Apple poderá mudar radicalmente a estratégia dos chips M para os Macs

A Apple poderá lançar apenas o chip M6 para os Macs de entrada e reservar a família completa M7 para uma nova geração focada em inteligência artificial.

A Apple poderá estar a preparar uma das maiores mudanças desde a chegada do Apple Silicon. Segundo o jornalista Mark Gurman, da Bloomberg, a empresa está a reformular o calendário de desenvolvimento dos seus processadores para Mac, abandonando uma estratégia que tem seguido desde o lançamento da família M1.

A principal novidade é que a futura geração M6 poderá não contar com as habituais versões Pro e Max, concentrando-se apenas no chip base. Caso o rumor se confirme, será a primeira vez que a Apple lança uma geração da série M sem variantes destinadas aos modelos mais potentes.

M6 poderá chegar apenas aos Macs de entrada

De acordo com Mark Gurman, a Apple está a desenvolver apenas o processador M6 para equipar os Macs de entrada de gama, como a próxima geração do MacBook Pro de 14 polegadas e outros modelos mais acessíveis.

Em vez de lançar uma família completa de chips, a empresa estará a acelerar tecnologias inicialmente previstas para gerações futuras, preparando o terreno para uma nova arquitetura mais focada em inteligência artificial e cargas gráficas mais exigentes.

Esta abordagem permitirá à Apple concentrar os seus recursos no desenvolvimento da futura família M7, que deverá voltar a incluir as variantes Pro, Max e Ultra.

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Processo de 2 nm e melhorias em toda a linha

O M6 deverá ser também o primeiro processador da Apple produzido no processo de fabrico de 2 nanómetros da TSMC, substituindo a tecnologia de 3 nm utilizada nas gerações mais recentes.

Além do salto no processo de fabrico, o chip deverá oferecer uma largura de banda da memória próxima dos 200 GB/s, acima dos cerca de 153 GB/s esperados para o M5.

As melhorias não ficam por aqui. Os rumores apontam para uma nova arquitetura de memória, um CPU mais rápido em todos os núcleos, um Neural Engine significativamente mais poderoso para tarefas de inteligência artificial, melhor desempenho na codificação e descodificação de vídeo e um GPU redesenhado que poderá passar das atuais 10 unidades gráficas para até 12 núcleos.

Família M7 será a verdadeira aposta

Depois do lançamento do M6, a Apple deverá concentrar-se rapidamente na série M7.

Segundo Gurman, esta nova geração incluirá os modelos M7, M7 Pro, M7 Max e M7 Ultra, todos eles com melhorias significativas na aceleração de inteligência artificial, desempenho gráfico e largura de banda da memória, que poderá atingir os 240 GB/s logo na versão base.

Ao mesmo tempo, a empresa continua a trabalhar no futuro M5 Ultra, destinado ao Mac Studio. Os testes internos incluem uma configuração impressionante com até 36 núcleos de CPU, 80 núcleos gráficos e suporte para até 768 GB de memória unificada.

IA poderá ditar o futuro dos Macs

Se este novo plano se confirmar, ficará claro que a Apple está a ajustar a evolução dos seus processadores para responder às crescentes exigências da inteligência artificial executada localmente, sem depender exclusivamente da cloud.

A decisão de reduzir o investimento na família M6 e acelerar a chegada da série M7 poderá refletir uma mudança de prioridades, colocando a IA no centro da próxima geração de Macs.

Como sempre, importa recordar que estas informações têm origem em rumores e não foram confirmadas oficialmente pela Apple. Ainda assim, tendo em conta o historial de acerto de Mark Gurman em tudo o que diz respeito à empresa de Cupertino, este poderá ser um dos maiores ajustes na estratégia do Apple Silicon desde a introdução dos primeiros chips da série M.

Bruno Xarope
Bruno Xarope

Bruno Xarope escreve sobre tecnologia, smartphones, mobilidade elétrica e inovação no CtrlShift.pt. Acompanha diariamente as novidades do setor e testa regularmente novos equipamentos, partilhando análises, opiniões e primeiras impressões.

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