Galaxy Ring 2, parece que segundo uma fonte da Coreia do Sul, será o sucessor do Galaxy Ring — mas só no início de 2027. A indicação é que o anúncio pode coincidir com o lançamento da família Galaxy S27, o que colocaria a apresentação algures entre janeiro e fevereiro do próximo ano.
Três anos no mercado para o modelo original é uma raridade no sector tecnológico, onde os ciclos de actualização anuais são a norma. A Samsung apostou na longevidade — e agora prepara-se para renovar a linha com melhorias onde mais importa.
O que vai mudar
As prioridades da Samsung para o Galaxy Ring 2 são claras: bateria, conforto e precisão dos sensores. São exactamente os três pontos onde o modelo original deixou mais a desejar — e reconhecer isso publicamente é, em si, um sinal positivo.
O anel vai ser mais fino e mais leve do que o antecessor, o que deve melhorar significativamente o conforto em utilizações prolongadas. Quem usa o Galaxy Ring original durante a noite sabe que o factor conforto é determinante para a consistência dos dados de sono — um anel que incomoda acaba por não ser usado, o que invalida toda a recolha de dados.
A autonomia sobe para 9 a 10 dias, um salto considerável face ao modelo actual. Para um dispositivo de saúde e monitorização que deve ser usado de forma contínua, mais dias sem carregar é um argumento directo e imediato.
A análise de sono vai tornar-se mais precisa, e chegam novos dados relacionados com saúde cardiovascular — descritos como “expanded insights”, sem mais detalhes por agora. É uma área onde os wearables têm evoluído rapidamente, e onde a concorrência, nomeadamente o Oura Ring, tem investido de forma consistente.

O que fica para depois
Há uma funcionalidade que não vai chegar com o Galaxy Ring 2: a medição de glucose no sangue de forma não invasiva. A Samsung confirmou que está a trabalhar nessa tecnologia, mas será reservada para uma versão futura da linha — não para este modelo.
É uma das funcionalidades mais aguardadas no sector dos wearables de saúde, e a sua ausência no Ring 2 é uma desilusão compreensível. Desenvolver medição de glucose sem picada é tecnicamente complexo e regulatoriamente exigente. A Samsung prefere fazer bem e mais tarde do que lançar algo antes do tempo.
Vale a pena esperar?
Depende muito do teu ponto de partida.
Se ainda não tens nenhum smart ring, faz sentido esperar — o Galaxy Ring 2 promete melhorias concretas em bateria e sensores, e o Oura Ring 5 também está no horizonte, o que significa que a concorrência vai aquecer e os preços do Ring original podem cair.
Se já tens o Galaxy Ring original, a resposta é quase certamente não vale a pena esperar. Estamos a falar de um produto que, na melhor das hipóteses, chega no início de 2027 — e as melhorias anunciadas (mais 2-3 dias de bateria, temperatura mais precisa) não são uma revolução.
O maior wildcard é o sensor de glicose, mas esse não vem no Ring 2 de qualquer forma. Ficará para o Ring 3 ou além.
Se o teu interesse é puramente de saúde e tracking de sono, o Ring original já faz um trabalho sólido hoje — e sem subscrição mensal, continua a ser um dos melhores argumentos da categoria.
E tu, achas que vale a pena esperar? Diz-nos o que acham nos comentários, porque cada utilizador tem a sua própria opinião, este é um wearable ainda à procura do seu nicho, e sinceramente acho que não me via a usar diariamente um Galaxy Ring, preferia sempre uma smartband, ou o meu smartwatch de confiança.
No entanto, acredito que exista mercado, tal como nos têm dito os seus números de vendas.




