A BYD apresentou oficialmente em Portugal o DOLPHIN G DM-i, o primeiro modelo do segmento B da marca chinesa equipado com tecnologia Super Híbrida Plug-in DM 5.0. O anúncio foi feito esta semana, no Porto, e a proposta é directa: um hatchback compacto que se comporta como um eléctrico no dia-a-dia, mas que não deixa ninguém a pé numa viagem longa.
O número que a BYD faz questão de destacar é a autonomia em modo 100% eléctrico: 105 km, um valor que nenhum outro compacto Super Híbrido Plug-in da marca consegue igualar. Somando a bateria à gasolina no depósito, a autonomia total combinada sobe para 1040 km.
Consumo residual e emissões baixas
O consumo ponderado de combustível fica-se pelos 1,4 L/100 km, com emissões de CO2 a rondar os 32 g/km. Na prática, quem carrega o carro com regularidade pode fazer a maior parte da condução urbana sem tocar na gasolina, guardando o motor de combustão para as autoestradas ou para os dias em que a bateria fica descarregada.
O sistema DM-i combina dois motores eléctricos, um motor a gasolina de 1,5 litros e uma gestão electrónica que alterna entre cinco configurações, sem intervenção do condutor. Em modo EV, o DOLPHIN G funciona como um eléctrico puro. Em modo híbrido, o sistema decide sozinho quando o motor a combustão ajuda o eléctrico, quando recarrega a bateria, ou quando acciona as rodas sem gastar nem poupar energia.
O motor eléctrico síncrono de ímanes permanentes rende, isoladamente, 163 CV (120 kW) e 210 Nm, suficientes para o 0-100 km/h em 8,3 segundos. A bateria BYD Blade de 18,3 kWh aceita carregamento DC até 39 kW, o que permite ir dos 10% aos 80% em 26 minutos.

Bagageira maior do que muitos SUV
Com 4160 mm de comprimento e 1825 mm de largura, o DOLPHIN G é 170 mm mais curto do que o SUV ATTO 2 DM-i, mas não fica a perder no espaço interior. A distância entre eixos de 2610 mm garante lugar confortável para cinco adultos.
A bagageira oferece 425 litros, valor que supera muitos hatchback do segmento e até alguns SUV, incluindo um compartimento de 45 litros por baixo do piso. Rebatendo os bancos traseiros, esse volume cresce até aos 1225 litros.
Equipamento de segmento C num compacto
O interior aposta na simplicidade: painel de instrumentos digital de 8,8 polegadas, ecrã de infoentretenimento de 12,8 polegadas e selector de velocidades na coluna de direcção, libertando espaço para uma consola com dois níveis de arrumação e, na maioria das versões, carregador sem fios para smartphone.
A versão Comfort, topo de gama, traz funcionalidades pouco comuns no segmento: ecrã de projecção no pára-brisas, tecto panorâmico com cortina eléctrica, bancos com ajuste eléctrico e apoio lombar ajustável, câmara com visão de 360 graus e jantes de 18 polegadas. Ganha ainda integração total com o Google, incluindo Assistant e Play Store, abrindo a porta a aplicações adicionais.
A versão Boost de entrada, com jantes de 16 polegadas, acrescenta a função Vehicle-to-Load, que permite usar o carro como fonte de energia externa, seja para uma máquina de café, um portátil ou um grelhador eléctrico.
Ao nível da segurança, todas as versões incluem de série sensores de estacionamento, Controlo de Velocidade Adaptativo, Assistente de Saída de Faixa de Rodagem, Detecção do Ângulo Morto, Sistema de Monitorização do Condutor e Aviso de Abertura de Porta. A câmara de visão traseira surge de série na Boost, e evolui para 360 graus na Comfort.

Preços e disponibilidade em Portugal
O BYD DOLPHIN G DM-i já está à venda em Portugal, com preços a partir de 24.385 euros mais IVA para a versão Boost. Durante Julho, a marca tem uma campanha de lançamento com manutenção gratuita durante dois anos ou 30.000 km.
O modelo mantém a garantia habitual da BYD: seis anos ou 150.000 km para o veículo, e oito anos ou 250.000 km para a bateria. Está disponível em cinco cores exteriores, Skiing White, Time Grey, Obsidian Black, Ocean Blue e Orange Sunset, sempre com interior Black.
Para a BYD, este é o primeiro modelo desenvolvido especificamente para o mercado europeu, e a aposta no segmento B mostra a ambição da marca em ganhar terreno com um argumento simples: o conforto de um eléctrico, sem a ansiedade de autonomia de um veículo puramente eléctrico.




