Huawei está de volta… e já quase recupera receitas de 2020!

Huawei cresce em 2025 com 880,9 mil milhões de yuan e aproxima-se do recorde de 2020, impulsionada pelos smartphones 5G.

A Huawei pode não ter feito um regresso explosivo, mas há sinais claros de recuperação. O relatório financeiro de 2025 mostra uma empresa mais estável, mais confiante e, acima de tudo, cada vez mais próxima dos números que tinha antes das restrições que afetaram o negócio.

E há um detalhe importante.

Não estamos a falar de crescimento agressivo, mas sim de consistência. E neste momento, isso vale muito.

880,9 mil milhões de yuan: um passo firme na direção certa

A Huawei fechou 2025 com receitas de 880,9 mil milhões de yuan, o equivalente a cerca de 126 mil milhões de dólares. Isto representa um crescimento de 2,2% face a 2024, o que pode parecer modesto à primeira vista, mas ganha outro peso quando olhamos para o contexto dos últimos anos.

Mais interessante ainda é o facto de a empresa estar agora muito próxima do seu recorde histórico de 2020, que foi de 891 mil milhões de yuan.

Ou seja, está praticamente lá.

A margem de lucro situou-se nos 8,6%, o que mostra uma operação mais equilibrada e sustentável, algo que a Huawei claramente precisava depois de um período mais turbulento.

Huawei está de volta… e já quase recupera receitas de 2020!

Smartphones voltam a ter peso… com ajuda do 5G

Um dos fatores que mais contribuiu para esta recuperação foi o regresso dos smartphones com 5G, impulsionado pelos chipsets Kirin.

A divisão de consumo gerou 344,5 mil milhões de yuan, um crescimento de 1,6% face ao ano anterior. Não é um salto gigante, mas é um sinal claro de que a marca está novamente a ganhar tração neste segmento.

Durante o lançamento da linha Huawei Enjoy 90, a empresa chegou mesmo a afirmar, por mais do que uma vez, que fez um “regresso completo” ao mercado de smartphones.

Pode soar ambicioso, mas há alguma verdade nisso.

Kirin e HarmonyOS voltam a ser peças-chave

A Huawei voltou a apostar forte naquilo que a distingue.

Os novos equipamentos com chips Kirin, como o Kirin 8000 e o mais recente Kirin 9030 Pro, mostram que a empresa conseguiu recuperar capacidade interna de desenvolvimento, algo que parecia muito difícil há poucos anos.

A isto junta-se o HarmonyOS 6.0, que continua a evoluir e a reforçar o ecossistema da marca.

Segundo Richard Yu, os novos equipamentos são prova de que a Huawei voltou a ter força no mercado de consumo. E olhando para os números, começa a ser difícil ignorar essa narrativa.

Investigação continua a ser prioridade

Outro ponto que merece destaque é o investimento em investigação e desenvolvimento.

A Huawei aplicou 192,3 mil milhões de yuan em I&D, o que representa cerca de 21,8% da receita total. Isto mostra claramente onde está o foco da empresa: inovação e independência tecnológica.

Depois de tudo o que aconteceu nos últimos anos, esta aposta não é surpreendente. É praticamente obrigatória.

Um regresso com cautela… mas com ambição

A Meng Wanzhou, atual presidente rotativa da empresa, resumiu bem o momento da Huawei ao dizer que a divisão de consumo conseguiu ultrapassar desafios significativos, mas que o futuro continua incerto.

E é exatamente isso que se sente.

A Huawei está de volta, mas não está a correr riscos desnecessários. Está a crescer de forma controlada, a reconstruir a sua posição e a preparar o terreno para o futuro.

Huawei está de volta… e já quase recupera receitas de 2020!

Expansão global volta a entrar nos planos

Outro sinal importante é o regresso ao mercado global.

O lançamento do Huawei Mate 80 Pro com o novo chip Kirin 9030 Pro fora da China mostra que a empresa quer voltar a competir a nível internacional.

E os primeiros sinais são positivos, com vendas fortes no mercado chinês e uma receção interessante fora dele.

Ainda não está ao nível de outros tempos, mas o movimento já começou.

Conclusão: a Huawei está a reconstruir… e já quase chegou lá

A Huawei pode não estar a crescer de forma explosiva, mas está claramente a recuperar terreno.

Os números mostram uma empresa mais estável, os smartphones voltaram a ganhar relevância e o investimento em tecnologia continua elevado. Tudo isto aponta para um regresso sólido, mesmo que feito com alguma cautela.

E olhando para a proximidade com o recorde de 2020, fica a sensação de que a Huawei está mesmo a um pequeno passo de completar este ciclo de recuperação.

Agora a grande questão é simples: será que 2026 é o ano em que volta ao topo?

Bruno Xarope
Bruno Xarope

Bruno Xarope escreve sobre tecnologia, smartphones, mobilidade elétrica e inovação no CtrlShift.pt. Acompanha diariamente as novidades do setor e testa regularmente novos equipamentos, partilhando análises, opiniões e primeiras impressões.

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