Nothing Ear (open) ganham versão azul e vale a pena conhecer o produto

Os Nothing Ear (open) ganham versão azul a 11 de maio. Drivers de 14,2mm, IP54, 30h de autonomia e design open-ear. Vale a pena? Tudo o que precisas de saber.

Nothing Ear (open) “Há muitas coisas azuis: o céu, o oceano, um Walkman de 1996. Piscinas, campos de ténis, tudo de Yves Klein. Os Ear (open) também são azuis. 11.05.”

Foi assim que a Nothing anunciou a nova cor dos seus Ear (open) no X. Curto, criativo, sem exageros — exactamente o tom que a marca gosta de usar. E amanhã, 11 de maio, a versão azul dos Ear (open) é oficial.

Desde setembro de 2024 que os Ear (open) existiam apenas em branco. O preço deverá manter-se igual à versão actual — 99 dólares (cerca de 89 euros) nos EUA.

É uma boa altura para perceber o que são estes auriculares, porque o conceito não é óbvio à primeira vista.

O que são os Ear (open)

Ao contrário dos auriculares tradicionais, os Nothing Ear (open) não se inserem no canal auditivo. Em vez disso, assentam sobre o ouvido com um design de gancho que posiciona dois drivers de 14,2mm directamente sobre o canal auditivo, sem bloquear os sons externos. A ideia é permitir ouvir música ou podcasts sem perder a consciência do ambiente à volta.

Cada earbud pesa 8,1 gramas — quase o dobro de um auricular TWS convencional — mas o design ergonómico do gancho e a distribuição de peso fazem com que o conforto seja surpreendentemente bom para uso prolongado. É possível usá-los durante horas sem fadiga.

A Nothing aplica automaticamente um algoritmo Bass Enhance para compensar a falta de graves típica dos designs open-ear, e usa um Sound Seal System para minimizar a fuga de som para quem está à volta.

Autonomia e funcionalidades

A autonomia é de 8 horas nos earbuds, com até 30 horas adicionais fornecidas pela caixa de carregamento. Não há ANC, o que é esperado num design aberto — a transparência é natural, não electrónica.

A caixa carrega via USB-C, tem apenas 19mm de espessura, e tanto os earbuds como a caixa têm certificação IP54 para resistência à água e poeira — algo raramente visto na caixa de carregamento de concorrentes. Não há carregamento sem fios.

Para quem usa um telemóvel Nothing, é possível invocar e usar o ChatGPT directamente a partir dos auriculares. O controlo é feito por gestos de pressão — sem toques, o que evita inputs acidentais mesmo com os earbuds húmidos.

O que as análises dizem

A recepção foi geralmente positiva, com ressalvas. O som é descrito como agradável, com graves e médios sólidos e bastante detalhe para um produto deste formato — mas a falta de graves é evidente para quem está habituado a auriculares in-ear.

O ajuste é o ponto mais criticado: o compartimento principal que aloja os drivers tende a mover-se, criando separação entre os earbuds e o ouvido, o que resulta na necessidade de reajustar com frequência — mesmo durante trabalho de secretária sem grande movimento.

São auriculares para um perfil específico de utilizador: quem corre, anda de bicicleta, trabalha em ambientes partilhados ou simplesmente não quer estar isolado do mundo. Para uso casual e situacional awareness, funcionam muito bem. Para ouvir música de forma imersiva, há escolhas melhores.

A versão azul não traz alterações de hardware — é apenas uma nova opção de cor para quem achava o branco limitante. Amanhã fica a saber exactamente que tom de azul a Nothing escolheu.

Bruno Xarope
Bruno Xarope

Bruno Xarope escreve sobre tecnologia, smartphones, mobilidade elétrica e inovação no CtrlShift.pt. Acompanha diariamente as novidades do setor e testa regularmente novos equipamentos, partilhando análises, opiniões e primeiras impressões.

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