A Motorola apresentou oficialmente dois novos equipamentos para 2026: o Moto G Stylus (2026) e o Moto Pad (2026). A estratégia é clara desde o primeiro momento: oferecer ferramentas de produtividade e criatividade sem entrar nos preços típicos dos flagships.
E, olhando para as especificações, há aqui argumentos interessantes.
Principalmente para quem gosta de usar stylus no dia a dia, mas não quer gastar uma fortuna.
Moto G Stylus (2026): mais do que um simples “extra”
O destaque vai naturalmente para o stylus integrado, que continua a ser o grande diferencial deste modelo. Mas desta vez não é apenas um acessório básico.
Segundo a Motorola, a stylus suporta inclinação e diferentes níveis de pressão em aplicações compatíveis, o que permite uma experiência mais próxima de escrever ou desenhar em papel. Isto traduz-se em traços mais naturais, melhor controlo e maior versatilidade para notas rápidas, edição ou até desenho.
A autonomia também merece destaque. A stylus pode durar até 100 horas em standby e cerca de 4 horas de utilização ativa, com carregamento completo em apenas 15 minutos.
E há outro detalhe importante.
Tanto o smartphone como a stylus contam com certificação IP68 e IP69, algo pouco comum neste segmento, além de resistência certificada com padrão militar (SGS). Ou seja, não é apenas um equipamento funcional, também foi pensado para aguentar o uso do dia a dia sem grandes preocupações.

Ecrã, desempenho e bateria equilibrados
O Moto G Stylus (2026) chega com um ecrã AMOLED de 6.7 polegadas, resolução 1.5K, taxa de atualização de 120Hz e um pico de brilho anunciado de 5000 nits. Na prática, isto significa boa fluidez e excelente visibilidade, mesmo em exteriores.
Na fotografia, encontramos um sensor principal de 50MP com tecnologia Sony Lytia 700C e OIS, acompanhado por uma lente ultra grande angular de 13MP com função Macro Vision. A câmara frontal sobe para 32MP, e todas suportam gravação de vídeo em 4K.
Não é um setup de topo absoluto, mas é claramente sólido para a gama.
A bateria de 5200mAh promete uma boa autonomia, com suporte para carregamento rápido de 68W e ainda carregamento sem fios de 15W. A marca refere ainda uma durabilidade de até 1600 ciclos antes de descer abaixo dos 80% de capacidade, o que é um indicador positivo para longevidade.
Tudo isto corre sobre Android 16, o que também é uma boa notícia em termos de atualidade de software.

Moto Pad (2026): simples, mas com argumentos
Do lado dos tablets, o Moto Pad (2026) chega com uma proposta mais direta.
Tem um ecrã de 11 polegadas com resolução 2.5K e taxa de atualização de 90Hz, acompanhado por quatro colunas com suporte para Dolby Atmos. Ou seja, está claramente pensado para consumo de conteúdos, seja vídeo, música ou até jogos mais leves.
No interior encontramos o processador MediaTek Dimensity 6300, que não é topo de gama, mas deve ser suficiente para tarefas do dia a dia, navegação, streaming e produtividade básica.
Um dos pontos mais interessantes é a presença de 5G integrado, algo que nem sempre vemos neste segmento de preço.
A bateria de 7040mAh com carregamento de 20W completa o conjunto, oferecendo uma autonomia que deverá ser mais do que suficiente para utilização casual.

Ainda sem confirmação para Portugal (mas fazia todo o sentido)
Para já, tanto o Moto G Stylus (2026) como o Moto Pad (2026) não têm lançamento confirmado para Portugal ou para o mercado europeu de forma oficial.
E isso é uma pena.
Especialmente no caso do Moto G Stylus, que poderia ocupar um espaço interessante num mercado onde praticamente não existem alternativas com stylus acessível. Hoje em dia, quem quer essa funcionalidade acaba quase sempre por ter de subir para gamas bem mais caras.
Já o Moto Pad também poderia ter impacto, sobretudo pelo equilíbrio entre preço, ecrã e conectividade 5G.
Se chegassem cá, dificilmente passariam despercebidos.

Preços e disponibilidade
O Moto G Stylus (2026) será lançado a 16 de abril com um preço de 499,99 dólares, ficando posicionado na gama média-alta. Já o Moto Pad (2026) chega mais tarde, a 30 de abril, com um preço de 249,99 dólares.
São valores competitivos tendo em conta aquilo que oferecem, especialmente no contexto atual do mercado.
Conclusão
A Motorola não reinventou a roda, mas fez algo talvez mais importante.
Refinou uma fórmula que já fazia sentido.
O Moto G Stylus (2026) continua a ser uma das opções mais interessantes para quem quer um smartphone com stylus sem entrar no território dos equipamentos premium, agora com melhorias reais na experiência de utilização.
Já o Moto Pad (2026) surge como uma opção equilibrada e acessível para consumo de conteúdos e tarefas básicas, com o bónus do 5G.
Fica agora a dúvida.
Se a Motorola os trouxer para Portugal, têm tudo para vender bem.
E, sinceramente, já fazia falta mais diversidade neste segmento.



