
Baterias de aço podem levar smartphones Android aos 10.000 mAh
Fabricantes chineses estarão a testar baterias com revestimento em aço e células empilhadas, uma combinação que pode levar smartphones aos 10.000 mAh.
Os fabricantes de smartphones parecem estar a preparar uma nova corrida à capacidade das baterias. Depois de várias marcas chinesas terem ultrapassado os 7.000 mAh em alguns dos seus equipamentos, uma nova tecnologia poderá permitir dar mais um passo e aproximar os smartphones topo de gama dos 10.000 mAh.
Segundo o conhecido leaker Digital Chat Station, um grande fabricante chinês estará actualmente a testar baterias com revestimento em aço combinadas com uma construção de células empilhadas. A solução junta duas abordagens diferentes para aproveitar melhor o espaço interno e aumentar a capacidade sem obrigar necessariamente a criar smartphones muito mais espessos.
Da estrutura em alumínio às baterias em aço
A utilização de um revestimento metálico na bateria não é propriamente uma novidade. A Apple começou a utilizar uma estrutura em alumínio em torno da bateria do iPhone 16 Pro, procurando dar maior resistência estrutural ao conjunto.
A diferença está agora naquilo que os fabricantes chineses estarão a testar. Em vez do alumínio, a aposta passa pelo aço, combinado com uma construção de células empilhadas. Esta abordagem poderá permitir aproveitar de forma mais eficiente o espaço disponível dentro do smartphone.
As células empilhadas diferem da tradicional construção em formato jelly roll, utilizada em muitas baterias actuais. Em vez de enrolar os diferentes materiais, a estrutura empilhada organiza-os em camadas, permitindo uma utilização mais eficiente do espaço interno e potencialmente uma maior densidade energética.
É precisamente esta combinação que pode abrir a porta a baterias com capacidades muito superiores às que encontramos actualmente na maioria dos smartphones topo de gama.

10.000 mAh pode deixar de parecer impossível
As marcas chinesas já deram passos significativos neste campo graças à utilização de baterias com tecnologia de ânodo de silício carbono. Esta solução tem permitido aumentar a densidade energética sem aumentar proporcionalmente o tamanho físico da bateria.
A combinação desta tecnologia com células empilhadas e um revestimento metálico mais resistente poderá permitir atingir capacidades na ordem dos 9.000 ou até 10.000 mAh em smartphones com dimensões relativamente semelhantes às actuais.
É importante sublinhar que estamos perante testes e rumores, e não perante uma confirmação de que um determinado smartphone vai chegar ao mercado com uma bateria de 10.000 mAh. Ainda assim, a evolução das baterias nos últimos anos mostra que os fabricantes estão claramente a procurar novas formas de aumentar a capacidade sem depender apenas do aumento das dimensões físicas.
Uma bateria desta capacidade num verdadeiro topo de gama seria particularmente interessante, sobretudo porque os fabricantes precisam de encontrar espaço para sistemas de câmaras cada vez maiores, processadores mais potentes, sistemas de refrigeração e outros componentes.

Samsung também prepara baterias maiores
A Samsung também poderá aumentar significativamente a capacidade das baterias dos próximos Galaxy S. Rumores recentes apontam para uma capacidade na ordem dos 5.200 mAh no Galaxy S27 Pro e cerca de 5.700 mAh no Galaxy S27 Ultra.
Se estas informações se confirmarem, representariam uma mudança relevante na estratégia da Samsung, sobretudo no modelo Ultra, que tem mantido capacidades relativamente próximas entre gerações.
A empresa já está também a utilizar tecnologia de silício carbono nos seus smartphones dobráveis, pelo que esta evolução poderá eventualmente chegar a outras gamas.
A corrida às baterias está a mudar
Durante muitos anos, os fabricantes concentraram-se sobretudo em melhorar a eficiência dos processadores e do software para aumentar a autonomia. Agora, a evolução da tecnologia das baterias está a permitir outra abordagem: colocar mais energia no mesmo espaço físico.
A utilização de silício carbono, estruturas metálicas e novas formas de organizar as células pode permitir que os smartphones mantenham dimensões semelhantes enquanto oferecem capacidades que há poucos anos pareciam reservadas a equipamentos muito maiores.
Ainda será necessário perceber como estas tecnologias afectam factores como peso, espessura, custos de produção e segurança. Mas se os testes actualmente em curso derem origem a produtos comerciais, a próxima geração de smartphones chineses poderá trazer uma mudança significativa na autonomia.
E, nesse cenário, baterias de 9.000 ou 10.000 mAh poderão deixar de parecer um conceito exagerado e passar a ser uma característica real dos próximos smartphones topo de gama.



