
Windows 11 acelera jogos com shaders pré-compilados
A Microsoft está a expandir o suporte da tecnologia Advanced Shader Delivery para GPUs NVIDIA RTX e Intel Arc, reduzindo esperas de até 20 minutos no arranque de jogos em PC.
Quem joga no PC conhece bem o problema: descarregas um jogo novo, carregas no botão para jogar e… passam 15, 20 minutos até aparecer alguma coisa no ecrã. A culpa é da compilação de shaders, um processo que o Windows 11 está agora a tentar tornar invisível com uma tecnologia chamada Advanced Shader Delivery (ASD). E a boa notícia é que, a partir de outubro, esta solução vai finalmente funcionar também com placas gráficas NVIDIA RTX e processadores Intel Arc e Core Ultra.
O que muda com esta tecnologia no Windows 11
A Microsoft tinha lançado o Advanced Shader Delivery inicialmente só para hardware AMD RDNA, mas está agora a alargar o suporte para o ecossistema Qualcomm e, ao longo de outubro de 2026, para as GPUs da NVIDIA e Intel. Em termos práticos, isto significa que os jogadores europeus que usam estas placas vão começar a notar tempos de arranque drasticamente mais curtos em alguns títulos, a diferença pode ser passar de quase 20 minutos de espera para segundos.
O motivo pelo qual isto funciona prende-se com o modo como os jogos gerem os efeitos visuais. Os shaders são pequenos programas que a placa gráfica usa para calcular sombras, luzes, materiais e efeitos tudo o que faz um jogo parecer realista ou estilizado. Tradicionalmente, estes programas são compilados na máquina do jogador, muitas vezes durante o primeiro arranque ou até enquanto o jogo já está a correr, o que causa os famosos stutters e engasgos.

Como funciona a pré-compilação de shaders
Com a tecnologia ASD, os shaders chegam já pré-compilados ao PC do jogador, prontos a ser usados pela GPU sem qualquer trabalho extra. É como receber uma refeição já confecionada em vez de ter de cozinhar: economizas tempo, não há surpresas a meio, e tudo funciona de imediato.
Até agora, só quem tinha placas AMD RDNA conseguia aproveitar isto no Windows 11. A partir de outubro, quem tem uma NVIDIA RTX ou um processador Intel Arc ou Core Ultra também vai beneficiar da mesma experiência o que cobre a esmagadora maioria das configurações gaming vendidas na Europa nos últimos anos.

Impacto prático para quem joga em Portugal
Para os jogadores portugueses e europeus, isto representa uma melhoria real na experiência de usar o PC para jogar. Não se trata apenas de poupar tempo no primeiro arranque: a compilação de shaders a meio do jogo é também responsável por muitos dos engasgos e quebras de framerate que aparecem de repente, mesmo em máquinas potentes. Com os shaders já prontos, a fluidez melhora de forma consistente.
A expansão do Advanced Shader Delivery para NVIDIA e Intel também coloca o Windows 11 num patamar mais competitivo face a outras plataformas. Consolas como a PlayStation 5 já fazem este tipo de otimização há anos, e agora o PC está finalmente a apanhar o comboio pelo menos para quem usa o sistema operativo da Microsoft e mantém tudo atualizado.
O que esperar nos próximos meses
A implementação ao longo de outubro sugere que a Microsoft vai fazer o rollout de forma gradual, provavelmente através de atualizações automáticas do Windows Update. Quem tem uma GPU NVIDIA RTX ou um chip Intel Arc/Core Ultra deve começar a reparar na diferença sem ter de fazer nada de especial basta manter o sistema atualizado e, idealmente, os drivers gráficos também na versão mais recente.
Para já, não há indicações de que outras marcas ou arquiteturas mais antigas venham a receber suporte, mas a tendência é clara: o Windows 11 está a investir em tornar a experiência gaming mais fluida e menos penosa, especialmente nos momentos de arranque onde a frustração costuma ser maior. Resta saber se os developers vão adotar esta tecnologia de forma generalizada ou se vai ficar limitada aos títulos mais recentes.



