Huawei Mate 90 poderá trazer reconhecimento facial 3D sob o ecrã

A série Mate 90 da Huawei pode estrear tecnologia de reconhecimento facial 3D integrada no ecrã, eliminando recortes e oferecendo maior segurança biométrica.

A corrida pela integração total da tecnologia no ecrã dos smartphones pode estar prestes a dar um salto significativo. A Huawei prepara-se para lançar a série Mate 90 com uma novidade que anda há anos em fase de testes internos: reconhecimento facial 3D completamente invisível, escondido sob o ecrã do telefone.

A informação surge através de um tipster conhecido como SuperDimensional, que aponta para a chegada simultânea de duas tecnologias biométricas avançadas. Para além do sensor de impressões digitais ultrassónico 3D já testado noutros equipamentos premium a grande aposta será mesmo o sistema de desbloqueio facial tridimensional integrado no painel.

Uma tecnologia que elimina recortes e notches

O conceito não é completamente novo para a Huawei. Desde 2024 que circulam rumores sobre o desenvolvimento desta solução, mas sempre com a indicação de que não estaria pronta a tempo da série Mate 80. Agora, parece que a fabricante chinesa pode mesmo antecipar-se à Apple na introdução comercial desta tecnologia.

Tanto a Huawei como a Apple têm trabalhado em soluções de câmara sob o ecrã, sendo apontadas como as únicas empresas com capacidade técnica para lançar um produto comercial viável neste momento. A diferença é que a integração de reconhecimento facial 3D vai mais longe do que simplesmente esconder a câmara frontal exige sensores de profundidade e sistemas de mapeamento que tradicionalmente ocupam espaço visível no topo do ecrã.

Segurança biométrica sem compromissos visuais

Se a aposta se confirmar, os utilizadores da série Mate 90 vão beneficiar de um ecrã totalmente ininterrupto, sem os recortes ou notches que ainda marcam presença nos topo de gama atuais. O ganho visual é evidente, mas o verdadeiro trunfo está na segurança.

O mapeamento tridimensional de profundidade oferece proteção muito superior ao reconhecimento facial 2D que encontramos em muitos Android de gama média. Resistência a tentativas de burla com fotografias ou vídeos, autenticação rápida mesmo em condições de pouca luz, e precisão que rivaliza com os melhores sistemas biométricos do mercado tudo isto sem que o utilizador veja qualquer componente físico dedicado no ecrã.

Huawei Mate 90

Disputa direta com a Apple pelo primeiro lugar

Atualmente, tanto a Huawei como a Apple já equipam os seus smartphones topo de gama com sistemas de reconhecimento facial 3D. A diferença é que ambas recorrem a componentes visíveis: a Apple mantém o notch ou a Dynamic Island nos iPhone, enquanto a Huawei usa recortes mais discretos mas ainda assim presentes.

Levar esta tecnologia para baixo do ecrã representa o próximo patamar lógico, mas também um desafio técnico considerável. Os sensores precisam de funcionar através das camadas do painel sem perder precisão, e a velocidade de desbloqueio tem de manter-se instantânea para não frustrar os utilizadores habituados a sistemas rápidos.

Nada confirmado oficialmente

Apesar da credibilidade do tipster e da coerência com desenvolvimentos anteriores, é importante sublinhar que nem a Huawei nem qualquer fonte oficial confirmou esta funcionalidade para a série Mate 90. A empresa tem historial de testar tecnologias durante anos antes de as lançar comercialmente, por isso a cautela mantém-se justificada.

Se a aposta se concretizar, será um marco importante na evolução da tecnologia biométrica em smartphones. A Huawei consolidaria a posição de inovadora em hardware, mesmo num mercado global onde enfrenta restrições significativas. Para os consumidores europeus que acompanham estas evoluções técnicas, fica a expectativa de ver se o salto tecnológico chega mesmo com o Mate 90 ou se ainda terá de esperar pela próxima geração.

Via: Huawei Central

Bruno Xarope
Bruno Xarope

Bruno Xarope escreve sobre tecnologia, smartphones, mobilidade elétrica e inovação no CtrlShift.pt. Acompanha diariamente as novidades do setor e testa regularmente novos equipamentos, partilhando análises, opiniões e primeiras impressões.

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