
Xiaomi vendeu 8.5 milhões de equipamentos em 2025… e não foram smartphones
Xiaomi vendeu 8.5 milhões de ar condicionados em 2025 e reforça aposta no ecossistema smart home.
A Xiaomi continua a expandir o seu alcance e os números de 2025 mostram isso de forma bastante clara. A marca vendeu cerca de 8.5 milhões de unidades de ar condicionado num único ano, com um crescimento de 24% face ao período anterior. Não estamos a falar de um nicho ou de uma aposta tímida. Estamos a falar de escala real, num mercado tradicionalmente dominado por marcas muito bem estabelecidas.
E isto muda completamente a forma como olhamos para a Xiaomi.
O crescimento vai muito além dos ar condicionados
Apesar de os ar condicionados serem o grande destaque, a divisão de smart home da Xiaomi como um todo cresceu 23.1%. Frigoríficos, máquinas de lavar e outros eletrodomésticos também atingiram valores recorde, mostrando que a marca está a ganhar terreno em várias frentes ao mesmo tempo. Ainda assim, há um motivo para os AC estarem no centro da conversa.
Eles representam melhor do que qualquer outro produto a estratégia da empresa.

O segredo não é só o preço
Durante anos, a Xiaomi construiu a sua reputação com base em preços competitivos. Mas aqui isso não explica tudo. O verdadeiro diferencial está no ecossistema, mais concretamente na integração com o HyperOS.
Com o HyperOS Connect, os dispositivos deixam de funcionar de forma isolada e passam a fazer parte de um sistema maior, onde tudo comunica entre si. O ar condicionado pode ajustar-se automaticamente com base em sensores de temperatura, presença ou até comandos de voz, integrando-se com outros dispositivos da casa.
Na prática, deixa de ser apenas um AC. Passa a ser parte ativa de uma casa inteligente.
Pequenos detalhes que fazem diferença real
Um dos exemplos mais interessantes desta abordagem é o uso de radar de ondas milimétricas nos modelos mais avançados. Esta tecnologia permite detetar a presença de pessoas numa divisão e ajustar automaticamente o fluxo de ar para melhorar o conforto.
Não é uma funcionalidade que vás usar conscientemente todos os dias, mas é exatamente esse o ponto. Funciona em segundo plano e melhora a experiência sem esforço.
É este tipo de detalhe que começa a diferenciar a Xiaomi da concorrência.
Garantia de 10 anos é uma jogada inteligente
Outro ponto que merece destaque é a garantia de 10 anos nos modelos da linha Mijia. Num mercado onde o normal ronda os 2 a 5 anos, isto é uma aposta forte e uma forma clara de transmitir confiança no produto.
Ao mesmo tempo, há aqui uma estratégia bem pensada. Ao garantir suporte durante tanto tempo, a Xiaomi aumenta a probabilidade de o utilizador permanecer dentro do seu ecossistema durante anos.
E isso vale muito mais do que uma venda única.

Produção à escala para acompanhar o crescimento
Este crescimento não aconteceu por acaso. A Xiaomi investiu numa nova fábrica em Wuhan com capacidade anual para 7 milhões de unidades, o que ajuda a explicar como conseguiu atingir 5.4 milhões de envios apenas no segundo trimestre.
Ou seja, não foi uma reação à procura. Foi antecipação.
A Europa já entrou nos planos
Outro detalhe importante é a expansão internacional. A Xiaomi já começou a levar estes produtos para a Europa, estando presente em vários mercados, e prepara-se agora para reforçar essa presença com novos territórios, como a Índia.
Isto mostra que os eletrodomésticos deixaram de ser uma aposta secundária.
São agora uma parte central da estratégia global.
A Xiaomi quer estar em toda a tua casa
O que está a acontecer aqui é bastante claro. A Xiaomi não quer apenas vender smartphones ou gadgets isolados. Quer criar um ecossistema completo onde tudo funciona em conjunto, desde o telemóvel até aos eletrodomésticos e, cada vez mais, até ao automóvel.
E quanto mais produtos tiveres dentro desse ecossistema, mais difícil é sair.
No final, isto é muito mais do que números
Os 8.5 milhões de ar condicionados são impressionantes, mas são apenas um reflexo de algo maior. A Xiaomi está a transformar-se numa empresa de ecossistema completo, onde hardware, software e serviços trabalham em conjunto para criar uma experiência integrada.
E olhando para estes resultados, parece que está a conseguir. Agora resta saber quem vai conseguir acompanhar este ritmo.



