A Huawei aproveitou a conferência HDC 2026 para partilhar alguns números encorajadores sobre a sua aposta no mercado dos computadores. Segundo Zhu Dongdong, presidente da divisão de Tablets e PCs da Huawei, os equipamentos equipados com HarmonyOS têm superado as expectativas da empresa desde o seu lançamento.
O responsável destacou que o desempenho comercial da nova geração de computadores da marca tem sido melhor do que o inicialmente previsto, com especial destaque para o inovador MateBook Fold.
MateBook Fold é o grande protagonista
De acordo com Zhu Dongdong, o principal responsável por este sucesso é o Huawei MateBook Fold.
O portátil foi apresentado como o primeiro computador dobrável de 18 polegadas do mundo e também como o maior PC alguma vez produzido pela Huawei. A empresa acredita que este equipamento ajudou a diferenciar a sua oferta num mercado onde a inovação tem sido relativamente conservadora nos últimos anos.
Segundo os dados divulgados durante o evento, o MateBook Fold conquistou cerca de 70% de quota no segmento onde compete, um resultado que terá superado largamente as previsões internas da fabricante chinesa.

HarmonyOS ganha terreno nos portáteis
A Huawei começou a expandir o HarmonyOS para computadores em maio do ano passado, completando assim o seu ecossistema próprio.
Depois dos smartphones, tablets, relógios inteligentes e outros dispositivos conectados, os PCs tornaram-se a última peça importante da estratégia da empresa para criar uma plataforma totalmente independente.
Os resultados parecem estar a validar essa aposta.
A marca afirma que os computadores tradicionais equipados com HarmonyOS já alcançaram uma quota de mercado de 12% no segmento de portáteis finos e leves acima dos 8.000 yuan, aproximadamente 960 euros.
Mais surpreendente ainda é o facto de os volumes de venda dos novos portáteis HarmonyOS já estarem próximos dos modelos baseados em arquitetura x86 que a Huawei comercializava anteriormente.
Um projeto complexo e muito caro
Durante a apresentação, Zhu Dongdong fez questão de sublinhar a complexidade do desenvolvimento do MateBook Fold.
Segundo o executivo, criar um equipamento deste tipo exigiu um investimento de várias centenas de milhões de yuan e um enorme esforço de engenharia.
A Huawei acredita que o nível de dificuldade técnica envolvido na criação deste portátil continua a colocá-lo numa posição única no mercado.
O responsável chegou mesmo a afirmar que os concorrentes ainda não conseguiram acompanhar o que a empresa alcançou com o MateBook Fold e que poderão continuar atrás durante mais algum tempo.

A aposta no ecossistema continua
Mais do que um simples portátil, o sucesso do MateBook Fold representa uma validação da estratégia da Huawei para o HarmonyOS.
A empresa tem investido fortemente na criação de um ecossistema próprio que funcione de forma integrada entre smartphones, tablets, wearables e computadores.
Ao controlar tanto o hardware como o software, a Huawei procura oferecer uma experiência semelhante àquela que a Apple conseguiu construir ao longo dos anos com o seu ecossistema.
Huawei quer consolidar posição no mercado premium
Embora a Huawei não tenha revelado números exatos de vendas, a mensagem deixada durante a HDC 2026 é clara: os primeiros resultados dos computadores HarmonyOS estão acima do esperado.
O desempenho do MateBook Fold demonstra que existe espaço para inovação no segmento dos portáteis premium e reforça a confiança da empresa na expansão da plataforma HarmonyOS para novos mercados e categorias de produtos.
Resta agora perceber se este sucesso inicial será suficiente para desafiar de forma mais consistente os gigantes tradicionais do setor dos computadores.




