
John Ternus anuncia evento Apple com dobrável à porta
No primeiro dia como CEO da Apple, John Ternus enviou um memorando interno a confirmar o evento de 9 de setembro e a prometer um lançamento fenomenal — com o primeiro iPhone dobrável a caminho.
John Ternus começou oficialmente esta terça-feira como CEO da Apple, depois de Tim Cook ter deixado o cargo após 15 anos à frente da empresa. E não perdeu tempo: logo no primeiro dia, enviou um memorando interno aos colaboradores onde confirma que o evento anual de setembro vai trazer “um lançamento fenomenal” palavras dele, não nossas.
O timing não podia ser mais carregado de expectativa. A 9 de setembro, a Apple vai realizar a habitual apresentação de outono dedicada ao iPhone, mas desta vez os rumores apontam para algo diferente: o primeiro iPhone dobrável da marca pode finalmente ver a luz do dia. A isto junta-se a promessa de uma Siri renovada e substancialmente melhorada, num esforço claro para colocar o assistente da Apple ao nível de rivais como o ChatGPT da OpenAI ou o Claude da Anthropic.
A estreia de Ternus num momento crítico
“Temos um lançamento enorme na próxima semana que vai ser fenomenal”, escreveu Ternus no memorando obtido pela Bloomberg. “Estou tão entusiasmado com o que vem a seguir como com este evento incluindo os produtos incríveis já em desenvolvimento e aqueles que ainda nem imaginámos e que vamos sonhar e criar juntos.”
A mensagem deixa claro que Ternus herdou uma pipeline cheia. Para além do dobrável e da Siri reformulada, a Apple tem vários projetos em curso: AirPods equipados com câmara, óculos inteligentes e até um portátil com ecrã tátil aparecem entre os rumores mais consistentes. Nenhum destes produtos está confirmado para o evento de setembro, mas a referência de Ternus aos “produtos que ainda nem imaginámos” sugere uma visão ambiciosa para os próximos anos.

O que esperar do evento de 9 de setembro
Se os rumores se confirmarem, o iPhone dobrável será o grande destaque. A Apple chega tarde a um segmento onde marcas como Samsung e Motorola já têm vários modelos no mercado, mas a reputação da empresa é construída precisamente assim: entra quando tem a certeza de que consegue fazer melhor, não quando chega primeiro.
A nova Siri também promete ser uma peça central da estratégia. Com a inteligência artificial a dominar o discurso tecnológico dos últimos dois anos, a Apple tem estado sob pressão para mostrar que o seu assistente não ficou para trás. A versão melhorada seja lá o que isso signifique na prática terá de convencer utilizadores que já experimentaram interações mais fluidas com ferramentas como o ChatGPT.

Tim Cook passa o testemunho
No último dia como CEO, Tim Cook também enviou uma mensagem interna a despedir-se da função. “Sinto um enorme conforto em passar o leme a alguém tão brilhante, maravilhoso e capaz como o John”, escreveu Cook. “Poucas pessoas entendem o que é preciso para criar produtos que mudam o mundo como o John entende, e não podia estar mais entusiasmado com a sua liderança.”
Cook deixa a empresa numa posição sólida, mas também em plena transição. O iPhone continua a ser o motor de receitas da Apple, mas o crescimento dos serviços e a aposta em novos formatos wearables, realidade aumentada, inteligência artificial definem o próximo capítulo. Ternus, que vinha de vice-presidente sénior de Engenharia de Hardware, conhece bem os bastidores desses produtos.
Europa atenta ao que vem aí
Para quem acompanha a Apple deste lado do Atlântico, o evento de setembro é sempre relevante os novos iPhones chegam cá poucas semanas depois do lançamento nos EUA, e a pressão regulatória europeia sobre a empresa (USB-C obrigatório, abertura da App Store, questões de privacidade) torna cada apresentação um teste também à forma como a marca se adapta às exigências da UE.
O dobrável, se vier mesmo, será lançado num mercado europeu onde os dobráveis ainda são nicho, mas onde marcas asiáticas têm ganho terreno. A Siri melhorada, por outro lado, terá de lidar com as mesmas questões de privacidade e conformidade que já complicaram a vida à Apple por cá especialmente se depender de processamento em nuvem para funcionar ao nível dos concorrentes.
Resta saber se John Ternus vai manter o estilo discreto e focado no produto que sempre caracterizou a Apple, ou se vai imprimir uma marca própria à comunicação da empresa. Seja como for, o primeiro grande teste está marcado para 9 de setembro e as expectativas nunca estiveram tão altas.
Via: TechCrunch



