A Xiaomi está prestes a lançar o seu chip de nova geração, o Xring O3, e os primeiros testes já começam a circular online. O processador vai equipar o Xiaomi 18 Fold e o Xiaomi Pad 9 Pro Max, sendo que este último identificado como modelo M367FC já passou pelo Geekbench e deixou números que chamam a atenção de quem segue de perto o mercado de chips móveis.
Resultados que prometem competir com o topo de gama
Os testes mais recentes mostram o tablet da Xiaomi a atingir 14.319 pontos em multi-core, com outro registo a marcar 14.153 pontos. Quanto ao desempenho single-core, os valores oscilam entre 3.474 e 3.710 pontos, dependendo da entrada no Geekbench. Estes números dão uma primeira ideia do potencial do Xring O3 antes de chegar oficialmente ao mercado europeu, onde a procura por dispositivos de alto desempenho tem crescido.
A configuração do processador assenta em 10 núcleos: quatro deles a funcionar a 3,15 GHz, outros quatro a 3,69 GHz, e dois núcleos de alta performance que chegam aos 4,36 GHz. A parte gráfica fica a cargo de uma GPU Mali-G2-Ultra-NX com 16 núcleos, uma solução que a Xiaomi espera que consiga responder às necessidades de quem usa tablets para tarefas mais exigentes, desde edição de vídeo a jogos pesados.

Melhorias geracionais e processo de fabrico a 3nm
A fabricante chinesa garante ganhos consideráveis em relação à geração anterior. Segundo a própria Xiaomi, o CPU do Xring O3 oferece até 60% mais desempenho, enquanto a GPU regista uma melhoria de 85% na performance e um aumento de 64% na eficiência energética. São valores que, a confirmarem-se no uso diário, podem fazer diferença para quem precisa de autonomia sem comprometer a potência.
Ao contrário dos chips topo de gama que a Qualcomm e a MediaTek estão a preparar com processo de fabrico a 2nm, o Xring O3 mantém-se nos 3nm. No entanto, a Xiaomi destaca que este é o primeiro processador móvel a suportar memória LPDDR6. Os dois dispositivos que vão estrear o chip deverão trazer 16 GB de LPDDR6 da CXMT, com velocidades até 12.800 Mbps e largura de banda que pode chegar aos 113,8 GB/s números que fazem sentido para quem trabalha com multitarefa intensa ou aplicações que consomem muita memória.

Inteligência artificial e pontuação recorde no AnTuTu
A componente de IA também merece destaque. O Xring O3 entrega 200 TOPS de performance em tarefas tensor e 3,13 TFLOPS em operações vetoriais, com a Xiaomi a apontar um aumento de 45% no desempenho da NPU face à geração anterior. Este tipo de capacidade é cada vez mais relevante para funcionalidades como tradução em tempo real, edição fotográfica assistida por IA ou otimização automática de bateria.
A marca chinesa ainda revela que o chip alcançou 5,22 milhões de pontos no AnTuTu, o que pode transformá-lo no primeiro processador móvel a ultrapassar a barreira dos cinco milhões. Para o mercado europeu, onde consumidores exigem cada vez mais transparência em benchmarks e testes independentes, estes valores vão certamente ser escrutinados assim que os primeiros dispositivos chegarem às lojas.
O que esperar para Portugal e Europa
Embora ainda não haja datas oficiais de lançamento para o mercado europeu, a Xiaomi tem vindo a reforçar a sua presença em Portugal e noutros países da União Europeia com dispositivos de várias gamas de preço. A aposta num chip próprio de alto desempenho pode representar uma alternativa interessante aos processadores Snapdragon e Dimensity que dominam o segmento premium, especialmente se os preços finais dos equipamentos conseguirem manter-se competitivos.
Com o Xiaomi 18 Fold e o Pad 9 Pro Max a caminho, resta saber como é que o Xring O3 se vai comportar em testes independentes realizados na Europa e se os ganhos prometidos pela fabricante se confirmam no dia a dia de quem compra estes dispositivos por cá.
Via: GizmoChina




