Comprar um iPhone poderá ficar significativamente mais caro já este ano. Vários rumores provenientes da China apontam para um aumento de preço da futura gama iPhone 18 Pro, enquanto o primeiro iPhone dobrável da Apple poderá ultrapassar, pela primeira vez, a barreira dos 2.000 dólares.
Embora os valores finais ainda estejam longe de ser oficiais, os rumores coincidem com análises da cadeia de fornecimento e com declarações recentes do CEO da Apple, Tim Cook, que admitiu que o aumento do custo da memória tornou inevitável uma revisão dos preços.
Escassez de memória poderá obrigar a Apple a aumentar os preços
Segundo um estudo da TechInsights, o principal responsável pelo aumento dos custos é o preço da memória DRAM e do armazenamento NAND.
A análise refere que os 12 GB de memória RAM utilizados no iPhone 18 Pro poderão custar cerca de 145 dólares, quando no iPhone 17 Pro o mesmo componente rondava apenas os 39 dólares. Também o armazenamento flash registou um aumento expressivo, passando de aproximadamente 13 dólares para mais de 50 dólares na versão de 256 GB.
Esta subida está diretamente relacionada com a forte procura de chips de memória por parte da indústria da inteligência artificial. Fabricantes como Samsung, SK Hynix e Micron têm dado prioridade aos centros de dados para IA, reduzindo a disponibilidade de componentes destinados ao mercado dos smartphones.

Rumores apontam para aumentos entre 120 e 300 dólares
Vários leakers chineses avançaram estimativas diferentes, mas todos concordam num ponto: os preços deverão subir.
O conhecido Digital Chat Station acredita que o iPhone 18 Pro poderá passar dos atuais 8.999 yuan para cerca de 9.999 yuan na China, enquanto o Instant Digital aponta para valores ainda mais elevados na versão Pro Max.
Por outro lado, a TechInsights estima que a Apple poderá ter de aumentar o preço do iPhone 18 Pro em cerca de 270 dólares para manter as atuais margens de lucro, o que colocaria o preço inicial próximo dos 1.370 dólares.
Nem todos os analistas concordam com este cenário. A J.P. Morgan acredita que o aumento poderá ficar próximo dos 50 dólares, graças à adoção de componentes desenvolvidos pela própria Apple, como os seus futuros modems.
Primeiro iPhone dobrável poderá ultrapassar os 2.000 dólares
As previsões não se limitam à gama iPhone 18.
Segundo Mark Gurman, da Bloomberg, o primeiro iPhone dobrável deverá custar mais de 2.000 dólares, enquanto o analista Ming-Chi Kuo acredita que o preço poderá mesmo ultrapassar os 2.500 dólares, tornando-o num dos smartphones mais caros alguma vez lançados pela Apple.
Caso estas previsões se confirmem, o equipamento ficará claramente posicionado acima dos atuais dobráveis premium da Samsung e de outras fabricantes.

Setembro deverá esclarecer todas as dúvidas
Apesar dos vários rumores, ainda não existe qualquer confirmação oficial por parte da Apple relativamente aos preços da próxima geração de iPhone.
No entanto, o facto de diferentes fontes apontarem na mesma direção, aliado às dificuldades atuais no mercado da memória, torna bastante plausível um aumento dos preços este ano.
Resta agora esperar pela apresentação oficial, prevista para setembro, para perceber até que ponto a Apple conseguirá absorver o aumento dos custos ou se estes serão totalmente refletidos no preço final pago pelos consumidores.




