As baterias dos smartphones estão a crescer a um ritmo que há dois anos seria impensável.
A Honor já lançou telemóveis com 10.000mAh.
A Vivo acaba de apresentar o Y600 Pro com 10.200mAh na China.
E agora a Redmi pode estar prestes a dar um salto ainda maior.
12.000mAh em testes internos
A informação vem do tipster Digital Chat Station, uma fonte habitual no universo dos rumores de dispositivos chineses.
Segundo o leak, a Redmi está a testar de forma interna um smartphone de nova geração com uma bateria de classe 12.000mAh.
O detalhe técnico mais interessante é a tecnologia por trás desta capacidade.
O dispositivo utilizaria uma bateria de célula única em silício de alta densidade, uma abordagem que permite atingir maior capacidade energética sem aumentar significativamente a espessura do aparelho.
Além disso, os laboratórios da Redmi estariam a explorar capacidades ainda maiores com um novo sistema de materiais desenvolvido à medida.
Ou seja, 12.000mAh pode não ser o limite final.

Não é um telemóvel de entrada de gama
Um pormenor importante que o tipster deixou nos comentários: o dispositivo será movido por um chipset de alto desempenho.
Isso significa que a Redmi não está a reservar esta tecnologia de bateria para segmentos mais acessíveis.
É uma proposta para quem quer autonomia máxima sem abdicar de performance.
Turbo 6 Max é o candidato mais provável
O nome Redmi Turbo 6 Max ainda não foi confirmado pela fonte.
Mas a especulação faz todo o sentido.
O actual Redmi Turbo 5 Max já ostenta a maior bateria alguma vez vista num dispositivo Xiaomi ou Redmi, com 9.000mAh.
A progressão natural aponta para o Turbo 6 Max como o modelo ideal para receber esta nova tecnologia.
Outros modelos que a Redmi vai lançar este ano, como o Note 17 Pro Max com 10.000mAh e os K100 e K100 Pro Max previstos para outubro, ficam aquém desta capacidade.
O Turbo 6 Max seria assim o topo absoluto em termos de bateria dentro do ecossistema Redmi.
Lançamento previsto para 2027
A janela de lançamento apontada para o Turbo 6 Max é o primeiro trimestre de 2027.
Ainda há muito tempo até lá, e muita coisa pode mudar.
As especificações finais estão longe de estar confirmadas, e a própria capacidade da bateria pode ser ajustada consoante os resultados dos testes internos.
Mas o que este rumor mostra é que a corrida às grandes baterias está a entrar numa nova fase.
Se 10.000mAh já parecia muito há um ano, 12.000mAh num smartphone com chipset topo de gama é uma proposta que redefine o que se pode esperar de autonomia num telemóvel.
A questão não é só quantas horas dura.
É perceber o que esta tecnologia significa para o design e espessura dos dispositivos que usamos todos os dias.



