Durante anos, os smartphones dobráveis foram dominados por marcas como Samsung, Huawei, Honor e Google. A Apple assistiu à evolução deste mercado à distância, mas tudo indica que essa situação está prestes a mudar.
As mais recentes fugas de informação revelam aquele que poderá ser o primeiro smartphone dobrável da empresa de Cupertino. Conhecido atualmente como iPhone Fold Ultra, o equipamento já surgiu em renders, modelos de demonstração e até num primeiro vídeo hands-on que mostra como poderá ser o seu design final.
Embora a Apple continue sem confirmar oficialmente a existência do dispositivo, os rumores começam a desenhar uma imagem bastante clara daquilo que podemos esperar.
Um formato semelhante ao Galaxy Z Fold
Segundo as informações divulgadas, o iPhone Fold Ultra adotará o conhecido formato tipo livro.
No exterior deverá existir um ecrã OLED entre 5,3 e 5,5 polegadas para tarefas rápidas como notificações, chamadas, mensagens ou navegação básica.
Quando aberto, surge o verdadeiro protagonista: um painel LTPO OLED de aproximadamente 7,8 polegadas com proporção 4:3.
Na prática, a experiência deverá aproximar-se mais de um iPad Mini do que de um smartphone tradicional, tornando o equipamento particularmente interessante para produtividade, multitarefa, consumo multimédia e jogos.

Apple quer eliminar um dos maiores problemas dos dobráveis
Uma das maiores críticas aos smartphones dobráveis continua a ser a dobra visível no ecrã.
A Apple parece determinada em minimizar esse problema.
Os rumores indicam que a empresa está a desenvolver uma dobradiça baseada numa liga metálica semelhante a metal líquido, concebida para reduzir a marca central e melhorar a durabilidade ao longo do tempo.
O resultado poderá ser um dos dobráveis visualmente mais limpos do mercado.
Além disso, o equipamento deverá medir apenas 4,5 mm quando aberto e cerca de 9,5 mm quando fechado, tornando-se um dos dispositivos mais finos da categoria.
Potência não será um problema
No interior deverá estar o novo processador Apple A20 Pro.
Fabricado através de um processo de 2 nm, o chip promete melhorias significativas em desempenho e eficiência energética.
As fugas apontam ainda para 12 GB de memória RAM e opções de armazenamento de 256 GB, 512 GB e 1 TB.
Naturalmente, grande parte dessa potência será utilizada para as futuras funcionalidades de Inteligência Artificial da Apple, que deverão ganhar ainda mais importância com a chegada do iOS 20.

Menos câmaras, mas sem comprometer a qualidade
Ao contrário do que acontece nos modelos Pro Max, a Apple poderá optar por uma configuração fotográfica mais simples.
Os rumores apontam para dois sensores traseiros de 48 MP: uma câmara principal e uma ultra grande angular.
A ausência de uma telefoto poderá desapontar alguns utilizadores, mas a decisão terá sido tomada para manter a espessura reduzida do equipamento.
Para selfies e videochamadas deverão existir duas câmaras frontais. Uma estará integrada no ecrã exterior através de um pequeno furo, enquanto a segunda ficará escondida sob o ecrã interno.
Touch ID pode regressar
Uma das maiores surpresas poderá ser o regresso do Touch ID.
Segundo as fugas de informação, a Apple terá encontrado dificuldades em integrar o complexo sistema Face ID num equipamento tão fino.
A solução passará por um sensor de impressões digitais integrado no botão lateral, algo semelhante ao que já vimos em alguns iPads.
Num dobrável, esta abordagem poderá até revelar-se mais prática e rápida do que o reconhecimento facial.
A maior bateria de sempre num iPhone
Outro detalhe interessante diz respeito à autonomia.
O iPhone Fold Ultra deverá utilizar um sistema de bateria dividido entre as duas metades do equipamento, com uma capacidade total estimada entre 5.400mAh e 5.800mAh.
Caso se confirme, será a maior bateria alguma vez utilizada num iPhone.
A combinação com o novo processador de 2 nm poderá traduzir-se numa autonomia bastante superior à dos atuais modelos da marca.

Um preço para verdadeiros entusiastas
A tecnologia terá naturalmente um custo elevado.
As estimativas apontam para um preço inicial entre 1.999 e 2.200 dólares, posicionando o Fold Ultra acima dos futuros iPhone 18 Pro e iPhone 18 Pro Max.
Não será um equipamento pensado para todos os utilizadores.
Pelo contrário, deverá ser direcionado para quem procura um dispositivo híbrido entre smartphone e tablet e está disposto a pagar por essa experiência.
Apple chega tarde, mas pode chegar preparada
A Apple não será a primeira nem a segunda fabricante a lançar um dobrável.
Na verdade, chegará ao mercado vários anos depois dos seus principais concorrentes.
No entanto, essa demora pode jogar a seu favor.
A empresa teve tempo para observar os erros da concorrência, analisar problemas relacionados com dobradiças, vincos no ecrã e durabilidade, e desenvolver uma solução mais madura.
Se conseguir combinar hardware premium com uma experiência de software realmente otimizada para o grande ecrã interno, o iPhone Fold Ultra poderá tornar-se rapidamente uma das referências do segmento.
Tudo aponta para uma apresentação em setembro de 2026, juntamente com a série iPhone 18.
E se os rumores estiverem corretos, a Apple prepara-se finalmente para entrar num mercado que muitos consideravam inevitável há vários anos.




