A Apple está prestes a entrar no segmento dos smartphones dobráveis com um modelo que promete abalar o domínio de Samsung e Huawei. O iPhone dobrável, aguardado há anos por quem segue os rumores da marca de Cupertino, deverá chegar ao mercado já em setembro, juntamente com os modelos iPhone 18 Pro. E as expectativas são altas: uma empresa de análise de mercado prevê que o aparelho possa capturar até um quarto de todas as vendas globais de telemóveis dobráveis poucos meses depois de estar nas lojas.
Previsão de mercado sem precedentes para primeiro modelo
Conquistar uma fatia de 25% num mercado onde a Apple nunca antes esteve presente seria um feito notável. Para contexto, a Samsung tem dominado o segmento dos dobráveis desde que o popularizou, e a Huawei consolidou uma posição forte nos mercados asiáticos. Entrar neste jogo e, em questão de meses, igualar ou ultrapassar rivais que têm várias gerações de produtos no terreno mostra a confiança dos analistas no poder da marca da maçã.
O timing do lançamento também não parece inocente. Setembro é a janela tradicional da Apple para renovar a gama iPhone, e juntar um modelo completamente novo à linha Pro pode ajudar a criar o impacto mediático necessário para uma entrada em força. A Samsung, que lançou recentemente a nova geração dos seus dobráveis, terá de lidar com um concorrente que historicamente consegue converter curiosidade em vendas massivas.

O que esperar do primeiro iPhone dobrável
Os detalhes técnicos do aparelho continuam envoltos em segredo, como é habitual até aos eventos de apresentação da Apple. O que se sabe, através de rumores persistentes ao longo dos últimos anos, é que a empresa tem testado diversos protótipos e tecnologias de ecrã flexível. A questão sempre foi quando, não se, a Apple iria entrar neste segmento.
Para os utilizadores europeus e portugueses, a chegada de um iPhone dobrável pode significar finalmente uma alternativa premium credível aos modelos da Samsung que dominam as lojas por cá. Quem já está habituado ao ecossistema Apple — com ligações ao MacBook, iPad ou Apple Watch — terá agora uma opção dobrável que se integra na perfeição com os restantes dispositivos.
Impacto na Europa e em Portugal
O mercado europeu de smartphones premium tem características próprias: os utilizadores tendem a manter os aparelhos durante mais tempo e a valorizar qualidade de construção e longevidade. Um iPhone dobrável terá de provar que a dobradiça aguenta anos de uso intensivo, algo que os primeiros modelos da concorrência nem sempre conseguiram garantir sem falhas.
Em Portugal, onde a penetração do iPhone é significativa nas faixas etárias mais jovens e nos centros urbanos, a novidade pode gerar filas nas lojas físicas e pré-encomendas recorde — um padrão que se repete sempre que a Apple lança uma categoria de produto verdadeiramente nova. O preço, claro, será determinante: se seguir a tabela habitual dos modelos Pro, estamos a falar de valores acima dos mil euros, o que poderá limitar a adoção inicial.

Samsung e Huawei terão resposta?
A resposta da Samsung não deverá tardar. A marca sul-coreana tem investido fortemente em inovação nos dobráveis e já vai na quinta ou sexta geração dos seus principais modelos. Perder quota de mercado para um concorrente que chega agora não faz parte do plano, e é provável que vejamos movimentos agressivos em preço e marketing nos próximos meses.
A Huawei, apesar das limitações impostas pelas sanções norte-americanas que afetam a presença da marca fora da China, continua a ser um jogador relevante no segmento. A batalha pelos 25% de quota que a Apple ambiciona vai fazer-se sobretudo à custa destas duas marcas — e isso promete tornar o mercado dos dobráveis muito mais interessante para quem está a pensar comprar um nos próximos tempos.
Resta aguardar por setembro e pela confirmação oficial. Se as previsões se confirmarem, o iPhone dobrável pode ser o empurrão que faltava para os smartphones dobráveis deixarem de ser nicho e passarem a mainstream.
Via: Gadgets 360




