A Xiaomi acaba de renovar a sua proposta mais acessível para streaming com o novo Xiaomi TV Stick HD 2nd Gen. E a estratégia é clara desde o primeiro momento: melhorar o essencial sem mexer demasiado no preço.
Mas como costuma acontecer neste segmento, há compromissos.
Um design mais moderno… com escolhas antigas
Visualmente, há evolução. O novo modelo aproxima-se mais do design do TV Stick 4K, com linhas mais suaves e um aspeto mais atual, o que acaba por lhe dar um ar mais alinhado com o resto do ecossistema Xiaomi.
Ainda assim, nem tudo acompanhou essa modernização.
A presença de uma porta micro-USB para alimentação continua a saber a passado. Num mercado onde o USB-C já é praticamente standard, esta escolha acaba por destoar e levanta algumas dúvidas, especialmente em 2026.
Também não há grandes novidades no que toca à expansão de armazenamento. Não existe slot para microSD e o suporte a USB-OTG continua incerto, o que limita bastante a flexibilidade do equipamento para utilizadores mais exigentes.

Pensado para Full HD, e não há problema nisso
O Xiaomi TV Stick HD 2nd Gen não tenta ser aquilo que não é. Este dispositivo foi claramente pensado para televisões Full HD, com suporte até 1080p a 60fps.
E isso faz sentido.
Nem toda a gente precisa de 4K, especialmente quem tem planos de streaming mais básicos ou televisões mais antigas. Neste cenário, este stick encaixa perfeitamente como uma solução simples e acessível.
O sistema operativo é o Google TV, o que garante uma experiência familiar e bastante completa logo à saída da caixa, com apps como Netflix, Prime Video e YouTube prontas a usar. O comando inclui botões dedicados para acesso rápido, o que facilita bastante o uso no dia a dia.
Mais rápido, mas com limitações conhecidas
Uma das melhorias mais relevantes está no desempenho. O novo modelo chega com um processador quad-core Cortex-A55 e GPU Mali-G31 MP2, que segundo a Xiaomi oferece um aumento de cerca de 38% face à geração anterior.
Na prática, isto deve traduzir-se numa navegação mais fluida e tempos de resposta mais rápidos.
O problema é que a memória não acompanhou essa evolução.
Continuamos com 1GB de RAM e 8GB de armazenamento interno, valores que já começam a ficar apertados para aplicações mais modernas. Para utilização básica, chega. Mas não há grande margem para muito mais.
HDR10+ e AV1 fazem a diferença
Apesar de ser um dispositivo focado no básico, há aqui alguns extras interessantes. O suporte para HDR10+ está presente, o que permite melhorar a qualidade de imagem em conteúdos compatíveis, desde que a televisão também suporte este formato.
Mas o verdadeiro destaque pode estar no suporte para AV1.
Este codec mais recente permite streaming mais eficiente, com melhor qualidade e menor consumo de dados, algo cada vez mais relevante nas plataformas atuais.

Áudio competente e conectividade suficiente
No áudio, o suporte para DTS:X e Dolby Audio garante compatibilidade com sistemas mais completos, embora, mais uma vez, dependa do equipamento ligado.
Em termos de conectividade, temos Wi-Fi 5 e Bluetooth 5.0, o suficiente para este tipo de produto. O comando inclui ainda suporte IR, permitindo controlar funções básicas da televisão, como ligar e desligar.
Um upgrade sólido… mas conservador
O Xiaomi TV Stick HD 2nd Gen não vem reinventar nada. É uma evolução natural, com melhorias no desempenho e alguns extras relevantes como HDR10+ e AV1.
Mas também mantém limitações claras, especialmente na memória e nas opções de conectividade.
No fundo, é um produto que cumpre bem aquilo a que se propõe: streaming simples, acessível e sem complicações. Agora falta perceber o preço, que será decisivo para perceber se continua a ser uma das melhores opções neste segmento.




