
Motorola Signature 27 supera iPhone 18 Pro na DXOMARK
O Motorola Signature 27 conquista 173 pontos na DXOMARK, supera o iPhone 18 Pro e fica apenas dois pontos atrás do Huawei Pura 80 Ultra.
O Motorola Signature 27 ainda mal chegou ao mercado e já está a dar que falar. O novo topo de gama da marca acaba de conquistar o segundo lugar no ranking global de câmaras da DXOMARK, ultrapassando inclusivamente o iPhone 18 Pro da Apple. Com 173 pontos, o smartphone da Motorola fica apenas a dois pontos do Huawei Pura 80 Ultra, que continua a liderar a classificação com 175 pontos.
O resultado é particularmente interessante para a Motorola, que procura reforçar a sua posição no segmento premium e demonstrar que consegue competir diretamente com algumas das propostas mais fortes do mercado. Na sexta edição do benchmark de imagem da DXOMARK, o Signature 27 conseguiu uma pontuação de 173 pontos, mais nove do que os 164 pontos alcançados pelo modelo Signature original.
A diferença para o iPhone 18 Pro é curta, mas suficiente para colocar a Motorola à frente da Apple nesta avaliação. O smartphone da marca norte-americana ficou-se pelos 172 pontos.

Retratos e zoom são os grandes argumentos da Motorola
De acordo com a avaliação da DXOMARK, o Motorola Signature 27 apresenta um sistema fotográfico equilibrado, com resultados consistentes tanto em fotografia como em vídeo.
Um dos aspetos em que mais se destaca é a fotografia de retrato. A análise elogia a reprodução natural dos tons de pele, a exposição correta dos rostos e o nível de detalhe conseguido. Também as fotografias de grupo parecem beneficiar de um processamento eficaz, mantendo as pessoas focadas mesmo quando se encontram a diferentes distâncias da câmara.
O sistema de zoom é outro dos pontos fortes. A teleobjetiva periscópica com zoom ótico de 3x consegue apresentar bons resultados em fotografias aproximadas, mantendo uma qualidade de imagem considerada satisfatória até aproximadamente 6x.
Na gravação de vídeo, a DXOMARK destaca igualmente a consistência da exposição e a reprodução natural das cores. O ruído encontra-se geralmente bem controlado, sobretudo em cenas estáticas, permitindo obter imagens com uma qualidade bastante interessante.

Nem tudo é perfeito no novo topo de gama
Apesar da excelente classificação, o Motorola Signature 27 também apresenta algumas limitações. A DXOMARK identificou uma perda de detalhe mais evidente quando se fotografa a grandes distâncias com níveis elevados de zoom.
Em ambientes extremamente escuros, podem surgir alterações na reprodução das cores e perda de detalhe em determinadas zonas da imagem. Os objetos em movimento também representam um desafio, podendo apresentar algum desfoque nas fotografias.
Estas limitações estendem-se à gravação de vídeo. Em ambientes muito escuros e com bastante movimento, o ruído torna-se mais visível, uma área onde a Motorola ainda tem margem para melhorar.
Ainda assim, estes resultados não retiram mérito à classificação alcançada. Com 173 pontos, o Signature 27 fica apenas a dois pontos do líder da classificação e consegue superar um dos principais concorrentes do segmento premium.

Motorola quer competir com os melhores
O resultado da DXOMARK representa um importante reconhecimento para a Motorola, especialmente numa altura em que a fotografia continua a ser um dos principais fatores de diferenciação entre smartphones de topo.
Recorde-se que o Signature 27 aposta numa configuração fotográfica que inclui uma câmara principal de 50 MP, uma teleobjetiva periscópica de 200 MP com zoom ótico de 3x, uma câmara ultra grande-angular de 50 MP e uma câmara frontal também de 50 MP.
Com um preço recomendado de 1.899 euros em Portugal, a Motorola tem naturalmente a responsabilidade de apresentar uma experiência à altura das expectativas. A pré-venda começa a 16 de novembro e a chegada às lojas está prevista para 3 de dezembro.
A classificação da DXOMARK é um excelente cartão de visita, mas será interessante perceber como se comporta o Signature 27 nas nossas próprias mãos. Afinal, um bom resultado num benchmark é importante, mas a experiência fotográfica no quotidiano continua a ser aquilo que realmente conta.



