A Nvidia aproveitou a Gamescom 2026 para fechar o pacote do DLSS 4.5, e desta vez há novidades que chegam a quem tem uma GeForce RTX de qualquer geração. O Ray Reconstruction de segunda geração está agora disponível através de uma atualização early access da aplicação NVIDIA, e promete melhorar a qualidade de imagem em jogos com ray tracing sem exigir hardware mais recente.
Para quem perdeu o fio à meada: a Nvidia anunciou o DLSS 4.5 na CES de janeiro com um novo modelo de Super Resolution e o sistema Dynamic Multi Frame Generation, lançou a geração de 6X frames e o modo dinâmico em março, e só agora fecha o puzzle com este Ray Reconstruction renovado. A versão estável da app NVIDIA chega em setembro.
O que é o DLSS 4.5 afinal
Mais do que uma funcionalidade única, o DLSS tornou-se uma coleção de tecnologias de renderização por inteligência artificial. O truque está em perceber que nem todas as peças funcionam da mesma forma consoante a placa gráfica que tens.
A parte do DLSS 4.5 que chegou primeiro, ainda em janeiro, foi o modelo transformer de segunda geração para Super Resolution. Funciona em todas as RTX e pode ser aplicado a mais de 400 jogos através de overrides na aplicação da Nvidia. A empresa garante melhorias visíveis em iluminação, contornos finos e redução de artefactos visuais.
Quem tem uma RTX da série 50 é que recebe as funcionalidades mais pesadas de performance: a geração de 6X frames cria cinco imagens geradas por IA para cada frame renderizado de forma tradicional, enquanto o modo dinâmico ajusta automaticamente este multiplicador conforme a carga da GPU muda.

Ray Reconstruction: onde está o potencial real
Simular raios de luz a ricochetearem por uma cena parece simples na teoria, mas fazer isso para cada pixel em tempo real exigiria uma potência de cálculo absurda. Os jogos com ray tracing trabalham com um número limitado de amostras de raios, o que gera uma imagem com muito ruído visual.
Tradicionalmente, os jogos usam denoisers ajustados manualmente para suavizar essa informação ruidosa e torná-la utilizável, mas algum detalhe de iluminação perde-se nesse processo de limpeza. A Nvidia introduziu o Ray Reconstruction com o DLSS 3.5 em 2023 como alternativa baseada em IA, e a tecnologia funciona em qualquer RTX porque não depende do hardware mais recente de geração de frames das séries 40 e 50.
O DLSS 4.5 substitui aquela rede original por um modelo transformer de segunda geração. Na prática, isto traduz-se em melhor qualidade de imagem: a iluminação fica mais precisa, há maior estabilidade temporal, e o movimento ganha clareza. O modelo está agora unificado com o DLSS Super Resolution, e os programadores têm controlo mais fino sobre a acumulação temporal — o processo que define como a informação de frames anteriores contribui para a imagem atual.
Testes realizados pela própria Nvidia mostram que o Ray Reconstruction se destaca particularmente em jogos como Alan Wake 2 e Cyberpunk 2077, onde o denoising convencional pode suavizar demasiado o resultado visual do path tracing.
Que jogos já funcionam com o novo Ray Reconstruction
A Nvidia lista neste momento 30 jogos compatíveis com o modelo renovado através de override na aplicação. Entre os títulos confirmados estão Alan Wake 2, Cyberpunk 2077, Avatar: Frontiers of Pandora, Portal with RTX, Hogwarts Legacy, Star Wars Outlaws, Indiana Jones and the Great Circle, Call of Duty: Black Ops 7, DOOM: The Dark Ages, Half-Life 2 RTX, Marvel’s Spider-Man 2, F1 25, e The First Descendant.
A lista inclui ainda jogos como Neverness to Everness, Crimson Desert, Resident Evil Requiem, PRAGMATA, FBC: Firebreak, War Thunder, NARAKA: BLADEPOINT, Enlisted, EVERSPACE 2, e outros títulos menos conhecidos como Backrooms: Escape Together, Death Relives, I Am Jesus Christ, Incursion Red River, Subliminal, Directive 8020, Sword of Justice e Samson.
Os programadores também podem integrar o novo modelo diretamente no jogo em vez de dependerem do override da Nvidia. Na Gamescom surgiram vários anúncios: 007 First Light recebe path tracing e DLSS 4.5 Ray Reconstruction a 15 de setembro, enquanto Fragmentary Order é lançado já com Ray Reconstruction e ray tracing nativos. Gears of War: E-Day vai suportar o conjunto completo do DLSS 4.5 juntamente com RTX Mega Geometry, e a Nvidia mostrou imagens novas com DLSS 4.5 de CONTROL Resonant, AION 2, ANANTA, Aniimo, Beautiful Light, Black State, CINDER CITY, Silver Palace e Tides of Annihilation.
Não é preciso uma RTX 50 para aproveitar
Uma das melhores notícias desta atualização é a compatibilidade alargada. Embora a Nvidia promova o DLSS 4.5 fortemente ao lado da série RTX 50, tanto o Ray Reconstruction como o Super Resolution funcionam em toda a família GeForce RTX. Quem tem uma RTX 20 ou 30 fica de fora da geração múltipla de frames, mas pode usar os modelos de segunda geração de Super Resolution e Ray Reconstruction nos jogos compatíveis — o que significa que esta novidade da Gamescom interessa muito para além das placas mais recentes da Nvidia.
Para experimentar o novo modelo de Ray Reconstruction já hoje, a Nvidia indica que é necessário ativar os lançamentos Early Access em Definições > Acerca na aplicação NVIDIA. Depois, basta selecionar um jogo suportado, abrir as Definições do Driver, escolher DLSS Override Model Presets, mudar para Custom, e selecionar Recommended ou Preset F em Ray Reconstruction. O lançamento completo e estável chega em setembro para todos os utilizadores.
Via: Digital Trends




