
Meta Muse já controla o Spotify com comandos de IA
O Meta Muse já pode controlar o Spotify, criar playlists, reproduzir música, podcasts e audiolivros e até criar podcasts personalizados.
A Meta continua a expandir as capacidades do Muse, o seu agente de inteligência artificial, e acaba de adicionar uma das integrações mais interessantes até agora: Spotify. A partir de agora, os utilizadores podem pedir ao Muse para controlar vários aspectos da plataforma de música directamente através de uma conversa.
A integração permite ao agente reproduzir música, podcasts e audiolivros, guardar conteúdos na biblioteca, criar playlists e até ajudar a descobrir novos artistas, álbuns, livros ou podcasts. Tudo isto pode ser feito através de comandos em linguagem natural, sem ser necessário abrir manualmente a aplicação do Spotify.
Muse transforma conversas em playlists
Com a integração do Spotify, o Muse passa a conseguir executar tarefas que normalmente exigiriam vários passos dentro da aplicação.
O utilizador pode, por exemplo, pedir ao agente para encontrar determinado conteúdo, criar uma playlist com base num género ou ambiente específico ou simplesmente começar a reproduzir música. Também é possível guardar conteúdos na biblioteca do Spotify para ouvir mais tarde.
A integração não se limita à música. Podcasts e audiolivros também fazem parte das funcionalidades disponíveis, permitindo utilizar o Muse como uma espécie de intermediário entre a conversa com a IA e a biblioteca pessoal do Spotify.
Esta abordagem encaixa na estratégia mais ampla da Meta para transformar o Muse num verdadeiro agente capaz de executar tarefas, em vez de funcionar apenas como um chatbot que responde a perguntas.

Muse pode criar o seu próprio podcast
Uma das funcionalidades mais curiosas da integração é a possibilidade de criar um Personal Podcast.
O Muse pode pegar em briefings diários, notas ou ideias fornecidas pelo utilizador e transformá-los em conteúdo áudio, que depois fica guardado na biblioteca do Spotify.
Na prática, isto poderá permitir transformar informação que normalmente seria lida num formato mais conveniente para ouvir enquanto se conduz, caminha ou realiza outras tarefas.
É também um exemplo de como a Meta pretende utilizar agentes de IA para ligar diferentes serviços e transformar informação entre formatos, em vez de limitar a IA a respostas escritas.

Uma lista cada vez maior de serviços
O Spotify é apenas uma das mais recentes integrações do Muse. A Meta tem vindo a ligar o agente a vários serviços externos, incluindo Box, GitHub, Granola, Notion, Expedia, Turo, Viator, 1Password, OpenTable, Peloton, Plaid e Ticketmaster.
O Muse também passou a ter ligações a serviços de pagamentos, incluindo Shop Pay, Stripe Link e PayPal, aumentando significativamente aquilo que o agente pode fazer por iniciativa do utilizador.
Além destes serviços, o Muse consegue naturalmente interagir com o ecossistema da própria Meta, incluindo Facebook, Instagram, WhatsApp e Threads.
A ideia é relativamente simples: em vez de abrir cada aplicação e executar manualmente uma determinada tarefa, o utilizador conversa com o Muse e deixa o agente tratar do processo.
Muse continua limitado a poucos mercados
Apesar da expansão das funcionalidades, existe uma limitação importante. O Meta Muse continua disponível apenas nos Estados Unidos, Canadá e México.
O agente utiliza um avatar que pode ser personalizado e funciona essencialmente através de uma conversa contínua com o utilizador. A Meta disponibiliza actualmente estas funcionalidades gratuitamente.
A empresa deverá expandir o Muse para outros mercados no futuro, mas ainda não existe uma data oficial para a chegada a Portugal ou restantes países europeus.
A integração com o Spotify mostra, contudo, uma direcção cada vez mais clara para os assistentes de IA: deixar de serem apenas ferramentas para responder a perguntas e passar a executar tarefas dentro das aplicações que já utilizamos todos os dias.



