Se é utilizador do Apple Music em Portugal, prepare-se para pagar mais pela sua subscrição mensal. A gigante de Cupertino decidiu rever os preços do serviço de streaming em vários mercados, incluindo o nosso, e os novos valores já começaram a aparecer para os clientes nacionais. A atualização afeta todas as modalidades disponíveis e está a ser implementada neste momento.
Todos os planos ficaram mais caros
A revisão de preços não poupou ninguém. Quer tenha uma subscrição individual, estudante ou familiar, vai sentir a diferença na carteira. O plano que regista a subida mais acentuada é o Familiar, embora todos os outros também tenham sido ajustados para cima.
Os utilizadores que ainda não receberam a notificação deverão vê-la aparecer no próximo ciclo de faturação. Quem estiver a pensar assinar o serviço agora já encontra os valores atualizados na página oficial portuguesa da plataforma.
Quanto vai pagar pela sua subscrição do Apple Music Portugal
A empresa não divulgou uma tabela comparativa com os valores antigos, mas confirmou que a alteração já está em vigor. Para novos subscritores, os preços surgem de imediato na plataforma online da Apple. Clientes atuais verão a mudança refletida assim que o ciclo de pagamento atual terminar, depois de serem informados pela empresa.
Vale a pena recordar que, apesar da subida no serviço de música, os pacotes do Apple One continuam com os mesmos preços que já praticavam. Estes bundles agrupam vários serviços da marca e mantêm-se inalterados, pelo menos por agora:
- Individual: 16,95 €/mês
- Familiar: 21,95 €/mês
- Premium: 30,95 €/mês
Isto significa que, para quem usa mais do que apenas o Apple Music, o pacote conjunto pode começar a fazer ainda mais sentido do ponto de vista económico.
A justificação da Apple para o aumento
Segundo esclarecimentos prestados à comunicação social internacional, a empresa aponta o dedo aos custos de licenciamento. A Apple explica que as despesas com editoras e detentores de direitos de autor têm vindo a crescer de forma consistente, pressionando todas as plataformas de streaming a reajustar as suas tabelas.
Este é o primeiro ajustamento que o Apple Music sofre desde 2022, ou seja, passaram quatro anos sem mexidas nos valores. A empresa sublinha que este aumento de custos não é exclusivo dela – outras plataformas concorrentes, como o Spotify, também têm vindo a rever as suas subscrições nos últimos tempos.

O contexto do mercado de streaming
O movimento da Apple surge num momento em que a indústria do streaming musical enfrenta pressões financeiras crescentes. Os acordos com editoras discográficas e artistas representam uma fatia substancial das despesas operacionais destas plataformas, e as renegociações desses contratos têm resultado em aumentos significativos.
Para os consumidores portugueses, isto significa que escolher um serviço de música por subscrição deixou de ser apenas uma questão de catálogo e funcionalidades – o preço volta a ser um fator de peso na decisão. Com várias plataformas a subirem as mensalidades, os pacotes combinados como o Apple One podem ganhar terreno junto de quem já usa múltiplos serviços da mesma empresa.
De notar ainda que, embora a página pública da Apple Portugal possa demorar algum tempo a refletir a mudança em todos os servidores, os novos valores já estão a ser cobrados aos utilizadores que renovam as suas subscrições. Se ainda vê os preços antigos no site, é apenas uma questão de tempo até a atualização ficar visível em toda a plataforma.
Para quem pondera manter ou cancelar a subscrição, vale a pena fazer contas e comparar com as alternativas no mercado – mas convém não esquecer que a tendência geral do setor aponta para ajustes semelhantes um pouco por todo o lado.
Fonte: Apple




