
Xiaomi 18 Pro vai ser um monstro, mas e o preço?
O Xiaomi 18 Pro promete ser um monstro de hardware, mas o preço pode ser decisivo. Será capaz de rivalizar com o iPhone 18 Pro Max e Galaxy S26 Ultra?
A Xiaomi parece estar a preparar um verdadeiro monstro para o mercado Android. O Xiaomi 18 Pro chega com processador de 2 nm, câmaras Leica com dois sensores de 200 MP, ecrã com margens de apenas 0,99 mm e uma bateria de 7.000 mAh. O 18 Pro Max vai ainda mais longe, com uns impressionantes 8.500 mAh.
No papel, é difícil olhar para esta ficha técnica e não ficar impressionado.
Mas existe uma pergunta que começa a ganhar cada vez mais importância: quanto vai custar?
E aqui a conversa pode ficar bastante mais interessante, porque a Xiaomi já confirmou que a nova geração será mais cara do que a anterior.
O Xiaomi 18 Pro vai ficar mais caro
Durante algum tempo, a Xiaomi conseguiu construir uma reputação precisamente por oferecer características de topo por preços inferiores aos dos principais concorrentes.
Mas essa estratégia está a ficar mais difícil de manter.
Lu Weibing, presidente da Xiaomi, já reconheceu que o Xiaomi 18 Pro terá um preço superior ao da geração anterior. O Xiaomi 17 Pro arrancou nos 5.699 yuans na China, enquanto algumas previsões apontam para um valor na ordem dos 5.499 a 6.000 yuans para o novo modelo, dependendo da configuração e do posicionamento final.
A subida não acontece por acaso.
Os custos de memória RAM e armazenamento dispararam ao longo de 2026, pressionados também pela enorme procura de componentes para infraestruturas de inteligência artificial. A TrendForce já alertava para aumentos consecutivos nos preços de memória e para a dificuldade crescente das fabricantes em absorver esses custos.
Ou seja, o Xiaomi 18 Pro não será apenas mais caro porque a Xiaomi decidiu aumentar a margem.
Os componentes estão realmente mais caros.

Mas será que o aumento compensa?
É aqui que a Xiaomi tem uma carta interessante para jogar.
A empresa não está simplesmente a aumentar o preço mantendo praticamente o mesmo hardware.
O Xiaomi 18 Pro deverá estrear uma plataforma de 2 nm, terá uma bateria de 7.000 mAh e um sistema fotográfico Leica com dois sensores de 200 MP. O Pro Max eleva a capacidade da bateria para uns enormes 8.500 mAh.
A própria Xiaomi apresenta esta geração como uma grande renovação da linha.
E há uma diferença importante entre aumentar o preço de um smartphone e aumentar o preço de um smartphone que também sobe claramente de patamar tecnológico.
Se a experiência real corresponder à ficha técnica, a discussão deixa de ser simplesmente “o Xiaomi ficou caro” e passa a ser “o Xiaomi entrou no território dos verdadeiros ultra-premium”.

E aqui aparece o iPhone 18 Pro Max
É precisamente neste ponto que a Xiaomi terá de jogar as suas cartas.
O iPhone 18 Pro Max começa nos 1.639 € em Portugal, com 256 GB de armazenamento, e traz o novo A20 Pro, câmaras renovadas, abertura variável e melhorias significativas na autonomia.
Isto significa que, se o Xiaomi 18 Pro Max chegar à Europa próximo dos 1.500 ou 1.600 euros, já não estará a competir apenas com outros Android.
Estará directamente a disputar o dinheiro de quem olha para um iPhone.
E aí a questão deixa de ser exclusivamente hardware.
Apple tem uma enorme vantagem no ecossistema, no suporte de software, no valor de revenda e na integração entre dispositivos. A Xiaomi terá de provar que consegue oferecer uma experiência suficientemente completa para justificar a alternativa.

