Xiaomi XRING O3: o novo chip da marca promete mais velocidade e um design repensado

O Xiaomi XRING O3 surge com um novo design de CPU de três clusters e frequências mais altas. Pode estrear no Xiaomi 17 Fold.

A Xiaomi está a preparar a próxima geração do seu chip próprio. Chama-se XRING O3 e os primeiros detalhes técnicos surgiram através de uma análise à base de dados Mi Code, feita pelo site Ximitime — a mesma fonte que já tinha revelado informação antecipada sobre o Xiaomi 17 Fold.

O chip está em desenvolvimento sob o nome de código “lhasa” e deverá estrear precisamente nesse modelo, identificado internamente como Q18. O dispositivo também já apareceu em listagens de bases de dados IMEI.

De quatro para três clusters

O XRING O1, o chip actual da Xiaomi, usa uma arquitectura de quatro clusters e dez núcleos. O O3 simplifica esse esquema de forma deliberada.

Segundo a fuga de informação, o novo chip abandona o cluster extra de núcleos “big” e adopta um design octa-core com três tipos de núcleos: Prime, Titanium e Little. Uma estrutura mais limpa, que a Xiaomi parece estar a afinar para equilibrar melhor desempenho e eficiência energética.

A configuração exacta ainda não está confirmada — as hipóteses em cima da mesa são 1+3+4 ou 1+2+5.

Frequências que impressionam

O núcleo Prime poderá ultrapassar os 4GHz, chegando aos 4,05GHz. Os núcleos Titanium, orientados para tarefas de alto desempenho, deverão correr a 3,42GHz.

O dado mais surpreendente está nos núcleos Little. Tipicamente os mais modestos da hierarquia, desenhados para gerir tarefas leves com o mínimo de consumo, surgem aqui com uma frequência de 3,02GHz. No XRING O1, esses mesmos núcleos corriam a 1,79GHz. É um salto de quase 70% — e muda bastante a forma como o chip gere processos em segundo plano.

GPU e memória

Na parte gráfica, a GPU deverá aproximar-se dos 1,5GHz, face aos cerca de 1,2GHz da geração anterior. Um ganho relevante para quem usa o dispositivo para jogos ou tarefas com maior exigência visual.

As velocidades de memória ficam aparentemente inalteradas nos 9600 MT/s — uma área onde a Xiaomi poderá ainda ter margem para evoluir em futuras iterações.

Pensado para dobráveis

A Xiaomi aponta estas melhorias sobretudo para cenários de multitasking em ecrãs dobráveis, onde várias aplicações correm em simultâneo e a gestão eficiente de processos em segundo plano é crítica para uma experiência fluida.

Faz todo o sentido: o 17 Fold é precisamente o tipo de dispositivo onde um chip mais equilibrado entre performance bruta e eficiência faz toda a diferença no dia a dia.

Data de lançamento do Xiaomi 17 Fold ainda sem confirmação oficial.

 

Bruno Xarope
Bruno Xarope

Bruno Xarope escreve sobre tecnologia, smartphones, mobilidade elétrica e inovação no CtrlShift.pt. Acompanha diariamente as novidades do setor e testa regularmente novos equipamentos, partilhando análises, opiniões e primeiras impressões.

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