Motorola acelera Android 17 beta e inclui mais smartphones (até dobráveis)

Motorola expande o Android 17 beta para mais smartphones, incluindo modelos Razr e Edge. Vê a lista e como aderir.

A Motorola ainda está a terminar a distribuição do Android 16 em vários equipamentos, mas já está a dar um passo à frente com o Android 17. E, curiosamente, está a fazê-lo de uma forma que não era muito habitual na marca.

A empresa decidiu expandir o programa beta do novo sistema operativo para um conjunto maior de dispositivos, incluindo modelos mais recentes e até alguns dobráveis. Isto pode parecer apenas mais uma fase normal de desenvolvimento, mas na prática mostra uma tentativa clara de mudar a forma como a Motorola lida com atualizações.

E isso pode ser mais importante do que parece.

Android 17 beta chega a mais modelos… e não só gama média

A Motorola foi uma das primeiras fabricantes fora da Google a anunciar suporte ao programa beta do Android 17, poucos dias depois da primeira versão disponibilizada oficialmente.

Inicialmente, este programa estava mais limitado a equipamentos de gama média, algo que até fazia sentido numa fase inicial de testes. Mas a nova expansão muda esse cenário.

Agora temos modelos como o Motorola Razr 70 Ultra, o Motorola Razr 60 Ultra e o Motorola Edge 60 Pro incluídos na lista, além de outros equipamentos como o Razr Ultra (2025) e o Motorola Signature.

E isto é relevante.

Porque mostra que a marca quer testar o software em diferentes segmentos e não apenas em dispositivos mais acessíveis.

Uma estratégia diferente daquilo que estamos habituados

Se há algo que sempre marcou a Motorola foi a inconsistência no ritmo de atualizações. Não tanto pela falta de suporte, mas pela velocidade com que esse suporte chegava aos utilizadores.

O Android 16 ainda está em distribuição para vários modelos, o que mostra que há algum atraso face a outras fabricantes.

Mas este movimento com o Android 17 pode indicar uma mudança de mentalidade.

Ao abrir o programa beta mais cedo e para mais dispositivos, a Motorola consegue recolher feedback real de utilizadores, identificar problemas mais rapidamente e ajustar o software antes do lançamento final.

Na teoria, isto pode resultar num rollout mais rápido e mais estável.

Na prática, ainda está por provar.

Como aderir ao programa beta (e se vale a pena)

Para quem tem um dos dispositivos compatíveis, o processo de adesão ao programa beta passa pela Motorola Feedback Network. É necessário criar conta na comunidade da marca, associar o equipamento através do IMEI ou número de série e verificar se existe uma vaga disponível para o modelo em questão.

Depois disso, basta fazer a candidatura e aguardar aprovação.

Mas há um ponto importante que não pode ser ignorado.

As versões beta não são pensadas para uso diário. Podem incluir bugs, falhas de desempenho e funcionalidades incompletas, o que significa que não são recomendadas para quem depende do smartphone no dia a dia.

Ou seja, é algo mais indicado para utilizadores curiosos ou entusiastas.

Quando chega o Android 17 final?

Neste momento, o Android 17 já se encontra numa fase bastante avançada de desenvolvimento, com várias versões beta públicas já disponíveis e com a plataforma a entrar numa fase de maior estabilidade.

A expectativa é que a versão final chegue primeiro aos dispositivos Pixel da Google em junho de 2026, como já é habitual.

Depois disso, as restantes marcas começam a adaptar as suas versões, e é aqui que entra a Motorola.

Se tudo correr como esperado, a marca poderá iniciar o rollout oficial durante o terceiro trimestre de 2026, embora isso dependa sempre do ritmo interno de desenvolvimento.

Um passo na direção certa… mas ainda insuficiente?

Esta expansão do programa beta mostra claramente uma intenção de melhorar. E isso, por si só, já é positivo.

A Motorola parece querer aproximar-se de uma abordagem mais moderna, mais aberta e mais próxima dos utilizadores, algo que outras marcas já fazem há algum tempo.

Mas a verdade é simples.

Não é o programa beta que define a experiência final.

É a rapidez e consistência das atualizações estáveis.

Se a Motorola conseguir transformar esta nova abordagem em melhorias reais no lançamento final, então sim, estamos perante uma mudança importante. Caso contrário, será apenas mais uma fase de testes que não se traduz em benefícios concretos para quem usa o smartphone todos os dias.

E é isso que vai realmente fazer a diferença.

Bruno Xarope
Bruno Xarope

Bruno Xarope escreve sobre tecnologia, smartphones, mobilidade elétrica e inovação no CtrlShift.pt. Acompanha diariamente as novidades do setor e testa regularmente novos equipamentos, partilhando análises, opiniões e primeiras impressões.

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