E o Galaxy S26 Ultra?
O outro adversário inevitável é o Samsung Galaxy S26 Ultra.
Em Portugal, a Samsung coloca actualmente o modelo de 256 GB nos 1.499,90 euros.
E o S26 Ultra não é propriamente um smartphone fácil de enfrentar. Tem um ecrã de 6,9 polegadas, S Pen, câmara principal de 200 MP, duas teleobjetivas, Snapdragon 8 Elite Gen 5 for Galaxy e uma forte integração com o Galaxy AI.
Mas há algo curioso.
O Xiaomi 18 Pro poderá chegar com uma bateria de 7.000 mAh, enquanto o Samsung mantém os 5.000 mAh.
E o Xiaomi 18 Pro Max, com 8.500 mAh, praticamente joga noutro campeonato quando falamos de capacidade.
Também no sistema fotográfico a Xiaomi parece querer atacar directamente a Samsung, utilizando dois sensores de 200 MP e a colaboração com a Leica.
Isto não significa automaticamente que será melhor. Significa que, pela primeira vez, a comparação poderá ser feita em condições bastante mais equilibradas no que diz respeito à ficha técnica.
O problema é que Xiaomi já não pode jogar apenas pelo preço
Esta talvez seja a maior mudança.
Durante anos, a Xiaomi conseguiu convencer muitos consumidores com uma fórmula relativamente simples: dar mais hardware pelo mesmo dinheiro.
Com o Xiaomi 18 Pro, essa estratégia poderá já não ser suficiente.
Se o preço europeu se aproximar demasiado dos 1.500 euros, o consumidor começa inevitavelmente a perguntar por que razão deverá escolher Xiaomi em vez de Samsung ou Apple.
E essa é uma pergunta muito mais difícil.
A Xiaomi terá de vender não apenas megapíxeis, gigabytes ou miliamperes-hora, mas uma experiência completa.

Quanto poderá custar em Portugal?
Ainda não existe preço oficial europeu para o Xiaomi 18 Pro ou 18 Pro Max, e por isso qualquer valor nesta fase deve ser encarado como uma estimativa.
Mas há razões para esperar uma subida significativa face à geração anterior.
Se a Xiaomi conseguir manter o 18 Pro abaixo dos 1.300 euros na Europa, poderá criar uma diferença interessante face ao Galaxy S26 Ultra e ao iPhone 18 Pro Max.
Se começar a aproximar-se dos 1.500 euros, a competição muda completamente.
E se o 18 Pro Max entrar na zona dos 1.600 euros ou mais, passa a estar literalmente frente a frente com o iPhone 18 Pro Max.
Nesse cenário, já não basta dizer que tem 8.500 mAh ou duas câmaras de 200 MP.
Será capaz de rivalizar com os melhores?
É precisamente isso que torna o Xiaomi 18 Pro tão interessante.
A ficha técnica sugere que a Xiaomi quer jogar no mesmo campeonato do Galaxy S26 Ultra e do iPhone 18 Pro Max. O processador de 2 nm, as câmaras Leica de 200 MP, os novos ecrãs e as baterias gigantes mostram uma ambição que vai muito além de oferecer uma alternativa barata.
Mas rivalizar não significa necessariamente ganhar.
A Xiaomi terá de provar a qualidade das câmaras, a eficiência real do novo processador, a autonomia em utilização diária, a qualidade do software e, sobretudo, justificar o preço.
Porque se conseguir entregar tudo isto por menos dinheiro, terá uma proposta muito interessante.
Mas se chegar aos mesmos preços de Samsung e Apple, a pergunta será outra:
será que a Xiaomi já tem argumentos suficientes para convencer alguém a trocar um iPhone 18 Pro Max ou um Galaxy S26 Ultra por um Xiaomi 18 Pro?
É essa resposta, mais do que os 8.500 mAh ou os 200 MP, que poderá definir o verdadeiro sucesso desta nova geração.



