
Huawei poderá construir nova fábrica de chips DRAM com apoio do governo chinês
Um novo rumor indica que a Huawei poderá construir uma fábrica de memória DRAM de 12 polegadas em Shenzhen, com apoio do governo chinês.
A Huawei poderá estar prestes a dar mais um passo na sua estratégia para reduzir a dependência de fornecedores estrangeiros. Segundo um novo rumor, a empresa uniu-se à tecnológica chinesa Swaysure (Shenzhen Yiweixu) para construir uma nova fábrica de wafers de 12 polegadas dedicada à produção de memória DRAM.
A iniciativa contará alegadamente com o apoio do governo chinês e poderá desempenhar um papel importante na estratégia da China para reforçar a produção nacional de semicondutores, numa altura em que as restrições impostas pelos Estados Unidos continuam a afetar o acesso a tecnologias avançadas.
Nova fábrica poderá produzir 140 mil wafers por mês
A informação foi divulgada pelo leaker @SemiconductorX, na rede social X, que afirma que a nova unidade de produção está a ser construída em Shenzhen, uma das principais cidades tecnológicas da China.
Segundo as informações disponíveis, a fábrica terá capacidade para produzir cerca de 140 mil wafers de 12 polegadas por mês, focando-se inicialmente na produção de memória DRAM.
Os primeiros chips deverão recorrer ao processo de fabrico de 28 nanómetros, uma tecnologia que está longe das soluções mais avançadas utilizadas atualmente pelos principais fabricantes mundiais, mas que continua a ser relevante para diversos setores da indústria.
China’s Huawei is pushing harder into DRAM with a new state-backed fab.
Swaysure (Shenzhen Yiweixu), with Huawei ties and government support, is building a 12-inch wafer fab in Shenzhen.
Planned capacity is 140,000 wafers per month starting at 28nm. The company recruited… https://t.co/nXkeOXLxJd pic.twitter.com/eNAu9SDT9V
— Semiconductor Insider (@SemiconductorsX) July 11, 2026
Huawei aposta em profissionais experientes
Outro detalhe interessante do rumor é a equipa responsável pelo projeto.
Segundo a mesma fonte, a nova fábrica contará com antigos responsáveis de algumas das maiores empresas mundiais de semicondutores.
Entre os nomes referidos encontra-se um antigo diretor de uma fábrica da TSMC, que assumirá o cargo de diretor executivo (CEO) da nova unidade.
Além disso, um antigo presidente da Elpida Memory, empresa japonesa especializada em memória DRAM, será responsável pela estratégia tecnológica do projeto.
A contratação de profissionais com vasta experiência poderá acelerar o desenvolvimento da fábrica e facilitar a produção em larga escala.
Objetivo passa por reduzir dependência externa
Embora a Huawei ainda não tenha confirmado oficialmente este projeto, a criação de uma fábrica dedicada à memória DRAM enquadra-se na estratégia que a empresa tem seguido nos últimos anos.
As sanções impostas pelos Estados Unidos limitaram significativamente o acesso da Huawei a componentes críticos, incluindo semicondutores e memória produzidos por empresas estrangeiras.
Ao investir na produção nacional, a China procura reduzir essa dependência e fortalecer toda a cadeia de fornecimento de componentes estratégicos.
A memória DRAM é atualmente um dos elementos mais importantes para smartphones, computadores, servidores e, sobretudo, para sistemas de inteligência artificial, cuja procura continua a aumentar rapidamente.
Mercado continua dominado por três fabricantes
Apesar deste investimento, a concorrência será extremamente difícil.
Atualmente, cerca de 95% do mercado mundial de memória DRAM é controlado por apenas três empresas:
- Samsung;
- SK Hynix;
- Micron.
Estas fabricantes utilizam processos de produção muito mais avançados e possuem décadas de experiência neste setor.
Ainda assim, uma fábrica com capacidade para produzir 140 mil wafers por mês poderá contribuir para reduzir a dependência chinesa das importações e responder a parte da procura interna.

Projeto poderá ter impacto na indústria
Caso o projeto avance conforme previsto, os seus efeitos poderão ir muito além da Huawei.
O aumento da produção nacional de memória poderá ajudar a estabilizar o fornecimento de chips na China, reduzir a pressão sobre as cadeias logísticas e até influenciar os preços internacionais da memória nos próximos anos.
Além disso, esta iniciativa poderá reforçar a capacidade da indústria chinesa para responder ao crescimento da inteligência artificial, um setor onde a necessidade de memória DRAM continua a aumentar de forma significativa.
Huawei ainda não confirmou a informação
Apesar dos detalhes avançados pelo rumor, importa sublinhar que a Huawei não comentou oficialmente estas informações.
Até ao momento, não existe qualquer confirmação pública sobre a participação da empresa na construção da nova fábrica ou sobre o calendário previsto para o início da produção.
Ainda assim, tendo em conta os investimentos que a Huawei tem realizado nos últimos anos na área dos semicondutores, este projeto surge como mais um passo lógico na tentativa de reforçar a autonomia tecnológica da empresa e da própria China face às restrições internacionais.



