O lançamento do iPhone 18 Pro está à porta o evento de setembro deverá ser anunciado na próxima semana e uma das dúvidas que mais tem preocupado quem está à espera do novo topo de gama da Apple é o preço. Vários analistas tinham apontado para valores de arranque na ordem dos 1299 ou mesmo 1399 dólares (cerca de 1180 ou 1270 euros) para o modelo base, impulsionados pela subida dos custos de memória, armazenamento e do novo sistema de câmaras. Mas há boas notícias: o aumento pode afinal ser bem mais moderado.
Apple pode seguir a estratégia de Samsung e Google
Mark Gurman, da Bloomberg, avança que a empresa de Cupertino tem estado atenta à forma como a concorrência respondeu à escalada de preços dos componentes. Tanto a Samsung como a Google subiram os preços dos seus modelos mais recentes em cerca de 100 dólares e tudo indica que a Apple estará preparada para fazer o mesmo, em vez de transferir a totalidade dos custos acrescidos para o consumidor.
Isto significaria que o iPhone 18 Pro passaria dos atuais 1099 dólares (cerca de 1000 euros) para 1199 dólares (aproximadamente 1090 euros), um aumento de perto de 9%. Já o iPhone 18 Pro Max saltaria de 1199 para 1299 dólares (de cerca de 1090 para 1180 euros). São valores bem mais digeríveis do que os cenários mais pessimistas que circulavam até agora.

Margens sob pressão, mas sem choque de preços
A própria Apple já admitiu publicamente que as margens brutas vão sentir pressão neste trimestre um sinal claro de que a empresa está disposta a absorver internamente parte dos custos extra, em vez de os empurrar todos para o cliente final. A decisão faz sentido: um aumento de 100 dólares mantém o iPhone 18 Pro alinhado com os preços praticados pela Samsung no segmento premium, evitando o choque de sticker que aumentos de 200 ou 300 dólares provocariam, à semelhança do que já aconteceu com alguns Macs e iPads.
Modelos com mais armazenamento podem subir mais
Mesmo que o modelo de entrada com 256 GB se fique pelos 100 dólares de aumento, há relatos que sugerem que a Apple poderá reservar aumentos mais expressivos entre 150 e 200 dólares para as configurações com 512 GB, 1 TB ou mais. Quem costuma optar por modelos com maior capacidade de armazenamento pode, portanto, sentir uma diferença maior na carteira.
O que justifica a subida de custos?
A pressão nos preços dos componentes não é ficção. O mercado de memória RAM e de armazenamento NAND atravessa um período de escassez, com a procura a superar claramente a oferta disponível. A isto soma-se o facto de o iPhone 18 Pro trazer melhorias significativas ao nível das câmaras rumores apontam para um novo sensor principal e capacidades de zoom ampliadas , o que implica componentes mais caros e complexos de integrar.
Apesar de tudo, a Apple parece determinada a não transformar o iPhone 18 Pro num produto inacessível. Manter o aumento nos 100 dólares seria uma jogada inteligente, sobretudo num momento em que a concorrência Android de topo já ajustou os seus preços e os consumidores estão cada vez mais sensíveis a aumentos abruptos. O evento de apresentação está marcado para as próximas semanas, e até lá a questão do preço vai continuar a dominar as conversas mas pelo menos agora sabemos que o pior cenário parece cada vez menos provável.
Via: 9to5Mac




