A Xiaomi acabou de levantar o véu sobre o HyperOS 4, que promete renovar a experiência de utilização nos smartphones e tablets da marca. A grande aposta visual chama-se Liquid Glass um conceito de design que, pelo nome, aponta para transparências e fluidez na interface. Ao mesmo tempo, a fabricante garante que o sistema ficou mais rápido no geral, algo que quem anda cansado de esperar dois segundos a mais pelo teclado vai agradecer.
O anúncio já vinha com a habitual pergunta: quem é que vai poder instalar isto? A resposta está numa lista bastante extensa de equipamentos, que vai desde os modelos mais recentes até alguns lançamentos anteriores que ainda têm pernas para aguentar uma atualização destas.

Que equipamentos vão receber o Xiaomi HyperOS 4?
A actualização estende-se por uma vasta gama de produtos. Nos smartphones topo de gama, o Xiaomi 17 Ultra incluindo a edição Leica é um dos primeiros da fila, juntamente com o Xiaomi 17 Pro Max, o Xiaomi 17 Pro e o modelo Xiaomi 17 sem apelidos. Quem tem um Xiaomi 17 Max ou apostou nas versões T (Xiaomi 17T Pro e Xiaomi 17T) também entra na lista.
A geração anterior, centrada no número 15, não fica esquecida: o Xiaomi 15 Ultra, com a edição Satellite incluída, o Xiaomi 15S Pro, o Xiaomi 15 Pro e o Xiaomi 15 vão todos receber o HyperOS 4. É uma forma da marca mostrar que não abandona quem comprou há um ano um topo de gama.

Linha Redmi K com forte presença
Do lado Redmi, a série K domina a lista de elegíveis. O Redmi K90 Pro Max que tem também uma Champion Edition aparece lado a lado com o Redmi K90, o Redmi K90 Max e o Redmi K90 Ultra. Mais abaixo na hierarquia temporal, há ainda o Redmi K80 Pro, a edição Extreme desse mesmo modelo, e o Redmi K80. Num salto geracional mais à frente, até o Redmi K100 Pro Max e o Redmi K100 Pro marcam presença.
Para quem prefere ecrãs maiores, a Xiaomi não se esqueceu dos tablets. O Xiaomi Pad 8 Pro e o Xiaomi Pad 8 vão poder experimentar a nova interface, assim como o Xiaomi Pad 7 Ultra e o Xiaomi Pad 7S Pro 12.5. Até o Redmi K Pad 2 entra na equação, o que mostra que a empresa está a apostar na experiência unificada entre formato de bolso e formato de sofá.

O que muda com o design Liquid Glass?
O Liquid Glass é a expressão que a Xiaomi escolheu para embalar as novidades visuais desta versão. Embora os pormenores técnicos ainda não tenham sido todos destapados, o nome sugere uma estética mais transparente, com camadas sobrepostas e efeitos que imitam profundidade aquela ideia de que os menus flutuam sobre o fundo em vez de parecerem colados ao vidro.
Isto não é apenas cosmética: uma interface bem desenhada pode fazer com que o telemóvel pareça mais rápido só porque as animações são mais suaves e os botões respondem melhor ao toque. E é aí que entra a outra promessa da Xiaomi desempenho geral mais rápido. Não sabemos ainda se isto passa por otimizações ao nível do kernel, melhor gestão de RAM ou simplesmente menos processos a correr em segundo plano, mas a ideia é clara: abres uma aplicação, ela abre mais depressa.
Vale a pena atualizar?
Se tens um dos equipamentos da lista, a resposta mais honesta é: depende do que procuras. Uma atualização deste calibre costuma trazer não só visual novo, mas também correções de segurança e pequenos ajustes que melhoram a autonomia ou a estabilidade. Por outro lado, há sempre o risco de alguma aplicação mais antiga deixar de funcionar tão bem ou de uma funcionalidade mudar de sítio no menu.
O melhor conselho continua a ser o de sempre: espera uns dias depois do lançamento oficial, vê o que os utilizadores pioneiros dizem nos fóruns, e só depois faz o salto. O Xiaomi HyperOS 4 parece trazer mudanças interessantes, sobretudo se andavas à espera de um sopro de ar fresco no aspeto visual do teu smartphone ou tablet. Agora é aguardar pela chegada oficial da atualização aos mercados europeus e torcer para que a promessa de velocidade se confirme na prática.
Via: GIZGUIDE




