Nothing Ear (open) “Há muitas coisas azuis: o céu, o oceano, um Walkman de 1996. Piscinas, campos de ténis, tudo de Yves Klein. Os Ear (open) também são azuis. 11.05.”
Foi assim que a Nothing anunciou a nova cor dos seus Ear (open) no X. Curto, criativo, sem exageros — exactamente o tom que a marca gosta de usar. E amanhã, 11 de maio, a versão azul dos Ear (open) é oficial.
Desde setembro de 2024 que os Ear (open) existiam apenas em branco. O preço deverá manter-se igual à versão actual — 99 dólares (cerca de 89 euros) nos EUA.
É uma boa altura para perceber o que são estes auriculares, porque o conceito não é óbvio à primeira vista.
Lots of things are blue: the sky, the ocean, a 1996-era Walkman. Swimming pools, tennis courts, everything by Yves Klein.
Ear (open) is blue too.
11.05. pic.twitter.com/HjddQPvKaf— Nothing (@nothing) May 7, 2026
O que são os Ear (open)
Ao contrário dos auriculares tradicionais, os Nothing Ear (open) não se inserem no canal auditivo. Em vez disso, assentam sobre o ouvido com um design de gancho que posiciona dois drivers de 14,2mm directamente sobre o canal auditivo, sem bloquear os sons externos. A ideia é permitir ouvir música ou podcasts sem perder a consciência do ambiente à volta.
Cada earbud pesa 8,1 gramas — quase o dobro de um auricular TWS convencional — mas o design ergonómico do gancho e a distribuição de peso fazem com que o conforto seja surpreendentemente bom para uso prolongado. É possível usá-los durante horas sem fadiga.
A Nothing aplica automaticamente um algoritmo Bass Enhance para compensar a falta de graves típica dos designs open-ear, e usa um Sound Seal System para minimizar a fuga de som para quem está à volta.
Autonomia e funcionalidades
A autonomia é de 8 horas nos earbuds, com até 30 horas adicionais fornecidas pela caixa de carregamento. Não há ANC, o que é esperado num design aberto — a transparência é natural, não electrónica.
A caixa carrega via USB-C, tem apenas 19mm de espessura, e tanto os earbuds como a caixa têm certificação IP54 para resistência à água e poeira — algo raramente visto na caixa de carregamento de concorrentes. Não há carregamento sem fios.
Para quem usa um telemóvel Nothing, é possível invocar e usar o ChatGPT directamente a partir dos auriculares. O controlo é feito por gestos de pressão — sem toques, o que evita inputs acidentais mesmo com os earbuds húmidos.
O que as análises dizem
A recepção foi geralmente positiva, com ressalvas. O som é descrito como agradável, com graves e médios sólidos e bastante detalhe para um produto deste formato — mas a falta de graves é evidente para quem está habituado a auriculares in-ear.
O ajuste é o ponto mais criticado: o compartimento principal que aloja os drivers tende a mover-se, criando separação entre os earbuds e o ouvido, o que resulta na necessidade de reajustar com frequência — mesmo durante trabalho de secretária sem grande movimento.
São auriculares para um perfil específico de utilizador: quem corre, anda de bicicleta, trabalha em ambientes partilhados ou simplesmente não quer estar isolado do mundo. Para uso casual e situacional awareness, funcionam muito bem. Para ouvir música de forma imersiva, há escolhas melhores.
A versão azul não traz alterações de hardware — é apenas uma nova opção de cor para quem achava o branco limitante. Amanhã fica a saber exactamente que tom de azul a Nothing escolheu.




