A Xiaomi parece estar a preparar uma das maiores mudanças visuais e técnicas dos últimos anos com a futura HyperOS 4. As novas fugas de informação apontam para uma atualização profundamente diferente daquilo que temos atualmente, tanto em design como na própria estrutura do sistema operativo.
E sinceramente, há aqui detalhes bastante interessantes.
Segundo o conhecido leaker Digital Chat Station, a HyperOS 4 deverá apostar num novo visual “Liquid Glass”, um conceito que mistura transparências, profundidade e animações mais fluidas. A ideia faz lembrar aquilo que a Apple começou a introduzir no iOS 26, mas tudo indica que a Xiaomi quer criar uma identidade própria em vez de simplesmente copiar a tendência.
O lançamento deverá acontecer no terceiro trimestre de 2026, juntamente com a futura série Xiaomi 18.

Xiaomi quer abandonar de vez o passado da MIUI
Uma das informações mais relevantes deste leak é que a HyperOS 4 poderá ser a primeira versão “zero legacy” da Xiaomi. Ou seja, sem qualquer componente antigo herdado da MIUI.
Nos últimos anos, a Xiaomi foi acumulando camadas e mais camadas de código sobre a antiga MIUI, algo que inevitavelmente trouxe problemas de otimização, inconsistências visuais e desempenho irregular em alguns equipamentos intermédios.
Agora, a marca parece finalmente pronta para cortar completamente com esse passado.
Segundo as informações partilhadas, várias aplicações do sistema serão reescritas em Rust, uma linguagem que tem vindo a ganhar enorme popularidade por oferecer melhor segurança, maior modularidade e menos vulnerabilidades críticas.
Na prática, isto pode traduzir-se em atualizações mais rápidas, melhor estabilidade e menos problemas de segurança a longo prazo.
Flutter também pode chegar às apps do sistema
Outro detalhe curioso é a possível adoção do Flutter para várias aplicações do sistema.
O objetivo será tornar as animações mais consistentes em toda a interface e melhorar a fluidez geral do sistema operativo. E honestamente, faz sentido. Uma das críticas recorrentes às versões anteriores da MIUI e mesmo às primeiras versões da HyperOS era precisamente a falta de uniformidade visual entre menus, apps e transições.
Se a Xiaomi conseguir alinhar toda a interface numa experiência mais consistente, pode finalmente aproximar-se da sensação premium que marcas como a Apple ou a Samsung já conseguem oferecer há algum tempo.

Leica pode influenciar todo o visual do sistema
Mas talvez o detalhe mais inesperado desta fuga de informação esteja na parceria com a Leica Camera.
Segundo outro leaker conhecido como Smart Pikachu, a HyperOS 4 poderá incluir um sistema visual inspirado diretamente na filosofia estética da Leica. Isso inclui ícones temáticos, efeitos de luz e sombra inspirados nas objetivas da marca alemã e até novos sons do sistema.
A colaboração entre Xiaomi e Leica já tem sido bastante importante na área da fotografia móvel, especialmente no processamento de imagem e ciência de cor. Mas agora parece que essa influência poderá expandir-se para toda a experiência visual do sistema operativo.
E sinceramente, isto até pode ser uma jogada inteligente da Xiaomi. Enquanto muitas interfaces Android acabam por parecer demasiado genéricas, uma identidade visual inspirada numa marca histórica da fotografia pode ajudar a criar algo realmente diferenciador.
HyperOS 3.3 será apenas uma fase intermédia
As fugas de informação indicam ainda que a atual HyperOS 3.3, que já está em testes beta em alguns equipamentos como o Xiaomi 17 Ultra e o 15T Pro, servirá apenas como base técnica para o Android 17.
Ou seja, não deverá trazer grandes mudanças visuais nem novas funcionalidades importantes.
A verdadeira revolução ficará guardada para a HyperOS 4.
Curiosamente, o timing destes leaks também não parece coincidência. A Google deverá revelar oficialmente o Android 17 durante o Google I/O de 12 de maio, e tudo aponta para que a própria Google também siga uma abordagem visual semelhante baseada em transparências e profundidade.
No fundo, 2026 pode acabar por marcar uma mudança enorme no design dos sistemas móveis. E a Xiaomi parece querer estar na linha da frente dessa transformação.




