A Xiaomi abriu o programa de testes para o HyperOS 4 e acabou por revelar mais do que esperava. Entre as demonstrações da nova interface, a fabricante deixou escapar o que parece ser um smartphone dobrável de formato largo, ainda não anunciado oficialmente. A primeira versão beta já está disponível para uma dezena de modelos recentes da marca.
O que torna este lançamento particularmente interessante para quem segue o mercado de dobráveis é a configuração do ecrã interior. O dispositivo mostrado pela Xiaomi nas demonstrações do sistema apresenta um formato visivelmente mais largo do que os dobráveis tradicionais, sugerindo uma aposta em produtividade e multitarefa.
Quem já pode testar o novo sistema
O programa beta do HyperOS 4 está aberto para dez dispositivos da Xiaomi e Redmi. Os smartphones elegíveis incluem toda a série Xiaomi 17 desde o modelo base até ao 17 Ultra Leica Edition , passando pelo 17 Pro e 17 Pro Max. Do lado Redmi, entram na lista o K90, o K90 Pro Max e a Champion Edition deste último. Os tablets Xiaomi Pad 8 e Pad 8 Pro também fazem parte da primeira vaga de testes.
Esta distribuição inicial reflete o padrão da Xiaomi de começar pelos topo de gama mais recentes antes de alargar a atualização a outros modelos. Quem tem um destes aparelhos pode candidatar-se ao programa através da aplicação de sistema, embora as betas costumem ter vagas limitadas.

Desempenho e gestão de recursos no centro
A Xiaomi concentrou os esforços de desenvolvimento em duas áreas principais: tornar o sistema mais fluido no dia a dia e adicionar funcionalidades de inteligência artificial que sejam úteis na prática. A arquitetura HyperCore recebeu dois componentes novos cálculo de carga e pré-carregamento de memória pensados para gerir os recursos do processador e da RAM de forma mais eficiente.
O que isto significa para quem usa o telemóvel todos os dias? As aplicações mais frequentes devem abrir mais depressa, e as animações entre menus ganham mais fluidez. A Xiaomi criou também um novo ambiente de execução para aplicações, com otimizações aplicadas tanto ao núcleo do sistema como a algumas apps específicas, especialmente as que estão no ecrã principal e as que usamos com mais frequência.
Assistente com modelo de linguagem próprio
A vertente de inteligência artificial do HyperOS 4 ganha corpo com a Super XiaoAi 2.0, que agora integra o modelo de linguagem Xiaomi MiMo desenvolvido pela própria marca. A assistente ficou mais capaz a planear tarefas complexas e a gerar diferentes tipos de conteúdo, com otimizações pensadas para cenários que envolvem vários dispositivos e aplicações em simultâneo.
Isto é particularmente relevante para quem usa o ecossistema Xiaomi com vários aparelhos ligados o telemóvel, o tablet, talvez uns auriculares ou uma smart band. A assistente consegue agora coordenar ações entre dispositivos de forma mais inteligente, embora reste saber até que ponto estas melhorias funcionam bem em português europeu, algo que a Xiaomi nem sempre prioriza nas primeiras versões.

O dobrável que a Xiaomi ainda não confirmou
Voltando ao elefante na sala: o dobrável de ecrã largo que apareceu nas imagens de demonstração do HyperOS 4 ainda não tem nome, especificações ou data de apresentação. A Xiaomi limitou-se a mostrar como a interface se adapta a diferentes formatos de ecrã, e este dispositivo entrou na galeria sem grande alarde.
O formato largo sugere um uso mais próximo de um pequeno tablet quando aberto, ideal para ter duas aplicações lado a lado ou para consumir conteúdo multimédia. A Xiaomi tem experiência em dobráveis o Mix Fold já vai em várias gerações na China mas este parece seguir uma filosofia diferente da maioria dos concorrentes, que têm apostado em ecrãs mais próximos do quadrado ou ligeiramente alongados.
Por agora, quem quiser experimentar o HyperOS 4 terá de ter um dos modelos da lista de beta e aceitar os riscos habituais de software em desenvolvimento. A versão final deve chegar nos próximos meses, provavelmente já com o dobrável misterioso oficialmente apresentado.
Via: GizmoChina




