
Google oferece um ano de Gemini AI Pro grátis a estudantes europeus
A Google lançou um novo programa que dá acesso gratuito ao Gemini AI Pro durante 12 meses a estudantes universitários, acompanhado de um hub dedicado a ferramentas de estudo e investigação.
A Google decidiu apostar forte nos estudantes universitários com uma campanha agressiva para trazer o Gemini AI Pro para dentro das salas de aula. A partir de agora, alunos elegíveis podem aceder à plataforma de forma completamente gratuita durante 12 meses uma oferta que chega numa altura em que a empresa ainda tenta recuperar terreno face à concorrência da OpenAI e da Anthropic nos modelos de inteligência artificial de topo.
O que muda para os estudantes na Europa
Enquanto nos Estados Unidos os estudantes recebem a versão completa do Google AI Pro (habitualmente vendida por cerca de 18,50 euros mensais, ou 19,99 dólares), os alunos europeus têm direito a uma oferta ligeiramente diferente: acesso ao Google AI Plus durante um ano. Este pacote inclui limites mais elevados de utilização do Gemini, acesso ao Gemini Omni e 400 GB de armazenamento uma configuração menos generosa do que a versão americana, que chega aos 5 TB de espaço e inclui também integração do Gemini no Gmail e Documentos, bem como o Gemini Spark.
A diferença entre regiões não é apenas cosmética. Estudantes dos EUA ganham ferramentas de produtividade integradas que os europeus terão de usar de outra forma, mas o core da oferta um assistente de IA potente sem custos durante todo um ano letivo mantém-se para ambos os lados do Atlântico.

Um hub central para organizar tudo
A grande novidade não é apenas o acesso gratuito. A Google criou um Student Hub dentro do Gemini, pensado especificamente para consolidar num único sítio as ferramentas que antes andavam dispersas pela aplicação. Agora, os alunos podem arrancar diretamente para os Study Notebooks, criar cartões de memorização ou fazer testes de prática sem andar à procura de menus escondidos.
Os Study Notebooks são provavelmente a funcionalidade que vai ter mais uso no dia a dia. Carregas as tuas notas de uma aula, ou material de apoio de um curso, e o sistema consegue montar um plano de estudo personalizado. A partir daí, podes fazer um teste de diagnóstico para descobrir onde tens mais lacunas e trabalhar lições mais curtas focadas exatamente nesses pontos fracos uma forma de estudo adaptativo que pode poupar bastante tempo a quem se aproxima dos exames sem ter ideia por onde começar.
Funcionalidades a caminho e integração com calendário
Há melhorias prometidas para breve que podem fazer diferença prática. O Gemini vai passar a conseguir ler um programa de uma cadeira, extrair datas de exames e prazos de entregas de trabalhos, e adicioná-los automaticamente ao Google Calendar desde que autorizes, claro. Os Study Notebooks vão ganhar gráficos e imagens, e o sistema vai poder gerar tabelas interativas, grelhas e até visualizações em 3D para temas que pedem uma abordagem mais visual.
O Gemini Live também recebe uma atualização voltada para investigação académica. Podes agora iniciar uma sessão de Deep Research através de uma conversa por voz, deixá-la a correr em segundo plano enquanto fazes outra coisa, e voltar para discutir o relatório gerado quando estiver pronto. Mais importante: a transição entre falar e escrever deixou de quebrar o contexto da pesquisa, o que torna o fluxo de trabalho bem mais natural.
Uma jogada comercial óbvia mas eficaz
Esta oferta chega num momento em que o Gemini 3.1 Pro ainda fica atrás do Claude Opus 5 da Anthropic e do GPT-5.6 Sol da OpenAI nos principais benchmarks independentes. A versão 3.5 Pro, muito aguardada, continua em testes internos depois de alegadamente não ter cumprido os objetivos de desempenho que a Google definiu. Enquanto trabalha para fechar esse fosso tecnológico, a empresa está claramente a tentar ganhar quota de mercado por outra via: garantir que uma geração inteira de estudantes se habitua a usar o Gemini como ferramenta principal de estudo e investigação.
Não é difícil perceber a estratégia. Dar 12 meses de uso intensivo sem custos cria hábitos e quando a gratuidade acabar, muitos vão preferir pagar a subscrição do que voltar para métodos mais lentos ou migrar para outra plataforma. Para quem está na universidade e quer experimentar sem compromisso, a oferta é genuinamente interessante. Mas convém não esquecer que há um relógio a contar.
Via: Digital Trends



