
Análise Redmi Note 17 Pro Max: grande autonomia durabilidade e carregamento rápido
Testámos o Redmi Note 17 Pro Max durante duas semanas. Descubra como se comportam a bateria de 9210 mAh, ecrã AMOLED, câmaras e desempenho.
Há smartphones que impressionam logo nos primeiros minutos e outros que precisamos de utilizar durante alguns dias para perceber realmente onde está o seu valor. Depois de duas semanas com o Redmi Note 17 Pro Max como smartphone principal, consigo dizer que este pertence claramente ao segundo grupo.
A Xiaomi tomou uma decisão bastante clara com este equipamento. Em vez de tentar criar um smartphone que seja o melhor em absolutamente tudo, apostou em três características muito concretas: autonomia, carregamento rápido e durabilidade.
E depois destas duas semanas, percebo perfeitamente a estratégia.
A enorme bateria de 9210 mAh é, sem dúvida, a estrela deste Redmi Note 17 Pro Max. Mas é a combinação com os 100 W HyperCharge e com uma construção pensada para resistir que acaba por tornar a proposta diferente.

9210 mAh que mudam a utilização
Começo pela bateria porque foi precisamente aqui que senti a maior diferença face a outros smartphones que tenho utilizado.
Estou habituado a equipamentos com autonomia razoável, mas continuo a achar curioso o facto de, com este Redmi, ter deixado de verificar constantemente a percentagem da bateria.
Utilizei o smartphone normalmente: redes sociais, mensagens, chamadas, navegação, GPS, fotografia, vídeo, música e bastante utilização do ecrã. E aquilo que mais me surpreendeu não foi apenas conseguir chegar ao final do dia com + de 60% de bateria.

Num smartphone convencional, quando chegamos aos 30 ou 40%, começamos a pensar que está na altura de o carregar. Aqui, essa preocupação desaparece. Mesmo depois de um dia mais exigente, existe ainda uma reserva considerável.
Foi também por isso que deixei de sentir necessidade de andar com uma powerbank em situações normais.
Parece uma coisa pequena, mas muda a experiência. Quando sabemos que temos 9210 mAh à nossa disposição, utilizamos o smartphone de outra forma. Não pensamos tanto no consumo e não estamos constantemente a tentar poupar bateria.
A tecnologia de bateria de silício-carbono permite ainda colocar esta capacidade num corpo que não parece exageradamente volumoso para aquilo que oferece.
100 W: a outra metade da equação
Uma bateria enorme seria pouco interessante se demorasse uma eternidade a carregar. Felizmente, não é isso que acontece.
O HyperCharge de 100 W é, para mim, tão importante quanto a capacidade da bateria.
A Xiaomi anuncia que cerca de 20 minutos de carregamento podem proporcionar autonomia suficiente para um dia inteiro. Mais do que ficar preso a este número, aquilo que valorizo é a rapidez com que conseguimos recuperar bateria quando precisamos dela.

Se me esquecer de carregar o smartphone e tenho de sair de casa, não preciso de esperar horas. Ligo-o durante algum tempo e consigo recuperar rapidamente uma margem confortável.
É precisamente esta combinação que torna a autonomia tão interessante: uma bateria que demora muito tempo a descarregar e que, quando finalmente precisa de ser carregada, recupera energia rapidamente.
Para mim, é claramente um dos grandes argumentos deste Redmi.
Pensado para durar
Mas existe um terceiro pilar que considero particularmente importante: a durabilidade.
A Xiaomi quer que o Redmi Note 17 Pro Max seja um equipamento para utilizar durante bastante tempo e não apenas um smartphone com uma grande bateria.
O modelo recebeu a Certificação de Qualidade Titan de 5 estrelas da TÜV SÜD, que avalia aspectos como resistência a quedas, resistência à água e desempenho da bateria.

Temos ainda certificação IP68, resistência a quedas de até três metros sobre superfícies de granito, segundo os testes realizados pela marca, e Corning Gorilla Glass Victus 2 para reforçar a protecção do ecrã.
Não fiz obviamente um teste de queda de três metros com o equipamento que estou a utilizar, mas esta preocupação com a resistência faz sentido quando olhamos para o conceito global do smartphone.
A ideia parece ser simples: se temos uma bateria que permite utilizar o equipamento durante muito tempo, também queremos que o próprio telefone seja capaz de acompanhar esse ritmo.
E aqui a Xiaomi conseguiu criar uma proposta bastante coerente.
Um ecrã que está à altura
O Redmi Note 17 Pro Max tem um generoso AMOLED de 6,83 polegadas, com resolução 1.5K e taxa de actualização de 120 Hz.
É um ecrã que gostei bastante de utilizar.
As cores são fortes, o contraste é elevado e os pretos profundos são aquilo que esperamos de um bom painel AMOLED. A luminosidade também ajuda bastante na utilização exterior, com a Xiaomi a anunciar até 3500 nits de brilho máximo.

