
Incrível! O A20 Pro do iPhone 18 Pro bateu o M5 Max no Geekbench 7
O novo chip A20 Pro da Apple alcançou o melhor resultado de sempre em single-core no Geekbench 7, superando até o M5 Max dos MacBook Pro topo de gama.
O A20 Pro acaba de estabelecer uma nova referência em desempenho de processador móvel. Equipado nos iPhone 18 Pro e no novo iPhone Duo dobrável, este chip conseguiu a melhor pontuação de sempre em single-core no Geekbench 7, deixando para trás até processadores de computador topo de gama da mesma marca, tal como reportado aqui.
Resultados que surpreendem pela margem
Num teste que apareceu recentemente na base de dados do Geekbench 7, um aparelho identificado como iPhone 19,3 muito provavelmente o iPhone 18 Pro Max alcançou 4042 pontos em single-core. Para pôr isto em perspetiva: o M5 Max que equipa o MacBook Pro de 16 polegadas, um processador desenhado para portáteis profissionais, fica-se pelos 3785 pontos no mesmo teste.
A diferença pode parecer técnica, mas traduz-se em algo prático: em tarefas que dependem de um único núcleo a funcionar ao máximo abertura de apps, resposta instantânea do sistema, processamento rápido de fotografia computacional este chip de smartphone está agora a bater processadores de máquinas bem mais volumosas e caras.

Multi-core revela as limitações esperadas
Claro que a história muda quando olhamos para o teste multi-core. O A20 Pro, com os seus 6 núcleos, regista 11 691 pontos um resultado excelente para um smartphone, sem dúvida, mas que não chega aos calcanhares do M5 Max. Com 18 núcleos à disposição, o processador do MacBook Pro domina completamente esta parte do teste.
A razão é simples: quanto mais núcleos, melhor o desempenho em tarefas que conseguem distribuir carga por vários deles ao mesmo tempo. Exportar vídeo em 4K, renderizar modelos 3D ou compilar código são cenários onde os 18 núcleos do M5 Max fazem toda a diferença face aos 6 do A20 Pro.

Um padrão que se repete ano após ano
Esta dinâmica não é novidade. Já o A19 Pro, lançado há um ano, tinha superado o M4 em single-core e quase empatado com o M4 Max nesse mesmo teste. O que a Apple tem conseguido fazer é espremer cada vez mais desempenho instantâneo de chips pequenos, pensados para funcionarem dentro das restrições térmicas e de bateria de um smartphone.
Mas há que ser claro sobre o contexto: esta vantagem em pico de desempenho dura apenas alguns segundos. Assim que o chip aquece e precisa de gerir a temperatura num corpo fino de metal e vidro, o desempenho baixa. Num MacBook Pro, com dissipação ativa e muito mais espaço para gerir calor, o M5 Max mantém o ritmo durante horas a fio.

E o GPU fica onde?
Outra área onde os chips de portátil mantêm vantagem clara é o processamento gráfico. A Apple não divulgou ainda resultados oficiais de GPU para o A20 Pro, mas o histórico mostra que os processadores M, com mais núcleos gráficos e melhor gestão térmica, dominam completamente em jogos exigentes, edição de vídeo com múltiplas camadas e qualquer tarefa que peça rendering prolongado.
O A20 Pro vai certamente impressionar em demos rápidas e em cenários de uso típico de smartphone, mas não foi desenhado para competir com um M5 Max em sessões longas de trabalho pesado.
Disponibilidade ainda por confirmar
Apesar de os benchmarks já andarem a circular, nenhum dos aparelhos equipados com o A20 Pro está ainda à venda. A Apple apresentou o iPhone 18 Pro e o iPhone Duo há pouco tempo, mas a chegada às lojas ainda não tem data confirmada para o mercado europeu.
Quando chegarem, estes números do Geekbench 7 vão servir de argumento de marketing poderoso e com razão. Ter o processador móvel mais rápido do mundo em single-core não é mérito pequeno, mesmo que venha com os asteriscos habituais de desempenho sustentado e comparações entre categorias de produto diferentes.



