O mercado dos smartphones dobráveis está a atingir um nível de maturidade impressionante em 2026. Depois de termos visto propostas sólidas da Honor e da Oppo com os seus mais recentes modelos equipados com chips Snapdragon, a vivo parece estar a preparar um contra-ataque de peso. Uma nova fuga de informação, partilhada pelo reputado Digital Chat Station, revela que o futuro vivo X Fold 6 poderá abandonar a Qualcomm em favor da MediaTek, trazendo especificações que parecem impossíveis para um dispositivo que se dobra ao meio.
Ao contrário do que muitos esperavam, o vivo X Fold 6 deverá chegar ao mercado com o processador Dimensity 9500, o chip mais potente da MediaTek até à data. Esta escolha marca uma mudança de estratégia interessante para a vivo, que tradicionalmente utilizava a linha Snapdragon nos seus dobráveis de topo. Na minha opinião, esta mudança pode ser o segredo para conseguir a eficiência energética necessária para alimentar os painéis gigantescos deste equipamento.
Ecrãs de cinema e uma bateria que não acaba
No que toca à experiência visual, o vivo X Fold 6 não vai ser propriamente discreto. O leak aponta para um ecrã interno massivo de 8,01 polegadas com resolução 2K e uma camada de vidro ultra-fino (UTG) para maior durabilidade. Por fora, teremos um ecrã secundário de 6,51 polegadas, o que o torna muito próximo de um smartphone convencional quando está fechado.
Mas o verdadeiro “truque” que a vivo guarda no seu interior é a bateria. Fala-se de uma capacidade de cerca de 7.000mAh, um valor inédito para um smartphone dobrável. Até agora, o grande problema destes dispositivos tem sido a autonomia limitada devido ao espaço reduzido para as células de energia. Se a vivo conseguir integrar esta bateria mantendo um design relativamente fino, teremos aqui o novo padrão da indústria para o segmento.
Esta capacidade generosa será complementada por suporte para carregamento sem fios e uma construção com alta resistência à água e poeira. O sensor de impressões digitais deverá manter-se na lateral, uma solução que considero mais prática para dobráveis, permitindo o desbloqueio rápido independentemente de estarmos a usar o ecrã interno ou externo.

Fotografia de topo com selo de 200MP
O departamento de câmaras também promete ser um dos mais avançados do mercado. O vivo X Fold 6 deverá apresentar um conjunto triplo na traseira, liderado por um sensor principal de 200 megapixels. A acompanhar esta lente teremos dois sensores de 50 megapixels: um para a ultra grande angular e outro para uma teleobjetiva periscópica com capacidades de zoom ótico avançadas.
Para as selfies e videochamadas, a marca não facilitou, incluindo uma câmara de 20px no ecrã exterior e outra, também de 20MP, no ecrã interno. Esta aposta clara na fotografia demonstra que a vivo não quer que o X Fold 6 seja apenas um tablet que cabe no bolso, mas sim uma câmara profissional completa que compete diretamente com o Samsung Galaxy S26 Ultra ou o iPhone 17 Pro.
Conclusão
O vivo X Fold 6, com lançamento previsto para junho de 2026 na China, está a desenhar-se como o dobrável a bater este ano. A combinação do chip Dimensity 9500 com a bateria colossal de 7.000mAh resolve as duas maiores dores de cabeça deste segmento: performance térmica e autonomia.
Resta-nos saber se a vivo terá a audácia de trazer este modelo para o mercado global de forma mais agressiva. No CtrlShift, acreditamos que se este hardware se confirmar e o preço for minimamente competitivo, a concorrência terá muitas noites sem dormir. Se procuras o dobrável mais completo de 2026, vale a pena esperar até junho para ver o que a vivo tem realmente na manga.