Para consumir conteúdos, navegar, utilizar redes sociais ou simplesmente trabalhar no smartphone, o tamanho do painel é uma vantagem.
Os 120 Hz garantem ainda uma navegação fluida pelo HyperOS e fazem com que a experiência geral seja bastante agradável.
É, sem dúvida, um dos componentes que ajuda a equilibrar a proposta do equipamento.
Desempenho: suficiente para o dia a dia
No desempenho, temos uma abordagem mais pragmática.
O Snapdragon 6 Gen 5 não transforma o Redmi Note 17 Pro Max num campeão de desempenho, mas também não é esse o objectivo.
O smartphone respondeu bem à utilização diária. Redes sociais, navegação, mensagens, fotografia, vídeo e multitarefa são tarefas que executa sem grandes dificuldades.

Não senti falta de potência na utilização normal, mas tive algumas apps que ao alternarem ficavam um pouco lentas, e tive alguns soluços de vez em quando. E acabei por optar pela extensão da memória para 8gb, parece ter resolvido alguns dos problemas.

No entanto, quem procura um smartphone especificamente para jogos exigentes ou para obter o máximo desempenho possível encontrará outras propostas mais adequadas.
E não vejo isso como uma falha particularmente grave. A Xiaomi decidiu colocar o investimento noutros pontos e, neste equipamento, a autonomia e a resistência têm claramente mais importância do que os números de desempenho.
Fotografia: aqui está a principal fragilidade
É na fotografia que encontro aquilo que considero ser a maior limitação do Redmi Note 17 Pro Max.
As câmaras são competentes. Durante o dia e com boas condições de iluminação, conseguimos fotografias bastante interessantes e adequadas para utilização nas redes sociais ou para guardar as nossas memórias.
Mas quando comparamos este Redmi com alguns concorrentes directos na mesma gama de preço, percebe-se rapidamente que está uns passos atrás.
A câmara principal de 50 MP consegue bons resultados, mas falta alguma consistência e versatilidade. Em condições de pouca luz, as limitações tornam-se mais evidentes e o processamento nem sempre consegue acompanhar algumas alternativas.
Também não temos aqui uma experiência fotográfica de topo de gama.
E é precisamente por isso que considero que o preço assume uma importância ainda maior.
O preço pode ser o seu maior desafio
O Redmi Note 17 Pro Max 5G está disponível em Cloud Blush, Green e Black e chega a Portugal em duas configurações.
A versão de 8 GB + 256 GB custa 599,99 euros, enquanto a versão de 8 GB + 512 GB custa 649,99 euros.
A diferença de 50 euros entre as duas versões torna os 512 GB interessantes para quem pretende guardar muito conteúdo e manter o smartphone durante vários anos.

Mas, olhando para os 599,99 euros da versão de entrada, a concorrência é forte.
O Redmi oferece uma autonomia extraordinária, carregamento rápido, um excelente ecrã e uma construção bastante resistente. Porém, na fotografia, existem concorrentes que conseguem oferecer mais.
Por isso, depois destas duas semanas, continuo a pensar o mesmo: acredito que o Redmi Note 17 Pro Max seria muito mais interessante se tivesse um preço mais baixo.
Não porque seja um mau smartphone, mas porque o seu conceito é muito específico. Quanto mais competitivo for o preço, mais fácil é aceitar que a fotografia não seja o seu ponto forte.
A campanha de lançamento muda a equação
Há, no entanto, uma vantagem importante para quem estiver a pensar comprar o equipamento agora.
Entre 17 de setembro e 16 de outubro, a série Redmi Note 17 beneficia de uma campanha de lançamento com 15% de desconto em cupão, limitada ao stock existente.
Aplicando os 15% aos preços oficiais, temos um valor equivalente a cerca de 509,99 euros para a versão 8/256 GB e 552,49 euros para a versão 8/512 GB, assumindo a aplicação integral do desconto.

E aqui a proposta torna-se claramente mais interessante.
A estes valores, é mais fácil olhar para as limitações fotográficas e pensar que o conjunto compensa, sobretudo quando temos uma bateria de 9210 mAh, 100 W de carregamento, AMOLED de 120 Hz e uma construção orientada para a durabilidade.
A Xiaomi acrescenta ainda alguns benefícios para os compradores elegíveis da série Redmi Note 17: seis meses de Google One com 200 GB, dois meses de YouTube Premium e três meses de Spotify Premium, sempre sujeitos às condições e disponibilidade de cada mercado.
São extras interessantes, embora não sejam aquilo que me faria escolher este smartphone.

Opinião Final
Depois de duas semanas com o Redmi Note 17 Pro Max, fico com uma ideia muito clara: este é um smartphone construído à volta da autonomia, do carregamento e da durabilidade.
A bateria de 9210 mAh foi aquilo que mais me conquistou. É difícil explicar a sensação de deixar de verificar constantemente a percentagem ou de sair de casa sem pensar no powerbank. Os 100 W completam a experiência, enquanto a resistência reforçada dá a confiança de que estamos perante um equipamento pensado para durar.

Não é perfeito. Na fotografia, está alguns passos atrás de alguns concorrentes nesta faixa de preço, e os 599,99 euros tornam essa limitação mais difícil de ignorar. Com um preço mais baixo, a proposta seria, na minha opinião, bastante mais interessante e a campanha de lançamento de 15% ajuda precisamente nesse aspecto.
Mas, depois destas duas semanas, há algo que valorizo muito: este Redmi fez-me pensar menos na bateria e mais naquilo que quero fazer com o smartphone.
E, para mim, é esse o seu maior mérito.












