A Samsung tem falado sobre os Galaxy Glasses há algum tempo.
Agora finalmente temos imagens.
Uma nova fuga de informação mostra-nos os óculos por três ângulos diferentes, dando a melhor ideia até hoje do aspecto final do produto.
Design discreto, sem ecrã
Ao contrário do que muitos esperariam de óculos inteligentes, os Galaxy Glasses não têm ecrã.
É uma opção deliberada.
A Samsung quer entrar neste mercado com um produto wearable discreta, semelhante na filosofia aos Meta Ray-Ban, que se tornaram numa referência inesperada neste segmento.
A diferença está no software: os Galaxy Glasses correm Android XR.
Isso significa que chegam com o assistente Gemini integrado de forma nativa.
Mais detalhes sobre a plataforma Android XR deverão surgir no Google I/O, previsto para o próximo mês.

Especificações e preço
Por dentro, os Galaxy Glasses são movidos pelo chip Qualcomm Snapdragon AR1, com suporte a Wi-Fi e Bluetooth 5.3.
A câmara é de 12MP com sensor Sony IMX681.
Têm colunas direccionais, bateria de 155 mAh e pesam cerca de 50g.
Para os frames, a Samsung está a trabalhar com duas marcas de óculos reconhecidas: Warby Parker e Gentle Monster.
Uma parceria que faz sentido para quem quer que o produto pareça óculos normais e não um gadget tecnológico.
O preço rumoreado situa-se entre 379 e 499 dólares, dependendo da variante.
A segunda geração já tem nome e preço
Quem quiser ecrã terá de esperar.
A segunda geração dos Galaxy Glasses, com o codinome Haean, chegará em 2027 já com display integrado.
O preço previsto sobe consideravelmente: entre 600 e 900 dólares.
É um salto significativo, mas justificável se o ecrã for bem implementado.

Apresentação em julho no Unpacked
Os Galaxy Glasses deverão ser revelados oficialmente no evento Unpacked de verão da Samsung, muito provavelmente em julho.
O mesmo evento onde se espera a chegada do Galaxy Z Fold8, do Galaxy Z Flip8 e do Galaxy Z Fold Wide.
Será um Unpacked bastante movimentado.
E os óculos podem ser a surpresa mais interessante do lote, precisamente por serem algo diferente do habitual ciclo de dobráveis e smartphones.
A concorrência com os Meta Ray-Ban será directa, mas a integração com o ecossistema Android e o Gemini pode ser o factor diferenciador que a Samsung precisa para se impor neste segmento ainda em formação.




