
Honor está a testar uma bateria de 15.000 mAh para smartphones com uma semana de autonomia
A Honor estará a testar baterias de 14.000 a 15.000 mAh para smartphones capazes de oferecer até uma semana de autonomia.
A Honor parece estar determinada a levar a autonomia dos smartphones para um novo patamar. Segundo uma nova fuga de informação, a fabricante chinesa está a testar baterias com capacidades entre 14.000 e 15.000 mAh, com um objetivo ambicioso: criar um smartphone capaz de funcionar durante uma semana inteira sem precisar de ser ligado ao carregador.
A informação foi avançada pelo conhecido informador Digital Chat Station, que tem acompanhado a evolução das baterias de grande capacidade da marca. Para já, não existem detalhes sobre o equipamento que poderá receber esta tecnologia, nem uma previsão para o seu lançamento. Ainda assim, a possibilidade de termos um smartphone com 15.000 mAh começa a deixar de parecer ficção científica.
Honor já ultrapassou os 12.000 mAh
Esta aposta não surge do nada. A Honor tem vindo a aumentar progressivamente a capacidade das baterias dos seus equipamentos. A linha Win começou em dezembro de 2025 com baterias de 10.000 mAh, mas a fabricante não demorou a subir a fasquia.
Em junho, o Honor X80 Pro Max chegou ao mercado chinês com uma bateria de 11.000 mAh. O equipamento ganhou também destaque por ter estabelecido, segundo a Honor, um recorde mundial do Guinness numa transmissão em direto com duração de 26 horas, 8 minutos e 34 segundos.
Mais recentemente, a série Honor Win 2, apresentada na China a 21 de outubro, elevou novamente os números. Tanto o Honor Win RT 2 como o Honor Win Turbo 2 integram baterias de 12.070 mAh. No caso do Win RT 2, existe ainda suporte para carregamento com fios a 90 W.
A evolução é impressionante. Em menos de um ano, a Honor passou de baterias de 10.000 mAh para soluções com mais de 12.000 mAh, estando agora alegadamente a testar capacidades que podem chegar aos 15.000 mAh.

Uma semana sem carregar o smartphone?
Uma bateria desta dimensão poderia mudar a forma como utilizamos o smartphone. Para quem passa muitas horas fora de casa, trabalha na rua, viaja frequentemente ou depende do telemóvel durante todo o dia, a possibilidade de passar vários dias sem procurar uma tomada seria uma vantagem evidente.
Também poderia reduzir a necessidade de transportar uma bateria externa, um acessório que continua a acompanhar muitos utilizadores precisamente por causa das limitações de autonomia dos smartphones atuais.
Naturalmente, uma semana de utilização dependerá sempre do tipo de utilização, do processador, do ecrã e da eficiência energética do equipamento. Não significa que qualquer utilizador consiga atingir sete dias de autonomia, sobretudo com utilização intensiva.

O grande desafio será o tamanho e o peso
Apesar do entusiasmo, integrar uma bateria de 14.000 ou 15.000 mAh num smartphone convencional não será tarefa fácil. Uma capacidade tão elevada levanta questões relacionadas com a espessura, o peso e a gestão térmica.
A Honor ainda não revelou como pretende ultrapassar estes desafios, nem confirmou quando poderemos ver um equipamento com esta capacidade no mercado.
O histórico recente da marca dá alguma credibilidade ao rumor. O mesmo informador já tinha referido que a Honor estava a preparar a produção experimental de uma bateria de 12.000 mAh, antes da chegada dos modelos Win 2 com 12.070 mAh.
Se a próxima geração conseguir aproximar-se dos 15.000 mAh sem transformar o smartphone num equipamento demasiado volumoso, poderemos estar perante uma das maiores evoluções na autonomia dos telemóveis dos últimos anos.



