O Apple Watch Ultra não muda de cara desde 2022. Quatro anos com o mesmo design — e isso está prestes a mudar.
Segundo um novo relatório da Digitimes, citado por várias publicações internacionais, o Apple Watch Ultra 4 vai chegar com um redesign completo. É a linguagem mais direta que a publicação usou até agora sobre o assunto, depois de no ano passado ter falado apenas num “redesign significativo”.
O problema? Ninguém sabe ainda como vai ficar.
Sem detalhes visuais, mas com grandes promessas
Nenhum detalhe concreto sobre o novo aspecto foi divulgado. Não se sabe se vai ser mais fino, mais compacto ou radicalmente diferente do que conhecemos hoje. O que se sabe é que a Apple parece ter finalmente decidido que quatro anos com o mesmo exterior é tempo suficiente — e que este é o momento certo para agir.
Para ter noção da estagnação: o Ultra 2 chegou em 2023 com um ecrã mais brilhante. O Ultra 3, em 2025, não trouxe alterações visuais — apenas suporte a 5G e conectividade por satélite. O design em titânio de 49mm com o Action Button manteve-se intacto desde o primeiro modelo. Três gerações, zero mudanças externas.

Sensores em foco — e possivelmente pressão arterial
Além do redesign, o mesmo relatório aponta para uma “actualização significativa das funções de detecção”. Outros relatórios anteriores da Digitimes já tinham sugerido que o Ultra 4 poderia duplicar o número de componentes de sensor face ao modelo actual, com os novos sensores dispostos em padrão circular na parte traseira do dispositivo.
O MacRumors avança ainda com mais detalhe: o dispositivo poderá trazer uma nova função de notificação de pressão arterial elevada, que usa o sensor óptico de frequência cardíaca para analisar como os vasos sanguíneos respondem a cada batimento. A funcionalidade estará alegadamente em revisão pela FDA.
Não é claro se isto representa algo completamente novo ou uma versão mais refinada e clinicamente validada da função de hipertensão que a Apple já introduziu com o watchOS 26. De qualquer forma, a aposta nos sensores de saúde parece ser o grande foco desta geração.
Melhor autonomia também no plano
O relatório da Digitimes aponta ainda para melhorias consideráveis na eficiência energética. Com um sistema de sensores optimizado e um chip de nova geração — possivelmente o S11 —, a expectativa é que o Ultra 4 consiga mais horas de utilização sem aumentar o tamanho da bateria nem o volume do dispositivo.
O Ultra 3 já consegue 2 a 3 dias de autonomia numa utilização normal. Se as melhorias se confirmarem, o Ultra 4 pode empurrar esse número ainda mais para a frente, tornando-se uma alternativa ainda mais séria a relógios de desporto como o Garmin Fenix, que continuam a dominar na autonomia de longa duração.

Touch ID também na corrida
Código descoberto numa beta do iOS 26 sugere que a Apple está a experimentar autenticação biométrica por Touch ID no Apple Watch. A implementação poderá surgir no botão lateral, na Digital Crown ou mesmo sob o ecrã. Para quem tira e coloca o relógio várias vezes por dia — especialmente atletas —, seria uma melhoria de conforto considerável face ao PIN actual.
Setembro é a data, e os fornecedores já estão a preparar-se
A Taiwan-Asia Semiconductor (TASC), fornecedor exclusivo de sensores para a linha Ultra, está a antecipar encomendas de grande volume a partir de Julho. Este calendário encaixa perfeitamente com uma apresentação em Setembro, ao lado do iPhone 18 Pro, iPhone 18 Pro Max e do aguardado iPhone Ultra.
Os analistas esperam que o redesign e os novos sensores impulsionem as vendas do Apple Watch Ultra 4 entre 20% a 30% face a 2025. São números ambiciosos — mas se a Apple conseguir entregar um redesign convincente depois de quatro anos de imobilismo, faz todo o sentido.
Ainda faltam meses para Setembro. Mas esta parece ser a actualização que os utilizadores do Ultra estavam à espera desde o primeiro dia.




