O próximo topo de gama da Apple vai pesar no bolso dos consumidores europeus. O iPhone 18 Pro deverá arrancar nos 1220 euros (1319 dólares) para a versão base, marcando um novo recorde de preço para a marca da maçã, segundo projeções da TrendForce divulgadas esta semana.
A justificação para esta escalada está na memória. Os componentes de armazenamento dispararam de tal forma que o custo da memória para o modelo de 256 gigabytes do iPhone 18 Pro está quase 400 por cento acima do que se praticava há um ano. Um aumento desta dimensão podia ter empurrado os preços ainda mais para cima — a TrendForce considera mesmo que a subida de 10 a 20 por cento que a Apple vai aplicar é “moderada”, tendo em conta o contexto.
Apple absorve parte da subida para manter quota
Para se ter uma ideia, o iPhone 17 Pro foi lançado a partir de 1016 euros (1099 dólares), e a versão Pro Max a 1109 euros (1199 dólares). A diferença entre gerações é, portanto, substancial, mas podia ter sido pior. A estratégia da Apple passa por absorver uma fatia significativa da subida dos componentes, evitando afastar clientes num período em que a economia global continua frágil e os consumidores mais cautelosos com as despesas.
O evento de apresentação está marcado para a manhã de quarta-feira, na Califórnia. Além do iPhone 18 Pro e do Pro Max, espera-se que a empresa mostre pela primeira vez um iPhone dobrável, ficando os modelos standard do iPhone 18 reservados para o primeiro trimestre de 2027.

iPhone dobrável pode ultrapassar os 2700 euros
Se o preço do iPhone 18 Pro já impressiona, o modelo dobrável promete estabelecer um novo patamar no mercado. As estimativas da TrendForce apontam para um preço de entrada entre 1940 e 2125 euros (2099 a 2299 dólares), mas as configurações mais equipadas podem facilmente ultrapassar os 2775 euros (3000 dólares).
Este primeiro iPhone dobrável deverá incluir uma configuração de câmara dupla e um sensor de impressão digital capacitivo convencional, segundo a mesma fonte. A aposta num dispositivo com ecrã flexível representa a entrada tardia da Apple num segmento onde fabricantes como a Samsung já operam há vários anos, mas o preço elevado deixa claro que o foco está no topo de gama absoluto.
Impacto nos consumidores portugueses
Para quem compra em Portugal, a notícia não é animadora. Os preços oficiais em território nacional costumam incluir IVA a 23 por cento e uma margem comercial que tipicamente empurra os valores ainda mais acima das conversões diretas do dólar. Um iPhone 18 Pro que arranque nos 1220 euros nos Estados Unidos pode facilmente aproximar-se dos 1400 euros por cá, dependendo da política de preços da Apple para a Europa.
A questão que fica é se os consumidores vão estar dispostos a pagar este prémio ou se vão optar por modelos de gerações anteriores, que deverão baixar de preço após o lançamento. Com a memória a pesar cada vez mais no custo final e sem sinais de alívio no curto prazo, os próximos meses vão mostrar se o mercado está preparado para aceitar smartphones de 1500 euros como a nova normalidade no segmento premium.
Via: Scmp




