A Huawei continua a ser a marca que mais smartwatches vende no mundo, mas os números mais recentes mostram que a concorrência está cada vez mais forte.
Segundo os dados divulgados pela IDC, a fabricante chinesa terminou o primeiro trimestre de 2026 na liderança do mercado global de relógios inteligentes, mantendo uma vantagem confortável sobre Apple, Xiaomi e Samsung. No entanto, apesar de continuar no topo, a empresa registou uma ligeira quebra nas vendas quando comparada com o mesmo período do ano passado.
Huawei continua no topo
Durante os primeiros três meses de 2026, a Huawei enviou cerca de 9,5 milhões de smartwatches para o mercado global.
Este resultado permitiu-lhe alcançar uma quota de mercado de 20,2%, suficiente para garantir novamente o primeiro lugar do ranking mundial.
Apesar da liderança, os números revelam uma diminuição de 4,6% face ao primeiro trimestre de 2025, altura em que a empresa tinha registado 10 milhões de unidades vendidas e uma quota de mercado de 21,7%.
A descida não é dramática, mas mostra que o mercado está cada vez mais competitivo.

Apple cresce e aproxima-se
A principal ameaça à liderança da Huawei continua a ser a Apple.
A empresa de Cupertino conseguiu vender aproximadamente 8 milhões de Apple Watch durante o primeiro trimestre deste ano, garantindo uma quota de mercado de 17%.
Mais impressionante ainda foi o crescimento anual de 13,2%, demonstrando que a procura pelos relógios inteligentes da Apple continua bastante sólida.
Se esta tendência continuar, a distância entre as duas fabricantes poderá diminuir nos próximos trimestres.
Xiaomi reforça posição entre os líderes
A Xiaomi manteve a terceira posição mundial.
A fabricante chinesa alcançou uma quota de mercado de 16,9%, embora tenha registado uma queda de 6,9% nas vendas face ao ano anterior.
Ainda assim, continua a ser uma das marcas mais fortes do segmento, beneficiando sobretudo da popularidade dos seus dispositivos de entrada e gama média.

Samsung tem motivos para preocupação
Quem parece enfrentar mais dificuldades é a Samsung.
A gigante sul-coreana terminou o trimestre na quarta posição, com apenas 2,7 milhões de unidades vendidas.
O dado mais preocupante é a quebra de 20,7% nas vendas em comparação com o mesmo período de 2025.
A quota de mercado da empresa fixou-se nos 5,8%, bastante distante dos líderes do setor.
Embora a Samsung continue a ser uma das referências no segmento dos wearables Android, a pressão exercida pelas marcas chinesas está a tornar-se cada vez mais evidente.
Garmin fecha o top 5
A Garmin completou o grupo das cinco maiores fabricantes de smartwatches do mundo.
A empresa conseguiu vender cerca de 2,4 milhões de unidades, registando um crescimento anual de 12,7%.
O foco em desporto, aventura e monitorização avançada de atividade física continua a ser uma das principais vantagens competitivas da marca.

Smartwatches continuam fortes, pulseiras perdem relevância
A IDC destaca que o mercado global de smartwatches continua saudável, mas o mesmo não pode ser dito das pulseiras inteligentes.
Segundo a consultora, fatores como o aumento dos custos de armazenamento, a saturação da procura e a crescente oferta de smartwatches económicos estão a reduzir o interesse dos consumidores pelas tradicionais smartbands.
Os relógios inteligentes abaixo dos 100 euros continuam a vender bem, mas os modelos premium também estão a mostrar um crescimento significativo.
China continua a liderar o crescimento
Outro dado interessante do relatório mostra que a China continua a ser o principal motor de crescimento do mercado global.
O país registou um aumento de 3,5% nas vendas de smartwatches durante o primeiro trimestre, atingindo cerca de 18,14 milhões de unidades comercializadas.
Enquanto isso, mercados como os Estados Unidos e a América Latina continuam a crescer de forma mais gradual.
Para a Huawei, a liderança continua garantida. Mas os resultados mostram que manter essa posição poderá ser mais difícil do que nunca nos próximos anos.




