Um novo dummy do iPhone Ultra da Apple apareceu em vídeo no YouTube, desta vez em formato hands-on. Não é o primeiro leak — já tinham surgido imagens e comparações com o Huawei Pura X Max — mas é a primeira vez que se vê o dispositivo a ser manuseado de forma mais prolongada e em vários ângulos.
As medidas deste dummy específico não correspondem exactamente às que foram reveladas em fugas de informação anteriores, por isso há que ter alguma cautela. Mas o formato geral é consistente com tudo o que foi mostrado até agora.
Um iPhone que se dobra — e vira tablet
O iPhone Ultra vai dobrar. E quando aberto, o ecrã interno aproxima-se do formato do iPad mini — com a mesma proporção de tablet, não o ecrã quadrado que caracteriza a maioria dos dobráveis Android.
Essa escolha de design não é acidental. A Apple parece querer garantir uma interface em modo paisagem real quando o dispositivo está aberto — algo que os dobráveis com ecrã quadrado nunca conseguiram fazer de forma convincente. Abres o iPhone Ultra e tens um tablet. Fechas e tens um iPhone. Sem meio-termo, sem compromissos estranhos.
É exactamente a mesma lógica por trás do Huawei Pura X Max, que adoptou um formato idêntico. A diferença é que quando a Apple entra num segmento, traz consigo um ecossistema, uma base de utilizadores enorme e uma capacidade de marketing que nenhuma marca Android consegue igualar. Se o iPhone Ultra funcionar bem, pode fazer pelo mercado de dobráveis o que o iPhone original fez pelos smartphones tácteis em 2007.
O que se sabe até agora
O iPhone Ultra deve ser apresentado em setembro, no evento anual da Apple, com disponibilidade prevista ainda este ano. Será o iPhone mais caro alguma vez lançado — o preço exacto ainda não foi revelado, mas as expectativas apontam para um valor significativamente acima do iPhone 17 Pro Max.
A Samsung, que domina o mercado de dobráveis Android há anos, já está a responder com o Galaxy Wide Fold — um formato horizontal semelhante, previsto para julho. A corrida ao dobrável premium está a ficar interessante.
Ainda não há confirmação oficial de nada. Mas depois de tantas fugas de informação consistentes, o formato já não é surpresa. A questão agora é o que a Apple vai pôr no seu interior — e quanto vai custar.




