A Apple renovou o MacBook Pro de 14 e 16 polegadas em março de 2026 com os chips M5 Pro e M5 Max. São máquinas mais rápidas — mas com o mesmo design que a Apple usa desde 2021. E quem souber o que aí vem pode muito bem querer esperar.
O próximo MacBook Pro promete ser o maior salto em anos, com um conjunto de mudanças que raramente surgem todas ao mesmo tempo numa única geração.
OLED e ecrã táctil — duas estreias em simultâneo
O próximo MacBook Pro será o primeiro com ecrã OLED. A tecnologia já chegou aos iPhones há anos e ao iPad Pro M4 em 2024 — agora é a vez do Mac.
As vantagens do OLED sobre o mini-LED actual são conhecidas: negros absolutos, cores mais vivas, sem o halo luminoso em torno de elementos brilhantes, melhor ângulo de visão e resposta mais rápida. Para quem trabalha com conteúdo HDR, fotografia ou vídeo, a diferença é imediata e relevante.
A par do OLED, o próximo MacBook Pro deverá estrear o ecrã táctil — uma mudança de posição histórica para a Apple, que durante anos insistiu que o Mac não precisava de toque. Os controlos tácteis coexistirão com o rato e o teclado, sem os substituir.

Design renovado com Dynamic Island
O MacBook Pro não muda de design desde 2021 — e esta geração deverá trazer um visual mais fino. O entalhe actual, que alberga a câmara, dará lugar ao Dynamic Island já conhecido do iPhone, ocupando menos espaço no ecrã e funcionando de forma interactiva consoante a aplicação em uso.
Os tamanhos de ecrã mantêm-se nos 14 e 16 polegadas. O teclado e o trackpad continuam presentes — a Apple não está a transformar o MacBook Pro num iPad.
Chip M6 em processo 2nm
Esta geração será também a primeira a usar chips Apple Silicon fabricados em processo de 2nm — os futuros chips M6. A mudança de nó tecnológico, produzido pela TSMC, promete maior desempenho por watt, transistores mais dentos e menor consumo energético. É uma evolução arquitectural significativa face ao processo 3nm actual.
Conectividade 5G e branding Ultra
Rumores apontam também para a possibilidade de conectividade 5G integrada — algo que nunca existiu num Mac. Se se concretizar, o MacBook Pro OLED seria o primeiro portátil Apple com modem celular nativo.
A Apple poderá ainda reservar o novo branding “Ultra” para os modelos OLED de topo, vendendo-os em paralelo com os actuais M5 Pro e M5 Max a preços mais baixos — o que implica uma subida de preço considerável nos modelos mais avançados.
Quando esperar — e quando não esperar
O lançamento está previsto para o final de 2026, mas a escassez de chips aponta cada vez mais para início de 2027. Quem não se importa com OLED nem com ecrã táctil e quer uma máquina agora, o M5 Pro é uma compra segura. Quem quiser o melhor MacBook Pro de sempre, vale a pena aguardar — com a ressalva habitual de que tecnologia de primeira geração pode trazer surpresas.




