iPhone de 2028 pode estrear chip de 1,4 nm e tornar-se ainda mais caro

A Apple poderá estrear um chip de 1,4 nm no iPhone de 2028. A nova tecnologia promete mais desempenho e eficiência, mas poderá aumentar os custos e os preços.

A Apple poderá dar um novo salto tecnológico nos seus smartphones em 2028, com a chegada de um processador fabricado num processo de apenas 1,4 nm. A tecnologia, que estará a ser desenvolvida pela TSMC, promete melhorar o desempenho e a eficiência energética, mas poderá também aumentar os custos de produção e pressionar ainda mais o preço dos futuros iPhone.

Segundo uma nota de análise do banco J.P. Morgan, citada pela imprensa internacional, a TSMC pretende iniciar a produção em massa do processo de 1,4 nm durante o primeiro semestre de 2028. A Apple deverá ser uma das primeiras clientes, com o futuro A22 Pro destinado aos modelos mais avançados do iPhone.

Para já, importa sublinhar que estamos perante previsões e informações não confirmadas oficialmente pela Apple ou pela TSMC. Ainda assim, os dados apontam para uma evolução tecnológica que poderá ter impacto no mercado dos smartphones nos próximos anos.

Apple poderá avançar para os 1,4 nm em 2028

As previsões mais recentes antecipam a produção em massa dos chips de 1,4 nm para o primeiro semestre de 2028, antes do calendário anteriormente apontado, que indicava a segunda metade desse ano.

A antecipação estará relacionada com a crescente procura por chips destinados à inteligência artificial, que está a levar os fabricantes de semicondutores a acelerar os seus investimentos. A produção experimental estará prevista para o terceiro trimestre de 2027, enquanto a TSMC estará a desenvolver as instalações necessárias em Taiwan.

De acordo com informações atribuídas ao analista Mark Gurman, da Bloomberg, o processador A22 Pro poderá utilizar esta tecnologia nos iPhone de 2028. A Apple estará também a considerar a Intel como possível fornecedora alternativa, segundo informações divulgadas pela TrendForce. Caso se concretize, esta possibilidade representaria uma mudança importante na estratégia de produção de chips da empresa.

Outra hipótese avançada é que a tecnologia de 1,4 nm fique inicialmente reservada ao A22 Pro, enquanto o processador A22 dos modelos convencionais continue a utilizar um processo de fabrico diferente.

iPhone de 2028

Chips de 1,4 nm prometem mais desempenho e eficiência

A passagem para os 1,4 nm poderá trazer melhorias importantes. Segundo os dados atribuídos à TSMC, o novo processo permitirá aumentar o desempenho até 15% mantendo o mesmo consumo energético. Em alternativa, poderá reduzir o consumo até 30%, além de aumentar em cerca de 20% a densidade de transístores.

Na prática, estas melhorias poderão traduzir-se num desempenho superior, numa maior eficiência energética e, potencialmente, numa melhor autonomia da bateria. No entanto, os resultados reais dependerão também da arquitetura do processador, da gestão energética e das restantes características do smartphone.

O calendário previsto também chama a atenção. Se a Apple avançar para os 1,4 nm em 2028, os chips de 2 nm, cuja chegada está prevista para esta geração de processadores, poderão ter uma presença relativamente curta antes da próxima mudança de processo de fabrico.

O preço dos futuros iPhone poderá voltar a subir

A principal preocupação está nos custos. De acordo com estimativas citadas pela imprensa especializada, uma bolacha de silício, conhecida como wafer, produzida no processo de 1,4 nm poderá custar cerca de 45.000 dólares. No processo de 2 nm, o valor estará próximo dos 30.000 dólares, o que representa um aumento de aproximadamente 50%.

Este encarecimento poderá afetar os fabricantes que pretendam utilizar a tecnologia mais recente, ajudando a explicar por que razão marcas como a Qualcomm e a MediaTek poderão demorar mais tempo a adotá-la.

A Apple terá capacidade financeira para absorver parte destes custos, mas é difícil imaginar que o aumento não tenha qualquer impacto no preço final. Os componentes mais avançados são apenas uma parte dos custos de desenvolvimento e produção, mas representam mais um fator de pressão numa categoria em que os preços já atingem valores elevados.

O iPhone Duo, por exemplo, parte dos 1.999 dólares, segundo os dados apresentados no artigo original. Se a tendência de aumento dos custos se mantiver, não seria surpreendente que os modelos topo de gama de 2028 chegassem ao mercado com preços ainda mais elevados.

Ainda assim, faltam cerca de dois anos e os planos industriais podem mudar. A Apple não confirmou os seus futuros processadores nem os preços das próximas gerações. Para já, a possibilidade de um iPhone com chip de 1,4 nm deve ser encarada como uma previsão, não como uma característica garantida dos modelos de 2028.

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Bruno Xarope
Bruno Xarope

Bruno Xarope escreve sobre tecnologia, smartphones, mobilidade elétrica e inovação no CtrlShift.pt. Acompanha diariamente as novidades do setor e testa regularmente novos equipamentos, partilhando análises, opiniões e primeiras impressões.

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