A Apple está a preparar uma entrada em força no mercado da casa inteligente com um novo hub doméstico equipado com inteligência artificial. O dispositivo, que deverá chegar ao mercado algures entre outubro de 2026 e o início de 2027, segundo informações da Bloomberg, marca uma aposta clara da marca num setor há muito dominado pela Amazon e pela Google.
A movimentação acontece num momento em que a empresa ultrapassou pela primeira vez os 5 biliões de dólares (cerca de 4,6 biliões de euros) de valor de mercado, depois de as ações terem registado uma subida de 1,8% para os 342,89 dólares por ação.
Um ecrã quadrado com tvOS como base
O principal produto desta estratégia será um hub com um ecrã quadrado de 7 polegadas, a funcionar sobre uma plataforma construída a partir do tvOS, mas com elementos visuais retirados do iOS e do watchOS. A ideia passa por criar uma experiência que mistura o melhor de vários sistemas operativos da Apple num único aparelho pensado para a casa.
Entre as funcionalidades confirmadas estão widgets ao estilo desktop, uma grelha de aplicações, chamadas FaceTime, controlo de dispositivos domésticos inteligentes, monitorização de segurança e um sistema de intercomunicador. Tudo isto gerido por uma versão melhorada da Siri, integrada de forma mais profunda do que nos dispositivos atuais.

Reconhecimento facial para experiências personalizadas
O grande diferencial estará na capacidade do hub doméstico Apple de identificar rostos e determinar a posição de cada utilizador em relação ao ecrã. Isto permitirá que o dispositivo apresente automaticamente informação personalizada para cada pessoa da família — eventos de calendário, notas, lembretes e sugestões personalizadas aparecem conforme quem se aproxima do aparelho.
O objetivo é que a experiência se aproxime mais de um assistente pessoal do que de um simples ecrã inteligente. Em vez de mostrar sempre a mesma interface genérica, o hub adapta-se a quem está a usá-lo naquele momento.
Duas versões diferentes no lançamento
A Apple planeia disponibilizar dois modelos distintos do hub doméstico. O primeiro, identificado internamente como J490, terá uma base arredondada inspirada no design do HomePod mini, com o ecrã montado sobre uma estrutura hemisférica. Já o segundo modelo, o J491, foi pensado para instalação mais flexível e deverá incluir suporte para montagem na parede através de um sistema magnético.
Esta dupla abordagem permite à marca cobrir tanto quem prefere um dispositivo sobre uma mesa ou bancada como quem quer uma solução integrada na parede, à semelhança de termostatos ou painéis de controlo tradicionais.
Apple TV e HomePod mini também recebem melhorias
Os produtos já existentes no portefólio de casa inteligente da Apple não ficam esquecidos. A próxima Apple TV, com a designação interna J265, e o HomePod mini atualizado, conhecido como B525, manterão os designs atuais mas receberão processadores novos capazes de suportar as funcionalidades avançadas de Siri baseadas em IA.
Quanto aos preços, espera-se que a Apple TV passe a custar cerca de 183 euros (199 dólares) e o HomePod mini ronde os 119 euros (129 dólares). A atualização dos processadores permitirá que estes aparelhos participem de forma mais ativa no ecossistema doméstico inteligente alimentado por IA que a Apple está a construir.

Planos futuros incluem robótica e câmaras de segurança
A ambição da Apple vai além de um único hub. A empresa estará a desenvolver produtos adicionais para expandir a presença no mercado da casa conectada, incluindo uma câmara de segurança que colocará a marca em competição direta com o ecossistema Ring da Amazon.
Há também referências a projetos de robótica doméstica com ecrãs maiores, sugerindo que a Apple vê o hub de 7 polegadas apenas como o primeiro passo de uma estratégia muito mais alargada.
IA como centro da casa inteligente
Com estes novos dispositivos, a Apple parece estar a fazer uma mudança de estratégia — em vez de apenas suportar acessórios domésticos inteligentes de terceiros, quer criar uma plataforma completa alimentada por inteligência artificial. A combinação de melhorias na Siri, ecrãs personalizados, funcionalidades de segurança e, no futuro, hardware robótico, pretende transformar o hub num elemento central do quotidiano.
Se tudo correr conforme planeado, esta aposta poderá finalmente dar à Apple uma posição mais forte num mercado atualmente dominado pela Amazon e pela Google, estendendo o famoso ecossistema da marca para lá de smartphones, computadores e wearables.
Via: Gizchina




