra terá acesso incluído a esta versão Premium.

Até 7 dias de bateria e carregamento rápido
A autonomia anunciada chega até 7 dias, algo perfeitamente alinhado com este tipo de wearable sem ecrã.
A Google destaca ainda o carregamento rápido. Apenas 5 minutos no carregador garantem energia suficiente para um dia inteiro de utilização.
Outro detalhe interessante está nas pulseiras intercambiáveis. A marca vai disponibilizar vários estilos diferentes, incluindo versões em silicone para treino, modelos em tecido reciclado com melhor respirabilidade e até variantes mais premium pensadas para parecerem uma pulseira de moda tradicional.

Existe até uma edição especial Stephen Curry
A Google também anunciou uma edição especial criada em parceria com Stephen Curry.
Essa versão terá detalhes exclusivos e chega ao mercado a 26 de maio por 129,99 dólares, enquanto o modelo normal custa 99,99 dólares.
Os utilizadores recebem ainda 3 meses gratuitos de Google Health Premium na compra da pulseira.
Sinceramente, a Fitbit Air até parece fazer mais sentido para muita gente do que a própria Whoop. A ideia de ter um wearable discreto, focado em métricas de saúde e sem mensalidade obrigatória acaba por ser bastante mais apelativa para o utilizador comum. Agora resta perceber se a Google consegue realmente oferecer dados fiáveis e úteis, porque nesse campo a concorrência já está bastante madura.




